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Atraso no salário do esporte de Sto.André chega a R$ 480 mil

Nario Barbosa/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Onze modalidades sofrem com dois meses
sem repasses; Prefeitura fala em prioridades


Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/11/2016 | 07:00


As 11 modalidades esportivas competitivas de Santo André estão há dois meses sem receber salários. Atletas e comissões técnicas – exceção feita aos funcionários de carreira que preenchem estes cargos – vivem da expectativa e da promessa da Prefeitura em conseguir solucionar o problema, que em cifras pode se traduzir em aproximadamente R$ 480 mil no total – referente ao período, uma vez que o orçamento da secretaria de Esporte e Lazer voltado às equipes de alto rendimento da cidade para 2016 ficou em R$ 2,8 milhões.

Os esportes afetados são basquete feminino e masculino, boxe, judô, futsal feminino, handebol feminino, xadrez, hipismo, ginástica artística, tênis de mesa e natação. “O problema é econômico. Não temos caixa. Os processos de pagamento estão prontos. Assim que liberado o financeiro, vão subir as ordens de pagamento para ser assinadas e retiradas. Está tudo no gatilho”, explicou o diretor de Esporte, Fábio Rubson. “Não estou justificando. Mas houve uma queda brusca na receita em Santo André. A arrecadação vem baixa desde julho do ano passado. É um problema de fluxo financeiro. Não é descaso ou falta de comprometimento, é uma questão financeira mesmo”, emendou.

O deficit orçamentário previsto pelo Paço andreense para 2016 é de aproximadamente R$ 200 milhões. A receita para este ano estava estimada em R$ 3,189 bilhões e, por conta dos gastos mínimos com Saúde e Educação – previstos pela Constituição Federal, respectivamente de 15% e 25% do montante arrecadado –, estes setores ficam como prioridade e outros, como o Esporte, acabam deixados em segundo plano. Caso o prefeito não cumpra com esta obrigatoriedade ou não comprove que efetuou o repasse até o fim do mandato (dezembro), corre o risco de responder pelo crime de improbidade administrativa.

Os vencimentos dos times andreenses não são considerados como salários pela Prefeitura porque não fazem parte da folha de pagamento do Paço. Os montantes são repasses feitos aos clubes diretamente. “Por ser bolsa e ajuda de custo, não está dentro desse aspecto administrativo. Então não temos dinheiro alocado para o repasse”, explicou.

A expectativa, segundo Rubson, é que a situação seja normalizada em breve, com o pagamento dos dois meses atrasados. “Não deixamos de correr atrás”, afirmou. “Vamos honrar dentro de novembro”, prometeu. E a liberação, de acordo com o diretor, é referente ao trimestre e, portanto, o mês de dezembro também já estaria garantido.

Grande destaque no cenário brasileiro, o basquete feminino foi a primeira modalidade a expor a falta de salários. Por conta disso, quase abriu mão da disputa da Liga Nacional de Basquete. Entretanto, a modalidade – que há três semanas conquistou o título do Campeonato Paulista – deu seu jeito e confirmou participação na disputa.

OUTROS PROBLEMAS
A dificuldade financeira traz ainda outras situações complicadas à diretoria de Esporte. Isso porque, segundo Rubson, a falta do repasse de um recurso federal que estava previsto, vem fazendo a Prefeitura ser cobrada inclusive por fornecedores, como por exemplo um referente a materiais esportivos da ginástica artística no Ginásio Vila Alpina. 



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Atraso no salário do esporte de Sto.André chega a R$ 480 mil

Onze modalidades sofrem com dois meses
sem repasses; Prefeitura fala em prioridades

Dérek Bittencourt
Do Diário do Grande ABC

20/11/2016 | 07:00


As 11 modalidades esportivas competitivas de Santo André estão há dois meses sem receber salários. Atletas e comissões técnicas – exceção feita aos funcionários de carreira que preenchem estes cargos – vivem da expectativa e da promessa da Prefeitura em conseguir solucionar o problema, que em cifras pode se traduzir em aproximadamente R$ 480 mil no total – referente ao período, uma vez que o orçamento da secretaria de Esporte e Lazer voltado às equipes de alto rendimento da cidade para 2016 ficou em R$ 2,8 milhões.

Os esportes afetados são basquete feminino e masculino, boxe, judô, futsal feminino, handebol feminino, xadrez, hipismo, ginástica artística, tênis de mesa e natação. “O problema é econômico. Não temos caixa. Os processos de pagamento estão prontos. Assim que liberado o financeiro, vão subir as ordens de pagamento para ser assinadas e retiradas. Está tudo no gatilho”, explicou o diretor de Esporte, Fábio Rubson. “Não estou justificando. Mas houve uma queda brusca na receita em Santo André. A arrecadação vem baixa desde julho do ano passado. É um problema de fluxo financeiro. Não é descaso ou falta de comprometimento, é uma questão financeira mesmo”, emendou.

O deficit orçamentário previsto pelo Paço andreense para 2016 é de aproximadamente R$ 200 milhões. A receita para este ano estava estimada em R$ 3,189 bilhões e, por conta dos gastos mínimos com Saúde e Educação – previstos pela Constituição Federal, respectivamente de 15% e 25% do montante arrecadado –, estes setores ficam como prioridade e outros, como o Esporte, acabam deixados em segundo plano. Caso o prefeito não cumpra com esta obrigatoriedade ou não comprove que efetuou o repasse até o fim do mandato (dezembro), corre o risco de responder pelo crime de improbidade administrativa.

Os vencimentos dos times andreenses não são considerados como salários pela Prefeitura porque não fazem parte da folha de pagamento do Paço. Os montantes são repasses feitos aos clubes diretamente. “Por ser bolsa e ajuda de custo, não está dentro desse aspecto administrativo. Então não temos dinheiro alocado para o repasse”, explicou.

A expectativa, segundo Rubson, é que a situação seja normalizada em breve, com o pagamento dos dois meses atrasados. “Não deixamos de correr atrás”, afirmou. “Vamos honrar dentro de novembro”, prometeu. E a liberação, de acordo com o diretor, é referente ao trimestre e, portanto, o mês de dezembro também já estaria garantido.

Grande destaque no cenário brasileiro, o basquete feminino foi a primeira modalidade a expor a falta de salários. Por conta disso, quase abriu mão da disputa da Liga Nacional de Basquete. Entretanto, a modalidade – que há três semanas conquistou o título do Campeonato Paulista – deu seu jeito e confirmou participação na disputa.

OUTROS PROBLEMAS
A dificuldade financeira traz ainda outras situações complicadas à diretoria de Esporte. Isso porque, segundo Rubson, a falta do repasse de um recurso federal que estava previsto, vem fazendo a Prefeitura ser cobrada inclusive por fornecedores, como por exemplo um referente a materiais esportivos da ginástica artística no Ginásio Vila Alpina. 

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