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‘A história me absolverá’

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Morte de Fidel Castro movimenta o mundo e expõe opiniões opostas sobre a ideologia do líder


Tauana Marin

27/11/2016 | 07:00


 Aos 90 anos, entre declarações apaixonadas e odiosas, Fidel Castro ganhou novamente os noticiários do mundo. Desta vez, com sua morte, à 1h29 de ontem. O anúncio foi feito pelo seu irmão, Raúl, na capital Havana, pela TV estatal. O país decretou luto de nove dias e as últimas homenagens poderão ser prestadas no Memorial Martí, amanhã e terça-feira, quando as cinzas de Castro percorrerão várias regiões da ilha. No sábado, os restos mortais serão enterrados no cemitério Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba.

Líderes políticos e figuras públicas se pronunciaram. A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff (PT) declarou no Facebook que “a morte do comandante, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor. Fidel (...) acreditou na construção de sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte.”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também lamentou, dizendo que a morte de Fidel o faz recordar, especialmente, de sua geração, e destacou o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses. “A luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente. Sua morte marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas.” O papa Francisco também lamentou e ofereceu orações ao líder comunista.

Apesar de os Estados Unidos só terem voltado a firmar relações diplomáticas com a ilha no fim de 2014, o atual presidente Barack Obama declarou que “a história vai registrar e julgar o impacto de Castro”, mas que eles “trabalharam duro” para deixar o passado para trás. Já o presidente eleito, com posse em 2017, Donald Trump, foi sucinto: “Fidel Castro is dead! (Fidel Castro está morto!).”

LEGADO
Nascido em 13 de agosto de 1926, em Birán, Cuba, Fidel Alejandro Castro Ruz foi visto por alguns como líder revolucionário e, por outros, como ditador. Ele foi o responsável por implementar o regime comunista em Cuba, em 1959, elevou as taxas de alfabetização e universalizou a saúde, diminuindo as taxas de mortalidade. Por outro lado, o ex-presidente da ilha caribenha dominou a liberdade dos cubanos, por meio da censura à imprensa, pela perda do direito dos sindicatos em fazerem greves e perseguições às instituições religiosas. Por conta disso, milhares fugiram do país por décadas.

Seu último compromisso como dirigente de Cuba foi em julho de 2006, em Córdoba, na Argentina, durante cúpula do Mercosul. Dias depois, afastou-se para operar o intestino e nunca mais assumiu plenamente o poder. Ao completar 90 anos, em agosto, criticou Obama por não ter pedido desculpas pelas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. “Necessário martelar a necessidade de preservar a paz e que nenhuma potência se sinta no direito de assassinar milhões de seres humanos”, disse, referindo-se a Washington.



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‘A história me absolverá’

Morte de Fidel Castro movimenta o mundo e expõe opiniões opostas sobre a ideologia do líder

Tauana Marin

27/11/2016 | 07:00


 Aos 90 anos, entre declarações apaixonadas e odiosas, Fidel Castro ganhou novamente os noticiários do mundo. Desta vez, com sua morte, à 1h29 de ontem. O anúncio foi feito pelo seu irmão, Raúl, na capital Havana, pela TV estatal. O país decretou luto de nove dias e as últimas homenagens poderão ser prestadas no Memorial Martí, amanhã e terça-feira, quando as cinzas de Castro percorrerão várias regiões da ilha. No sábado, os restos mortais serão enterrados no cemitério Santa Ifigenia, em Santiago de Cuba.

Líderes políticos e figuras públicas se pronunciaram. A ex-presidente do Brasil Dilma Rousseff (PT) declarou no Facebook que “a morte do comandante, líder da revolução cubana e uma das mais influentes expressões políticas do século 20, é motivo de luto e dor. Fidel (...) acreditou na construção de sociedade fraterna e justa, sem fome nem exploração, numa América Latina unida e forte.”

O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) também lamentou, dizendo que a morte de Fidel o faz recordar, especialmente, de sua geração, e destacou o papel que ele e a revolução cubana tiveram na difusão do sentimento latino-americano e na importância para os países da região de se sentirem capazes de afirmar seus interesses. “A luta simbolizada por Fidel dos ‘pequenos’ contra os poderosos teve uma função dinamizadora na vida política no Continente. Sua morte marca o fim de um ciclo, no qual, há que se dizer que, se Cuba conseguiu ampliar a inclusão social, não teve o mesmo sucesso para assegurar a tolerância política e as liberdades democráticas.” O papa Francisco também lamentou e ofereceu orações ao líder comunista.

Apesar de os Estados Unidos só terem voltado a firmar relações diplomáticas com a ilha no fim de 2014, o atual presidente Barack Obama declarou que “a história vai registrar e julgar o impacto de Castro”, mas que eles “trabalharam duro” para deixar o passado para trás. Já o presidente eleito, com posse em 2017, Donald Trump, foi sucinto: “Fidel Castro is dead! (Fidel Castro está morto!).”

LEGADO
Nascido em 13 de agosto de 1926, em Birán, Cuba, Fidel Alejandro Castro Ruz foi visto por alguns como líder revolucionário e, por outros, como ditador. Ele foi o responsável por implementar o regime comunista em Cuba, em 1959, elevou as taxas de alfabetização e universalizou a saúde, diminuindo as taxas de mortalidade. Por outro lado, o ex-presidente da ilha caribenha dominou a liberdade dos cubanos, por meio da censura à imprensa, pela perda do direito dos sindicatos em fazerem greves e perseguições às instituições religiosas. Por conta disso, milhares fugiram do país por décadas.

Seu último compromisso como dirigente de Cuba foi em julho de 2006, em Córdoba, na Argentina, durante cúpula do Mercosul. Dias depois, afastou-se para operar o intestino e nunca mais assumiu plenamente o poder. Ao completar 90 anos, em agosto, criticou Obama por não ter pedido desculpas pelas bombas atômicas de Hiroshima e Nagasaki. “Necessário martelar a necessidade de preservar a paz e que nenhuma potência se sinta no direito de assassinar milhões de seres humanos”, disse, referindo-se a Washington.

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