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Incêndio deixa dois mortos na Vl.Bastos

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

01/11/2016 | 07:07


Incêndio em uma casa localizada na Rua Melvin Jones, na Vila Bastos, em Santo André, deixou duas pessoas mortas na madrugada de ontem. Daniel Ferreira, 50 anos, foi carbonizado no local e Iara Valverde, 18, chegou a ser socorrida ao CHM (Centro Hospitalar Municipal), porém não resistiu.

De acordo com o delegado titular do 1º DP (Centro) e responsável pelas investigações José Rosa Incerpi, as chamas provavelmente foram causadas por cigarro aceso por Ferreira, padrasto da jovem. “Ele sofreu um AVC (Acidente Vascular Cerebral) e tinha mobilidade reduzida, permanecendo na parte de baixo da casa. Como ele era fumante, o mais provável é que tenha dormido com o cigarro aceso, o que causou as chamas”, afirmou.

Apesar da hipótese, a Polícia Civil aguarda o laudo da perícia, que deve sair em até 30 dias. Conforme testemunhas, Ferreira também tinha realizado ligações elétricas clandestinas e era alcoólatra. Ele chegou a ser visto, por volta das 22h do domingo, completamente embriagado.

Casal locatário de imóvel nos fundos do terreno de Ferreira há cerca de um ano afirmou à polícia que, por volta da 1h20, escutou os gritos de Iara pedindo socorro. Os dois ressaltaram ainda que tentaram ajudar a jovem, no entanto, a parte de baixo da residência já estava tomada pelo fogo. Ela tentou sair pela janela, mas foi impedida pela grade.

O Corpo de Bombeiros foi acionado enquanto demais vizinhos tentavam apagar as chamas, utilizando mangueiras e baldes com água.

O inquilino Carlos Leite Santos, 30, afirmou que Ferreira tinha sido acolhido pela mãe de Iara há cerca de um ano e que anteriormente era morador de rua. A mulher se mudou para a Bahia há três meses.

Santos disse que chegou a conversar com a jovem sobre a busca de clínica (para tratar o alcoolismo). “Nós ficamos de procurar atendimento especializado para ele. Não tinha condições de ela (Iara) ficar com ele, já que usava a cadeira de rodas quando ficava muito mal e tínhamos que carregá-lo. Ele também tinha alucinações por causa da bebida”, disse.

A jovem, que trabalhava como atendente em uma farmácia, foi descrita como responsável e de bom coração. “Vamos conversar com mais vizinhos e esperar o laudo da perícia, que vai determinar a causa (do acidente) com precisão”, disse o delegado. 



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