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Morando vai congelar 30% no Orçamento

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Prefeito eleito de S.Bernardo aponta arrecadação superestimada e austeridade para contingenciamento


Leandro Baldini
Do Diário do Grande ABC

30/12/2016 | 07:00


A dois dias de tomar posse como prefeito de São Bernardo, Orlando Morando (PSDB) anunciou que vai aplicar contingenciamento de 30% sobre a peça orçamentária deixada pela gestão de Luiz Marinho (PT), que prevê receita no valor de R$ 5,3 bilhões para o exercício de 2017. O valor é próximo ao praticado pela administração petista neste ano, que foi de R$ 5,1 bilhões.

O futuro chefe do Executivo são-bernardense defendeu que a medida é essencial como pontapé inicial de sua gestão, argumentando que a arrecadação prevista por Marinho está superestimada. Ele detalhou também que o plano faz parte de uma implementação de política de austeridade nos gastos públicos.

“Tive de fazer isso (congelamento) porque não acredito no Orçamento que foi aprovado. Não é real e, imaginando que ele não será executado, decidimos contingenciar. Nós estamos imaginando que o montante vai chegar a R$ 3,8 bilhões. Vou trabalhar área por área para a liberação de recursos. E nas despesas, vamos segurar bastante”, pontuou, citando redução em custos como a utilização de carros oficiais, telefones corporativos e corte de servidores comissionados.

Morando afirmou que o pacote de ações de contenções de gastos será detalhado e oficializado após a cerimônia de posse, no domingo. Ele reforçou que a meta é economizar R$ 100 milhões por ano dos cofres públicos.

Desde a primeira reunião de transição, em novembro, o tucano tem externado preocupação com as questões financeiras da administração. No entanto, evitou falar sobre a quantia de restos a pagar que vai ser deixada pelo governo petista – os números devem ser apresentados oficialmente hoje, por Marinho.

Ontem, Morando reuniu todos o primeiro escalão – da administração direta e autarquias – em um restaurante da cidade para primeira reunião do secretariado. Ele abordou as diretrizes do governo, além de apresentar plano de metas e resultados para os 100 primeiros dias de administração.

“Todo o secretariado terá 15 dias para elaborar propostas do que vamos oferecer para a sociedade, como inovador e importante para o município. Precisamos colocar em prática nosso plano de governo, mas apresentar novidades nos 100 primeiros dias de gestão”, disse o tucano, revelando que o encontro com os auxiliares diretos foi positivo.

O futuro prefeito também vai formalizar em janeiro amplo texto com reforma administrativa, destacando a extinção das cinco secretarias, medida anunciada pelo tucano na segunda-feira: Cultura, Orçamento e Planejamento Participativo, Relações Internacionais e Coordenação Governamental.

“Com exceção da Cultura, que estará integrada à Secretaria de Educação (será uma diretoria, comandada por Adalberto Guazelli), as demais Pastas podem estar atreladas a setores e desenvolver trabalho com resultado. Eu precisava enxugar a máquina e busquei critérios para avançar nesta questão. Não é fácil”, argumentou Morando, citando que o plano será encaminhado à Câmara em fevereiro, quando os vereadores voltam do recesso. 



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