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Antônio Maluf ganha mostra e livro


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

09/06/2002 | 18:37


Mesmo sem ter participado de nenhum grupo de arte concreta, o paulistano Antônio Maluf, 75 anos, é um dos ícones deste movimento artístico no Brasil. Por isso ele ganha uma mostra individual dentro do projeto Arte Concreta Paulista, que acontece no Ceuma (Centro Universitário Maria Antonia), na capital, a partir de quinta-feira (dia 13), com entrada franca.

O evento celebra os 50 anos do início do movimento em São Paulo. Além da exposição, o artista plástico também ganhará um livro, que leva seu nome e é editado pela Cosac & Naify.

A exposição (a segunda individual da vida de Maluf) traz mais de 60 trabalhos, entre os quais figuram roupas, encadernações, cartazes, um panô, estudos e pinturas em guache (ambos sobre papel) e a reprodução fotográfica em grande formato de um mural do artista datado de 1962 e realizado para uma agência bancária em Guarulhos (obra destruída).

Ao longo de sua trajetória, Maluf empregou suas criações plásticas, por exemplo, em tecidos, o que é chamado de arte aplicada. “Na mostra há um vestido estampado em série, dos anos 60”, diz a curadora da exposição, Regina Teixeira de Barros. De roupas, ainda surge um colete e um blazer, ambos pintados manualmente por Maluf sobre lã.

As encadernações (duas no total) foram feitas para uso próprio do artista. “São capas criadas artesanalmente para livros que ele gosta”, afirma Regina. Entre os cartazes está o da 1ªBienal de São Paulo, o qual Maluf realizou após vencer o concurso que tinha entre seus jurados o arquiteto Rino Levi (1901-1965), criador do Paço Municipal de Santo André.

Esse cartaz foi veiculado em três versões: com fundos vermelho, preto e branco. Uma outra versão, com fundo azul, não foi impressa. Na mostra, há dois exemplares, de fundos vermelho e azul.

“Para muitos, esse cartaz é o marco zero do design gráfico moderno no Brasil. Por isso, muitos chamam o Maluf de designer gráfico, o que ele não gosta. Ele se diz artista plástico, porque faz pinturas que podem ter motivos utilizados em outros suportes, caso deste cartaz da Bienal”, afirma a curadora.

“A mostra não é retrospectiva. Por exemplo, não exibiremos obras recentes do Maluf. São sobretudo trabalhos dos anos 50, um conjunto da fase mais produtiva e criativa do artista. O evento enfoca a arte concreta, e os trabalhos em exibição têm teor geométrico construtivista. O Maluf é um artista essencialmente concreto. Ele está em atividade até hoje”, diz Regina.



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