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‘Quero colaborar com a cidade’, diz Alex

Denis Maciel/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Raphael Rocha

04/11/2016 | 07:00


O deputado federal Alex Manente (PPS), derrotado na disputa à Prefeitura de São Bernardo pelo deputado estadual Orlando Morando (PSDB), afirmou ontem que disponibilizou R$ 3 milhões em emenda parlamentar ao município, dizendo que espera por diretriz do tucano para designar a qual setor o investimento irá.

Alex se pronunciou pela primeira vez desde o resultado eleitoral de domingo. O tucano venceu após atingir 59,94% dos votos válidos contra 40,06% do popular-socialista no segundo turno.

“Já liguei para o prefeito eleito. Desejei sucesso. Afirmei que tem da minha autoria emenda parlamentar no orçamento impositivo no valor de R$ 3 milhões para a cidade. Ele tem até o fim do ano, antes de votar a proposta no Congresso, se tiver interesse no recurso, para designar a área na qual deseja utilizar. Não quero impor nada. Vou aguardar. Quero colaborar com a cidade”, disse Alex.

A atuação na Câmara Federal foi justamente o ponto mais citado pelo popular-socialista ao comentar sobre seu futuro na política. “Tenho 37 anos e a obrigação como deputado federal agora. Vou cumprir, claro, objetivamente o que propusemos nestes dois anos na Câmara, como representar o Grande ABC e São Bernardo”, adicionou.

A derrota para Morando contabilizou o terceiro revés consecutivo ao popular-socialista em confrontos pela Prefeitura. Antes, ele já havia sido superado nos pleitos de 2008 e 2012. “Agradeço pelos 143 mil votos recebidos no segundo turno. Avalio que fizemos um embate no primeiro turno contra duas máquinas: a do Estado e a municipal. Conseguimos furar o bloqueio histórico que tinha na cidade, da disputa entre quem governou e quem governa”, pontuou.

Durante a administração do prefeito Luiz Marinho (PT), que se encerra em 31 de dezembro, o PPS se notabilizou por liderar bancada de oposição. Questionado se o partido vai repetir atuação na gestão de Morando, Alex descreveu ser favorável ao debate interno. “Cumprimos o nosso papel de apresentar outro modelo de gestão. O PPS vai fazer a discussão do seu papel. É um partido forte na cidade. Vamos colaborar com a cidade para prosperar. Não somos da política de quanto pior, melhor”, destacou. O PPS elegeu três vereadores: Julinho Fuzari, Estevão Camolesi e Manuel Martins.

O popular-socialista também abordou sobre a manifestação pró-PPS de lideranças petistas no segundo turno, depois que Tarcisio Secoli (PT) ficou pelo primeiro turno. O tema norteou debate com Morando. “Quando o presidente Lula anunciou que não iria votar no segundo turno ficou claro que não havia acordo com o PT,”

Alex revelou que se sentiu surpreso com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em atividade de campanha de Morando, na última semana antes da votação do segundo turno. “Foi surpresa para mim, porque sempre tive uma boa relação com o governador. Conversei com ele antes de tomar a decisão de me candidatar a prefeito.”

Popular-socialista aponta efeito Doria como primordial para revés eleitoral

Na análise da derrota eleitoral para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), o deputado federal Alex Manente (PPS) enfatizou o efeito pró-João Doria (PSDB) no pleito da Capital como fator preponderante ao êxito de siglas tucanas no Estado. Doria registrou ascensão na reta final do primeiro turno, obtendo 3.085 milhões de votos (53,29%), impedindo a reeleição do petista Fernando Haddad (16,70% dos válidos).

“O resultado do primeiro turno foi decisivo para o desfecho da eleição, porque o efeito Doria que contagiou São Paulo e a Região Metropolitana atingiu de forma que alterasse todos da curva normal que tínhamos em números de pesquisa”, disse.

Líder nas pesquisas de intenções de voto durante período de pré-campanha, o popular-socialista foi derrotado na primeira etapa, por 45,07% a 28,41% dos votos válidos. “No segundo turno, vieram Doria e o governador Alckmin à campanha do Orlando. O nosso resultado foi melhor do que imaginavam”, contou o popular-socialista.



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‘Quero colaborar com a cidade’, diz Alex

Raphael Rocha

04/11/2016 | 07:00


O deputado federal Alex Manente (PPS), derrotado na disputa à Prefeitura de São Bernardo pelo deputado estadual Orlando Morando (PSDB), afirmou ontem que disponibilizou R$ 3 milhões em emenda parlamentar ao município, dizendo que espera por diretriz do tucano para designar a qual setor o investimento irá.

Alex se pronunciou pela primeira vez desde o resultado eleitoral de domingo. O tucano venceu após atingir 59,94% dos votos válidos contra 40,06% do popular-socialista no segundo turno.

“Já liguei para o prefeito eleito. Desejei sucesso. Afirmei que tem da minha autoria emenda parlamentar no orçamento impositivo no valor de R$ 3 milhões para a cidade. Ele tem até o fim do ano, antes de votar a proposta no Congresso, se tiver interesse no recurso, para designar a área na qual deseja utilizar. Não quero impor nada. Vou aguardar. Quero colaborar com a cidade”, disse Alex.

A atuação na Câmara Federal foi justamente o ponto mais citado pelo popular-socialista ao comentar sobre seu futuro na política. “Tenho 37 anos e a obrigação como deputado federal agora. Vou cumprir, claro, objetivamente o que propusemos nestes dois anos na Câmara, como representar o Grande ABC e São Bernardo”, adicionou.

A derrota para Morando contabilizou o terceiro revés consecutivo ao popular-socialista em confrontos pela Prefeitura. Antes, ele já havia sido superado nos pleitos de 2008 e 2012. “Agradeço pelos 143 mil votos recebidos no segundo turno. Avalio que fizemos um embate no primeiro turno contra duas máquinas: a do Estado e a municipal. Conseguimos furar o bloqueio histórico que tinha na cidade, da disputa entre quem governou e quem governa”, pontuou.

Durante a administração do prefeito Luiz Marinho (PT), que se encerra em 31 de dezembro, o PPS se notabilizou por liderar bancada de oposição. Questionado se o partido vai repetir atuação na gestão de Morando, Alex descreveu ser favorável ao debate interno. “Cumprimos o nosso papel de apresentar outro modelo de gestão. O PPS vai fazer a discussão do seu papel. É um partido forte na cidade. Vamos colaborar com a cidade para prosperar. Não somos da política de quanto pior, melhor”, destacou. O PPS elegeu três vereadores: Julinho Fuzari, Estevão Camolesi e Manuel Martins.

O popular-socialista também abordou sobre a manifestação pró-PPS de lideranças petistas no segundo turno, depois que Tarcisio Secoli (PT) ficou pelo primeiro turno. O tema norteou debate com Morando. “Quando o presidente Lula anunciou que não iria votar no segundo turno ficou claro que não havia acordo com o PT,”

Alex revelou que se sentiu surpreso com a presença do governador Geraldo Alckmin (PSDB) em atividade de campanha de Morando, na última semana antes da votação do segundo turno. “Foi surpresa para mim, porque sempre tive uma boa relação com o governador. Conversei com ele antes de tomar a decisão de me candidatar a prefeito.”

Popular-socialista aponta efeito Doria como primordial para revés eleitoral

Na análise da derrota eleitoral para o deputado estadual Orlando Morando (PSDB), o deputado federal Alex Manente (PPS) enfatizou o efeito pró-João Doria (PSDB) no pleito da Capital como fator preponderante ao êxito de siglas tucanas no Estado. Doria registrou ascensão na reta final do primeiro turno, obtendo 3.085 milhões de votos (53,29%), impedindo a reeleição do petista Fernando Haddad (16,70% dos válidos).

“O resultado do primeiro turno foi decisivo para o desfecho da eleição, porque o efeito Doria que contagiou São Paulo e a Região Metropolitana atingiu de forma que alterasse todos da curva normal que tínhamos em números de pesquisa”, disse.

Líder nas pesquisas de intenções de voto durante período de pré-campanha, o popular-socialista foi derrotado na primeira etapa, por 45,07% a 28,41% dos votos válidos. “No segundo turno, vieram Doria e o governador Alckmin à campanha do Orlando. O nosso resultado foi melhor do que imaginavam”, contou o popular-socialista.

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