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Valdirene divide cela com juradas de morte


Sérgio Vieira
Do Diário do Grande ABC

04/10/2005 | 08:17


A ex-secretária de Finanças de Mauá Valdirene Dardin, presa desde sexta-feira na Cadeia Feminina de São Bernardo, está recolhida em uma cela conhecida como 'seguro'. O cubículo de 12 metros quadrados é destinado a detentas juradas de morte ou que estão em trânsito, e fica distante do restante da carceragem. Valdirene teve a prisão preventiva decretada no dia 19 pelo juiz Dirceu Brisolla Geraldini, da 6ª Vara Criminal de Mauá. Ela é acusada de peculato (apropriação indevida de recursos públicos), por supostamente ter sacado R$ 230 mil de conta da Prefeitura entre 2003 e 2004.

Valdirene divide a cela com quatro mulheres: uma, detida por atentado violento ao pudor; outra por homicídio triplamente qualificado; a terceira, por furto dentro da própria carceragem; e a quarta, por participação em seqüestro.

No espaço, há cinco colchões, além de chuveiro e uma espécie de 'fossa', usada como banheiro. Por ter curso superior – é formada em Matemática –, a ex-secretária teria direito a cela especial, mas esse espaço não existe em São Bernardo. Sem contar o 'seguro', a cadeia tem capacidade para 32 presas distribuídas em quatro xadrezes, mas nesta segunda-feira à tarde abrigava 125 mulheres.

O advogado Leonardo Mussumecci Filho esteve nesta segunda-feira com Valdirene. Pela manhã, ele deu entrada ao pedido de habeas-corpus no TJ (Tribunal de Justiça) do Estado de São Paulo. A expectativa é que a resposta saia até quinta-feira. Mussumecci disse que, apesar de abatida, a ex-secretária de Finanças está esperançosa com a possibilidade de voltar à liberdade. "Ela está confiante em Deus e na Justiça. Mesmo assim, procuramos tranqüilizá-la para que passe esses dias com serenidade", comentou o criminalista.

Além do advogado e das detentas, Valdirene não conversou com mais ninguém desde que foi presa. O primeiro contato com seus parentes somente ocorrerá nesta quarta-feira, dia de visitas. Mesmo assim, apenas duas pessoas poderão entrar na cadeia. A carcereira-chefe, Vanilde França Dalviason, revelou que o marido de Valdirene tentou vê-la no dia da prisão, mas não conseguiu. "Ele trouxe algumas roupas e objetos de higiene pessoal. Também demonstrou estar bastante abatido", contou a funcionária do presídio.

O diretor da cadeia, o delegado Kazuyoshi Kawamoto, que também responde pelo 7º DP (que fica ao lado), disse que Valdirene tem demonstrado aparente tranqüilidade.



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