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Faex retira poluentes de pequenas indústrias

Divulgação  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Pioneira, empresa de São Bernardo recolhe e
armazena resíduos nocivos ao meio ambiente


Paula Oliveira
Especial para o Diário

07/11/2016 | 07:19


A cada dia cresce a preocupação das empresas com a preservação do meio ambiente e a adoção de medidas sustentáveis. Dentre os cuidados necessários está o descarte adequado de resíduos perigosos, a fim de minimizar os riscos de vazamento, contaminação, explosão e incêndio. Pensando nisso, e em ocupar gargalo deixado por grandes processadoras, que não trabalham com pequenos volumes, a Faex Soluções Ambientais oferece serviço voltado a MPEs (Micro e Pequenas Empresas).

A companhia, sediada em São Bernardo há cinco anos, possui centro de estocagem em São Roque, no Interior. A região, no entanto, responde por 40% a 50% do faturamento. Dentre suas principais clientes estão indústrias químicas, farmacêuticas, alimentícias, gráficas e cosméticas. No Grande ABC destacam-se a Jolitex Ternille (fabricante de cobertores e mantas de Diadema), a Mix Indústria de Produtos Alimentícios (produtora de aromas, corantes e produtos para panificação e confeitaria de São Bernardo) e a Gifor Industrial (que confecciona pulverizadores de plástico em Diadema).

Em atividade pioneira, a firma recolhe pequenas quantidades de resíduos perigosos, e realiza o armazenamento correto dos materiais, até que este volume possa ser levado para as processadoras.

“Trabalho com a destinação de resíduos desde 1998, mas o foco era sempre grandes empresas. Durante esse período, notei a dificuldade que as pequenas empresas tinham em descartar, justamente pelo baixo número de resquício. Então, a partir dessa minha percepção, montei o projeto e a própria Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) apoiou a ideia, afinal esse era um problema do mercado que estava prestes a ser sanado”, explica o químico especializado em gestão ambiental e diretor da Faex Soluções Ambientais, Flávio Luís Bragante.

A Faex tem atendimento focado nas micro e pequenas empresas e disponibiliza, inclusive, certificado de destinação final, que comprova a disposição adequada dos resquícios industriais, com o armazenamento temporário no chamado Cedre (Centro de Estocagem e Destinação de Resíduos Perigosos), licenciado pela Cetesb, para depois fazer o descarte final do volume.

“O nosso objetivo sempre foi atender o pequeno gerador, que tem problema de destinação desse material. Por isso, hoje a Faex não funciona em aterro. Nós pegamos o resíduo, juntamos o material e, assim que consolidamos certo número, o mandamos para ser queimado em forno de cimento. O resto vira combustível para o próprio forno depois”, explica Bragante. Segundo ele, ao considerar que cada microempresa potencialmente poluente produza ao menos um tambor de resíduos por ano, seriam mais de 40 mil toneladas sem destinação correta.

Está nos planos da Faex abrir centro de estocagem em São Bernardo, assim como implementar locais com armazenagem adequada em polos industriais da região. O executivo, no entanto, não abre investimento e nem quando isso deve ocorrer. “A expectativa é continuar expandindo. Desde que iniciamos a atividade da empresa, ela cresce cerca de 20% ao ano”, diz, sem revelar o faturamento.

Ainda segundo ele, cada atendimento é customizado. A equipe oferece consultas, agenda avaliações, orienta os clientes quanto ao transporte seguro, a legislação específica e a emissão de Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental).


Cliente, Gifor Industrial realiza parceria desde 2013

Fundada em 1978, a Gifor Industrial, situada em Diadema, foi a primeira empresa brasileira a fabricar o pulverizador manual de gatilho, contribuindo para a diminuição do uso de aerosóis, extremamente poluentes.

Desde abril de 2013, porém, ela se utiliza dos serviços da Faex Soluções Ambientais para realizar o descarte correto dos resíduos decorrentes de sua atividade. Dentre os resquícios, estão EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) contaminados, sobras de tintas, panos usados na limpeza de máquinas e lâmpadas fluorescentes. “Todos os nossos resíduos são acondicionados em embalagens homologadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e o transporte é feito por veículos credenciados e motoristas treinados para transporte de produtos perigosos”, explica Rafael Macena Keller, gerente técnico da Gifor.

De acordo com Keller, a Gifor, que também fabrica, entre outros, limpadores multiuso, antiaderentes e anticorrosivos, possui como filosofia de trabalho não somente atender as legislações ambientais vigentes, mas selecionar sempre a melhor tecnologia disponível na alocação de seus resíduos. “Após uma busca junto a empresas de destinação de resíduos industriais, na procura de empresa que destinasse resíduos perigosos em pequenas quantidade, a proposta da Faex veio ao encontro de nossa política”, afirma ele.

Outro ponto que contou muito a favor, conforme o gerente técnico da Gifor, é o envio dos resíduos poluentes para serem aproveitados como combustível alternativo na fabricação de cimento.  



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Faex retira poluentes de pequenas indústrias

Pioneira, empresa de São Bernardo recolhe e
armazena resíduos nocivos ao meio ambiente

Paula Oliveira
Especial para o Diário

07/11/2016 | 07:19


A cada dia cresce a preocupação das empresas com a preservação do meio ambiente e a adoção de medidas sustentáveis. Dentre os cuidados necessários está o descarte adequado de resíduos perigosos, a fim de minimizar os riscos de vazamento, contaminação, explosão e incêndio. Pensando nisso, e em ocupar gargalo deixado por grandes processadoras, que não trabalham com pequenos volumes, a Faex Soluções Ambientais oferece serviço voltado a MPEs (Micro e Pequenas Empresas).

A companhia, sediada em São Bernardo há cinco anos, possui centro de estocagem em São Roque, no Interior. A região, no entanto, responde por 40% a 50% do faturamento. Dentre suas principais clientes estão indústrias químicas, farmacêuticas, alimentícias, gráficas e cosméticas. No Grande ABC destacam-se a Jolitex Ternille (fabricante de cobertores e mantas de Diadema), a Mix Indústria de Produtos Alimentícios (produtora de aromas, corantes e produtos para panificação e confeitaria de São Bernardo) e a Gifor Industrial (que confecciona pulverizadores de plástico em Diadema).

Em atividade pioneira, a firma recolhe pequenas quantidades de resíduos perigosos, e realiza o armazenamento correto dos materiais, até que este volume possa ser levado para as processadoras.

“Trabalho com a destinação de resíduos desde 1998, mas o foco era sempre grandes empresas. Durante esse período, notei a dificuldade que as pequenas empresas tinham em descartar, justamente pelo baixo número de resquício. Então, a partir dessa minha percepção, montei o projeto e a própria Cetesb (Companhia Ambiental do Estado de São Paulo) apoiou a ideia, afinal esse era um problema do mercado que estava prestes a ser sanado”, explica o químico especializado em gestão ambiental e diretor da Faex Soluções Ambientais, Flávio Luís Bragante.

A Faex tem atendimento focado nas micro e pequenas empresas e disponibiliza, inclusive, certificado de destinação final, que comprova a disposição adequada dos resquícios industriais, com o armazenamento temporário no chamado Cedre (Centro de Estocagem e Destinação de Resíduos Perigosos), licenciado pela Cetesb, para depois fazer o descarte final do volume.

“O nosso objetivo sempre foi atender o pequeno gerador, que tem problema de destinação desse material. Por isso, hoje a Faex não funciona em aterro. Nós pegamos o resíduo, juntamos o material e, assim que consolidamos certo número, o mandamos para ser queimado em forno de cimento. O resto vira combustível para o próprio forno depois”, explica Bragante. Segundo ele, ao considerar que cada microempresa potencialmente poluente produza ao menos um tambor de resíduos por ano, seriam mais de 40 mil toneladas sem destinação correta.

Está nos planos da Faex abrir centro de estocagem em São Bernardo, assim como implementar locais com armazenagem adequada em polos industriais da região. O executivo, no entanto, não abre investimento e nem quando isso deve ocorrer. “A expectativa é continuar expandindo. Desde que iniciamos a atividade da empresa, ela cresce cerca de 20% ao ano”, diz, sem revelar o faturamento.

Ainda segundo ele, cada atendimento é customizado. A equipe oferece consultas, agenda avaliações, orienta os clientes quanto ao transporte seguro, a legislação específica e a emissão de Cadri (Certificado de Movimentação de Resíduos de Interesse Ambiental).


Cliente, Gifor Industrial realiza parceria desde 2013

Fundada em 1978, a Gifor Industrial, situada em Diadema, foi a primeira empresa brasileira a fabricar o pulverizador manual de gatilho, contribuindo para a diminuição do uso de aerosóis, extremamente poluentes.

Desde abril de 2013, porém, ela se utiliza dos serviços da Faex Soluções Ambientais para realizar o descarte correto dos resíduos decorrentes de sua atividade. Dentre os resquícios, estão EPI’s (Equipamentos de Proteção Individual) contaminados, sobras de tintas, panos usados na limpeza de máquinas e lâmpadas fluorescentes. “Todos os nossos resíduos são acondicionados em embalagens homologadas pelo Inmetro (Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia) e o transporte é feito por veículos credenciados e motoristas treinados para transporte de produtos perigosos”, explica Rafael Macena Keller, gerente técnico da Gifor.

De acordo com Keller, a Gifor, que também fabrica, entre outros, limpadores multiuso, antiaderentes e anticorrosivos, possui como filosofia de trabalho não somente atender as legislações ambientais vigentes, mas selecionar sempre a melhor tecnologia disponível na alocação de seus resíduos. “Após uma busca junto a empresas de destinação de resíduos industriais, na procura de empresa que destinasse resíduos perigosos em pequenas quantidade, a proposta da Faex veio ao encontro de nossa política”, afirma ele.

Outro ponto que contou muito a favor, conforme o gerente técnico da Gifor, é o envio dos resíduos poluentes para serem aproveitados como combustível alternativo na fabricação de cimento.  

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