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Expectativas que movem a economia


Anderson Luís Saber Campos*

03/12/2016 | 07:26


Tomamos decisões diárias com o objetivo de aumentar nosso bem-estar, mas não percebemos que o ‘humor’ das pessoas está relacionado com o desempenho da economia. Há evidências de que ondas de otimismo e pessimismo podem afetar o nível da atividade econômica.

Este é um caminho de mão dupla, ou seja, as expectativas positivas das pessoas movem positivamente a economia, mas também é verdade que uma economia em crescimento (período de bonança) afeta favoravelmente as expectativas das pessoas sobre o futuro. Essa relação vale igualmente para o pessimismo e uma economia em recessão.

Por exemplo, bancos emprestam dinheiro considerando a probabilidade de receber o principal (valor do empréstimo) e os juros da operação no prazo combinado. Para isso, buscam avaliar a capacidade adiante de pagamento de pessoas jurídicas e físicas, que embute as expectativas do banco sobre o futuro.

As decisões das empresas começam (ou deveriam) com a projeção de vendas (baseada nas expectativas). A partir desse número, são feitas encomendas aos fornecedores, contratações de mão de obra e demais investimentos. Pessoas compram ou não conforme suas expectativas de renda no futuro, ou seja, se terão emprego ou se seus empreendimentos serão lucrativos.

Dada sua importância, há vários indicadores nacionais que se esforçam em medir a expectativa ou confiança dos agentes. No Grande ABC, a Universidade Metodista de São Paulo, por meio do Observatório Econômico, firmou convênio com CNI e Fiesp (Confederação Nacional e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para analisar os indicadores na região. O último relatório disponível, de agosto de 2016, indicava que o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) estava em aproximadamente 39.

O Icei varia entre zero e 100, sendo que valores abaixo de 50 sinalizam pessimismo, enquanto que valores acima de 50 representam otimismo, ou seja, o resultado 39 ainda não é animador do ponto de vista da recuperação da economia local. O número reflete a visão do primeiro semestre, mas já há indicadores nacionais mostrando alguma reação nas expectativas e confiança dos agentes. Por exemplo, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor), publicado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu durante cinco meses consecutivos, conforme relatório divulgado em setembro passado.

O Observatório Econômico da Metodista também publica a PIC (Pesquisa de Intenção de Compra) para as datas mais movimentadas no comércio. Aguardemos com ‘pensamento positivo’ o resultado para a intenção de compra para este Natal, que será divulgado dia 8! 


* Professor do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo



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Expectativas que movem a economia

Anderson Luís Saber Campos*

03/12/2016 | 07:26


Tomamos decisões diárias com o objetivo de aumentar nosso bem-estar, mas não percebemos que o ‘humor’ das pessoas está relacionado com o desempenho da economia. Há evidências de que ondas de otimismo e pessimismo podem afetar o nível da atividade econômica.

Este é um caminho de mão dupla, ou seja, as expectativas positivas das pessoas movem positivamente a economia, mas também é verdade que uma economia em crescimento (período de bonança) afeta favoravelmente as expectativas das pessoas sobre o futuro. Essa relação vale igualmente para o pessimismo e uma economia em recessão.

Por exemplo, bancos emprestam dinheiro considerando a probabilidade de receber o principal (valor do empréstimo) e os juros da operação no prazo combinado. Para isso, buscam avaliar a capacidade adiante de pagamento de pessoas jurídicas e físicas, que embute as expectativas do banco sobre o futuro.

As decisões das empresas começam (ou deveriam) com a projeção de vendas (baseada nas expectativas). A partir desse número, são feitas encomendas aos fornecedores, contratações de mão de obra e demais investimentos. Pessoas compram ou não conforme suas expectativas de renda no futuro, ou seja, se terão emprego ou se seus empreendimentos serão lucrativos.

Dada sua importância, há vários indicadores nacionais que se esforçam em medir a expectativa ou confiança dos agentes. No Grande ABC, a Universidade Metodista de São Paulo, por meio do Observatório Econômico, firmou convênio com CNI e Fiesp (Confederação Nacional e Federação das Indústrias do Estado de São Paulo) para analisar os indicadores na região. O último relatório disponível, de agosto de 2016, indicava que o Icei (Índice de Confiança do Empresário Industrial) estava em aproximadamente 39.

O Icei varia entre zero e 100, sendo que valores abaixo de 50 sinalizam pessimismo, enquanto que valores acima de 50 representam otimismo, ou seja, o resultado 39 ainda não é animador do ponto de vista da recuperação da economia local. O número reflete a visão do primeiro semestre, mas já há indicadores nacionais mostrando alguma reação nas expectativas e confiança dos agentes. Por exemplo, o ICC (Índice de Confiança do Consumidor), publicado pela FGV (Fundação Getulio Vargas), subiu durante cinco meses consecutivos, conforme relatório divulgado em setembro passado.

O Observatório Econômico da Metodista também publica a PIC (Pesquisa de Intenção de Compra) para as datas mais movimentadas no comércio. Aguardemos com ‘pensamento positivo’ o resultado para a intenção de compra para este Natal, que será divulgado dia 8! 


* Professor do curso de Ciências Econômicas da Universidade Metodista de São Paulo

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