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Saturado, Mário Covas faz 15 anos

Ricardo Trida/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Unidade recebe 11 mil internações por ano e
tem fila de espera de 3.016 pessoas por cirurgia


Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

22/11/2016 | 07:00


 Inaugurado há exatos 15 anos para atender toda a demanda de cirurgias de alta complexidade do Grande ABC, o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, está saturado. O equipamento de Saúde tem como principal gargalo a fila de espera por procedimentos operatórios, com 3.016 pacientes atualmente, conforme relatório disponibilizado no site da unidade.

Para o superintendente do hospital, Desiré Carlos Callegari, a situação difícil é resultado de mistura de fatores, entre eles a crise financeira que assola o País. “A demanda (de pacientes) é infinita. Hoje, a quantidade de pessoas que passa pela unidade supera o que podemos atender. Temos dificuldades e enfrentamos. O que costumo dizer é que tudo que nos propomos a fazer é bem feito”, considera.

Callegari já havia ressaltado, no ano passado, a necessidade de unidade similar ao Mário Covas para conseguir suprir a demanda da região. No entanto, as tentativas de construção de hospital de grande porte em Ribeirão Pires não avançaram. Além disso, o suporte prometido pelo Hospital de Clínicas de São Bernardo ainda não surte efeito.

O equipamento de Saúde estadual realiza média anual de 170 mil consultas, além de 11 mil internações. Embora problemática, já que concentra período de espera de até quatro horas, a farmácia de alto custo da unidade responde pelo atendimento mensal de 36 mil pessoas.

A especialidade do equipamento é a cirurgia de alta complexidade em ortopedia (que possui a maior demanda de espera), neurocirurgia, cardiovascular, aparelho digestivo e urologia, além de oncologia clínica adulto e infantil. Conforme relatório do hospital, em média, pacientes são obrigados a aguardar até quatro anos para realizar procedimento nas áreas de cirurgia geral, ortopedia e otorrinolaringologia. Uma das situações mais caóticas é a espera por vaga para artroplastia total de quadril, que hoje possui fila de 344 pessoas.

“A saturação que a unidade vive mostra a problemática de o Mário Covas ser o único equipamento referência da região em atendimentos de alta complexidade”, avalia Rogério Bellot, diretor da Escola de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo.

Embora avalie de modo geral que grande parte do problema se deve à falta de diálogo entre gestores municipais e o Estado, o especialista considera que solução para o problema pode estar na descentralização dos serviços. “Com a crise econômica, a solução mais viável seria tentar articular convênio com entidades filantrópicas ou até mesmo setores privados para solucionar esses gargalos. No entanto, é necessário que prefeituras, Estado e União se reúnam para discutir medidas para enfrentar esse cenário”, afirma.

 

HISTÓRICO

O equipamento começou a ser construído em 1976 e era denominado Hospital Regional de Clínicas. A obra sofreu várias interrupções por falta de recursos até que, em 1991, foi totalmente paralisada, sendo retomada somente nos anos 2000. O compromisso de efetivar a unidade foi promessa de campanha do governador eleito em 1995 Mário Covas (do PSDB, morto em março de 2001, antes da inauguração). A entrega foi feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o então prefeito Celso Daniel (PT – morto em 2002) em novembro de 2001.

 

Setor administrativo deve ser transferido

Com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento, o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, estuda transferir, nos próximos meses, o setor administrativo do equipamento para edifício localizado fora do complexo de Saúde.

Segundo o superintendente do Hospital Mário Covas, Desiré Carlos Callegari, a melhoria visa ampliar em 1.500 m² a área para atendimento de pacientes. “É uma medida que deve nos proporcionar resultados imediatos”, avalia.

Além do aumento do espaço físico, Callegari também acredita que, no próximo ano, a diretoria do hospital deva dar andamento a obra que será realizada em espaço destinado a cirurgias cardíacas infantis. “Nossa intenção é que este projeto fique para o primeiro semestre de 2017”, pontua.

 

INVESTIMENTO

Em 2015, a unidade recebeu R$ 3 milhões em investimento para aprimorar os serviços. O setor de emergência passou por obras de reestruturação e climatização, que incluíram a troca de pisos, forros, instalação de novas redes elétrica e hidráulica. Tais melhorias também ocorreram na UTI (Unidade de Terapia-Intensiva), com a criação de 14 leitos de UTI adulto, sendo dois de isolamento. O hospital passou a contar com total de 59 espaços destinados à terapia-intensiva.

O Hospital Estadual Mário Covas que, neste ano teve orçamento estimado em R$ 178 milhões, conta com 2.500 profissionais e possui 300 leitos, entre internação, terapia intensiva e complementares.



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Saturado, Mário Covas faz 15 anos

Unidade recebe 11 mil internações por ano e
tem fila de espera de 3.016 pessoas por cirurgia

Daniel Macário
Do Diário do Grande ABC

22/11/2016 | 07:00


 Inaugurado há exatos 15 anos para atender toda a demanda de cirurgias de alta complexidade do Grande ABC, o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, está saturado. O equipamento de Saúde tem como principal gargalo a fila de espera por procedimentos operatórios, com 3.016 pacientes atualmente, conforme relatório disponibilizado no site da unidade.

Para o superintendente do hospital, Desiré Carlos Callegari, a situação difícil é resultado de mistura de fatores, entre eles a crise financeira que assola o País. “A demanda (de pacientes) é infinita. Hoje, a quantidade de pessoas que passa pela unidade supera o que podemos atender. Temos dificuldades e enfrentamos. O que costumo dizer é que tudo que nos propomos a fazer é bem feito”, considera.

Callegari já havia ressaltado, no ano passado, a necessidade de unidade similar ao Mário Covas para conseguir suprir a demanda da região. No entanto, as tentativas de construção de hospital de grande porte em Ribeirão Pires não avançaram. Além disso, o suporte prometido pelo Hospital de Clínicas de São Bernardo ainda não surte efeito.

O equipamento de Saúde estadual realiza média anual de 170 mil consultas, além de 11 mil internações. Embora problemática, já que concentra período de espera de até quatro horas, a farmácia de alto custo da unidade responde pelo atendimento mensal de 36 mil pessoas.

A especialidade do equipamento é a cirurgia de alta complexidade em ortopedia (que possui a maior demanda de espera), neurocirurgia, cardiovascular, aparelho digestivo e urologia, além de oncologia clínica adulto e infantil. Conforme relatório do hospital, em média, pacientes são obrigados a aguardar até quatro anos para realizar procedimento nas áreas de cirurgia geral, ortopedia e otorrinolaringologia. Uma das situações mais caóticas é a espera por vaga para artroplastia total de quadril, que hoje possui fila de 344 pessoas.

“A saturação que a unidade vive mostra a problemática de o Mário Covas ser o único equipamento referência da região em atendimentos de alta complexidade”, avalia Rogério Bellot, diretor da Escola de Ciências Médicas e da Saúde da Universidade Metodista de São Paulo.

Embora avalie de modo geral que grande parte do problema se deve à falta de diálogo entre gestores municipais e o Estado, o especialista considera que solução para o problema pode estar na descentralização dos serviços. “Com a crise econômica, a solução mais viável seria tentar articular convênio com entidades filantrópicas ou até mesmo setores privados para solucionar esses gargalos. No entanto, é necessário que prefeituras, Estado e União se reúnam para discutir medidas para enfrentar esse cenário”, afirma.

 

HISTÓRICO

O equipamento começou a ser construído em 1976 e era denominado Hospital Regional de Clínicas. A obra sofreu várias interrupções por falta de recursos até que, em 1991, foi totalmente paralisada, sendo retomada somente nos anos 2000. O compromisso de efetivar a unidade foi promessa de campanha do governador eleito em 1995 Mário Covas (do PSDB, morto em março de 2001, antes da inauguração). A entrega foi feita pelo governador Geraldo Alckmin (PSDB) e o então prefeito Celso Daniel (PT – morto em 2002) em novembro de 2001.

 

Setor administrativo deve ser transferido

Com o objetivo de ampliar a capacidade de atendimento, o Hospital Estadual Mário Covas, em Santo André, estuda transferir, nos próximos meses, o setor administrativo do equipamento para edifício localizado fora do complexo de Saúde.

Segundo o superintendente do Hospital Mário Covas, Desiré Carlos Callegari, a melhoria visa ampliar em 1.500 m² a área para atendimento de pacientes. “É uma medida que deve nos proporcionar resultados imediatos”, avalia.

Além do aumento do espaço físico, Callegari também acredita que, no próximo ano, a diretoria do hospital deva dar andamento a obra que será realizada em espaço destinado a cirurgias cardíacas infantis. “Nossa intenção é que este projeto fique para o primeiro semestre de 2017”, pontua.

 

INVESTIMENTO

Em 2015, a unidade recebeu R$ 3 milhões em investimento para aprimorar os serviços. O setor de emergência passou por obras de reestruturação e climatização, que incluíram a troca de pisos, forros, instalação de novas redes elétrica e hidráulica. Tais melhorias também ocorreram na UTI (Unidade de Terapia-Intensiva), com a criação de 14 leitos de UTI adulto, sendo dois de isolamento. O hospital passou a contar com total de 59 espaços destinados à terapia-intensiva.

O Hospital Estadual Mário Covas que, neste ano teve orçamento estimado em R$ 178 milhões, conta com 2.500 profissionais e possui 300 leitos, entre internação, terapia intensiva e complementares.

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