Fechar
Publicidade

Segunda-Feira, 21 de Junho

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Por falta de auxiliar, aluno deficiente é agredido


Deborah Moreira
Do Diário do Grande ABC

20/04/2011 | 07:26


Um menino de 7 anos, deficiente físico, foi agredido em sala de aula segunda-feira, na Escola Municipal Dr. Mário Santalucia, Jardim Ruyce, Diadema. Apesar de haver indicação de um acompanhante de sala, desde o início do ano o menino está sem o auxílio desse profissional, que é de responsabilidade do município.

Segundo a mãe da criança, a operadora de caixa desempregada Karina Bastos Faria Rocha, 34, a professora de sala relatou à sua filha, M.F.R., 15 anos, que tudo aconteceu rapidamente, enquanto ela se ausentou para ir ao banheiro durante aula de vídeo.

Nenhum adulto viu o que ocorreu. Algumas crianças da classe ouvidas pela equipe do Diário disseram que não viram a agressão, mas que teria sido uma colega de 7 anos que estaria falando alto e incomodando. O menino teria pedido a ela que parasse de falar, o que a deixou irritada. A equipe constatou muitos arranhões no braço direito e hematomas nas costas e nuca do menino.

C.E.F.R.V. nasceu prematuro de seis meses, e quando tinha 1 ano, recebeu o diagnóstico de paralisia cerebral, que acabou afetando os movimentos das pernas e braços. Falante e bem disposto, C.E. precisa de uma cadeira de rodas adaptada para se locomover. Além disso, por não ter movimento nos braços, recebe ajuda para tudo, como comer, tomar banho e estudar.

Por isso, desde que começou a frequentar a escola, aos 4 anos, tem acompanhante de sala. "No primeiro ano, a filha da professora se candidatou como voluntária. Depois, foi efetivada como estagiária do município. Em 2010, quando mudou para a atual unidade, ganhou outro estagiário. Neste ano, minha filha precisou acompanhá-lo todos os dias, por não ter estagiário", relatou Karina, que mora perto da escola, com filhos e o marido.

Karina disse que o filho ganhou a cadeira do governo do Estado, e que a adaptação e a mesa acoplada na cadeira para estudar custaram R$ 2.100 à família. Para aprimorar o ensino, a professora do menino buscou recursos pedagógicos em entidade especializada. "Todos na escola gostam muito do C.E.. Em casa, fazemos de tudo para que tenha condições de aprender como qualquer outra criança."

O decreto federal 6.571, de setembro de 2008, garante acompanhamento educacional especializado. O município possui 1.300 alunos especiais, sendo 700 frequentando sala de aula da rede. A Secretaria de Educação informou que vai apurar os fatos e tomar as providências cabíveis. O órgão informou que C.E. é atendido pelo serviço municipal e confirmou a necessidade de acompanhante, cuja contratação está em fase final.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.


Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;