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Mais quatro camelôs acusam Guarda


Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

03/08/2007 | 07:30


Ferimentos e hematomas espalhados pelos braços, pernas e cabeça. Esse é o resultado do laudo do exame de corpo de delito do camelô Francisco Rafael da Silva, 30 anos. A análise, do Hospital Nardini, foi feita após o ambulante ter seus produtos apreendidos por guardas municipais e fiscais de Mauá. A versão dada pelos agentes no boletim de ocorrência é que o rapaz, que chegara machucado à delegacia, é quem havia agredido o fiscal.

O caso ocorreu em 22 de junho, no Centro de Mauá. Exatos 15 dias após a acusação de agressão de guardas contra o também vendedor ambulante Antônio Ribeiro dos Santos, 30. Ele afirma que os agentes e um fiscal o espancaram e urinaram em cima dele, dentro da Coordenadoria de Segurança Alimentar da Prefeitura.

Francisco e Antônio, dizem os camelôs do Centro de Mauá, não são exceções. Ontem, o Diário localizou quatro pessoas que afirmam ter sido submetidas a agressões físicas ou psicológicas por parte dos guardas. Uma das supostas vítimas não registrou queixa.

A maioria dos camelôs que acusa os guardas vende CDs e DVDs piratas, muitas vezes, de filmes que acabaram de chegar ao cinema.

Diferentemente dos vendedores egressos do antigo Shopping Popular, que se concentram ao lado dos destroços do prédio incendiado em 2005, esses costumam ficar espalhados pelo Centro. Fogem da fiscalização o tempo todo. O rapa vira as costas e eles estendem suas esteiras novamente, cheias de lançamentos que custam de R$ 2 a R$ 5.

FUGA

É justamente na hora de fugir da fiscalização que ocorrem as agressões, dizem os ambulantes. Foi assim com Francisco Rafael da Silca. Os ferimentos, segundo ele, foram feitos dentro de uma viatura da Guarda. “Primeiro me bateram no joelho e, quando eu caí, começaram a dar com o cacetete nas minhas costas e na cabeça. Acordei no Nardini.”

José Paulo de Souza Silva, 32 anos, conta ter sido levado pelos guardas até um riacho no bairro Sertãozinho. Teve uma arma colocada na cabeça. Depois, foi liberado.

Francisco, José, Antônio citam os mesmos nomes quando se referem a seus agressores. As identidades serão mantidas em sigilo até que a polícia conclua os inquéritos.


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Mais quatro camelôs acusam Guarda

Artur Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

03/08/2007 | 07:30


Ferimentos e hematomas espalhados pelos braços, pernas e cabeça. Esse é o resultado do laudo do exame de corpo de delito do camelô Francisco Rafael da Silva, 30 anos. A análise, do Hospital Nardini, foi feita após o ambulante ter seus produtos apreendidos por guardas municipais e fiscais de Mauá. A versão dada pelos agentes no boletim de ocorrência é que o rapaz, que chegara machucado à delegacia, é quem havia agredido o fiscal.

O caso ocorreu em 22 de junho, no Centro de Mauá. Exatos 15 dias após a acusação de agressão de guardas contra o também vendedor ambulante Antônio Ribeiro dos Santos, 30. Ele afirma que os agentes e um fiscal o espancaram e urinaram em cima dele, dentro da Coordenadoria de Segurança Alimentar da Prefeitura.

Francisco e Antônio, dizem os camelôs do Centro de Mauá, não são exceções. Ontem, o Diário localizou quatro pessoas que afirmam ter sido submetidas a agressões físicas ou psicológicas por parte dos guardas. Uma das supostas vítimas não registrou queixa.

A maioria dos camelôs que acusa os guardas vende CDs e DVDs piratas, muitas vezes, de filmes que acabaram de chegar ao cinema.

Diferentemente dos vendedores egressos do antigo Shopping Popular, que se concentram ao lado dos destroços do prédio incendiado em 2005, esses costumam ficar espalhados pelo Centro. Fogem da fiscalização o tempo todo. O rapa vira as costas e eles estendem suas esteiras novamente, cheias de lançamentos que custam de R$ 2 a R$ 5.

FUGA

É justamente na hora de fugir da fiscalização que ocorrem as agressões, dizem os ambulantes. Foi assim com Francisco Rafael da Silca. Os ferimentos, segundo ele, foram feitos dentro de uma viatura da Guarda. “Primeiro me bateram no joelho e, quando eu caí, começaram a dar com o cacetete nas minhas costas e na cabeça. Acordei no Nardini.”

José Paulo de Souza Silva, 32 anos, conta ter sido levado pelos guardas até um riacho no bairro Sertãozinho. Teve uma arma colocada na cabeça. Depois, foi liberado.

Francisco, José, Antônio citam os mesmos nomes quando se referem a seus agressores. As identidades serão mantidas em sigilo até que a polícia conclua os inquéritos.

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