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Caminhos para o crescimento econômico


Alexandre Borbely*

12/11/2016 | 07:25


 Em períodos de crise econômica, a população em geral carece de empregos e, consequentemente, o nível de renda cai. Nesses momentos, o que mais aflige a sociedade é a espera pela melhora do ambiente econômico. Mas, diante disso, quais caminhos seriam necessários para a tentativa de se buscar o crescimento da economia? Quais instrumentos de política econômica seriam necessários para que essa retomada ocorra? Correntes do pensamento econômico demonstram em pesquisas que o crescimento é dependente de algumas variáveis importantes da economia, dentre as quais ressaltam-se os investimentos realizados pelas empresas. Principalmente as que demandam grande quantidade de mão de obra, ou ainda companhias consideradas como forças motrizes da economia. Ou seja, são as que, ao crescerem, naturalmente impulsionam outros setores correlatos da economia. Essas últimas são fornecedoras de componentes, matéria-prima e insumos em geral.

Alguns elementos devem ser considerados para que o crescimento econômico se realize. Entre eles, podemos ressaltar as expectativas dos empresários e do mercado de forma geral. Quando as perspectivas em relação à economia são positivas, aos poucos os empresários iniciam a retomada de produção de parte da capacidade ociosa em seu parque fabril. À medida em que esse crescimento se concretiza e expectativas são renovadas na confiança de melhora nos cenários político e econômico e no funcionamento pleno das instituições do País, novos recursos são empregados pelas empresas nas atividades produtivas. Nesse novo cenário, essas firmas passam a vislumbrar maiores possibilidades de crescimento da produção, na esperança efetiva do retorno do capital empregado.

Outro elemento importante a ser considerado para o caminho do crescimento econômico refere-se à inflação. Inflação alta é prejudicial ao crescimento econômico, pois economias que não conseguem atuar com estabilidade nos preços gerais podem influenciar a migração de recursos produtivos para atividades defensivas contra as possíveis perdas causadas pelo cenário inflacionário. Ou seja, em cenário inflacionário, muitas empresas podem destinar os recursos para outros mercados, para assim se proteger. Os deficits públicos elevados têm demonstrado nos últimos anos, principalmente nas economias em desenvolvimento, relação negativa associada ao crescimento econômico. Nesse caso, os governos precisam ser cautelosos com os gastos públicos e com o volume de impostos que incide na cadeia produtiva. Os tributos são necessários como forma de financiar os deficits públicos. No entanto, o controle e a qualidade dos gastos realizados pelo setor público são necessários, e podem estimular o crescimento. Ou seja, gastos destinados ao aumento da capacidade produtiva são bem-vindos. Gastos na melhoria dos serviços públicos à população também podem estimular a retomada da economia. Como, por exemplo, os recursos destinados à Educação.

Capital humano é muito importante para o processo de crescimento e também para o desenvolvimento econômico. Inclui aqui talento, habilidade, conhecimento e experiência do trabalhador. Porta de entrada para isso é a Educação. É fato que o trabalhador médio dos países mais avançados é mais produtivo comparado ao de nível médio de países em desenvolvimento. Habilidade com que exerce funções no uso do capital físico é mais adequada e qualificada, tornando-o mais produtivo. Outro aspecto refere-se à oferta de crédito. É necessário estimular a poupança agregada. Destinar os recursos captados pelo mercado financeiro ao setor produtivo é essencial. Recursos esses que devem ser fornecidos com juros adequados àqueles que se arriscam à produção de bens e serviços. Além disso, a captação de recursos para a poupança e sua destinação adequada e eficiente ao setor produtivo podem minimizar os riscos à inovação e à tão necessária diversificação da capacidade produtiva. O mercado financeiro precisa fornecer crédito com taxas menores de juros, para assim estimular os investimentos da cadeia produtiva da economia. No entanto, cabe ao governo dar início à redução das taxas básicas de juros da economia e estimular o mercado de crédito a fornecer para empreendedores que desejam inovar.

O emprego adequado dos instrumentos de política econômica contribui para as mudanças necessárias ao crescimento. O bom funcionamento das instituições é elemento-chave para esse crescimento. Sendo assim, a junção do bom funcionamento das instituições públicas e privadas com o emprego de políticas econômicas bem planejadas, com metas, objetivos e visão de longo prazo pode resultar no crescimento e no desenvolvimento econômico.



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Caminhos para o crescimento econômico

Alexandre Borbely*

12/11/2016 | 07:25


 Em períodos de crise econômica, a população em geral carece de empregos e, consequentemente, o nível de renda cai. Nesses momentos, o que mais aflige a sociedade é a espera pela melhora do ambiente econômico. Mas, diante disso, quais caminhos seriam necessários para a tentativa de se buscar o crescimento da economia? Quais instrumentos de política econômica seriam necessários para que essa retomada ocorra? Correntes do pensamento econômico demonstram em pesquisas que o crescimento é dependente de algumas variáveis importantes da economia, dentre as quais ressaltam-se os investimentos realizados pelas empresas. Principalmente as que demandam grande quantidade de mão de obra, ou ainda companhias consideradas como forças motrizes da economia. Ou seja, são as que, ao crescerem, naturalmente impulsionam outros setores correlatos da economia. Essas últimas são fornecedoras de componentes, matéria-prima e insumos em geral.

Alguns elementos devem ser considerados para que o crescimento econômico se realize. Entre eles, podemos ressaltar as expectativas dos empresários e do mercado de forma geral. Quando as perspectivas em relação à economia são positivas, aos poucos os empresários iniciam a retomada de produção de parte da capacidade ociosa em seu parque fabril. À medida em que esse crescimento se concretiza e expectativas são renovadas na confiança de melhora nos cenários político e econômico e no funcionamento pleno das instituições do País, novos recursos são empregados pelas empresas nas atividades produtivas. Nesse novo cenário, essas firmas passam a vislumbrar maiores possibilidades de crescimento da produção, na esperança efetiva do retorno do capital empregado.

Outro elemento importante a ser considerado para o caminho do crescimento econômico refere-se à inflação. Inflação alta é prejudicial ao crescimento econômico, pois economias que não conseguem atuar com estabilidade nos preços gerais podem influenciar a migração de recursos produtivos para atividades defensivas contra as possíveis perdas causadas pelo cenário inflacionário. Ou seja, em cenário inflacionário, muitas empresas podem destinar os recursos para outros mercados, para assim se proteger. Os deficits públicos elevados têm demonstrado nos últimos anos, principalmente nas economias em desenvolvimento, relação negativa associada ao crescimento econômico. Nesse caso, os governos precisam ser cautelosos com os gastos públicos e com o volume de impostos que incide na cadeia produtiva. Os tributos são necessários como forma de financiar os deficits públicos. No entanto, o controle e a qualidade dos gastos realizados pelo setor público são necessários, e podem estimular o crescimento. Ou seja, gastos destinados ao aumento da capacidade produtiva são bem-vindos. Gastos na melhoria dos serviços públicos à população também podem estimular a retomada da economia. Como, por exemplo, os recursos destinados à Educação.

Capital humano é muito importante para o processo de crescimento e também para o desenvolvimento econômico. Inclui aqui talento, habilidade, conhecimento e experiência do trabalhador. Porta de entrada para isso é a Educação. É fato que o trabalhador médio dos países mais avançados é mais produtivo comparado ao de nível médio de países em desenvolvimento. Habilidade com que exerce funções no uso do capital físico é mais adequada e qualificada, tornando-o mais produtivo. Outro aspecto refere-se à oferta de crédito. É necessário estimular a poupança agregada. Destinar os recursos captados pelo mercado financeiro ao setor produtivo é essencial. Recursos esses que devem ser fornecidos com juros adequados àqueles que se arriscam à produção de bens e serviços. Além disso, a captação de recursos para a poupança e sua destinação adequada e eficiente ao setor produtivo podem minimizar os riscos à inovação e à tão necessária diversificação da capacidade produtiva. O mercado financeiro precisa fornecer crédito com taxas menores de juros, para assim estimular os investimentos da cadeia produtiva da economia. No entanto, cabe ao governo dar início à redução das taxas básicas de juros da economia e estimular o mercado de crédito a fornecer para empreendedores que desejam inovar.

O emprego adequado dos instrumentos de política econômica contribui para as mudanças necessárias ao crescimento. O bom funcionamento das instituições é elemento-chave para esse crescimento. Sendo assim, a junção do bom funcionamento das instituições públicas e privadas com o emprego de políticas econômicas bem planejadas, com metas, objetivos e visão de longo prazo pode resultar no crescimento e no desenvolvimento econômico.

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