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Polícia investiga morte misteriosa de sócio no Clube dos Bancários


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

16/05/2005 | 08:19


A Polícia Civil de São Bernardo investiga a morte de um sócio no interior do Clube dos Bancários, ocorrida há cerca de um mês no Riacho Grande, em São Bernardo. O vendedor Rogério Alves de Almeida, 33 anos, que passava o fim de semana com a família no local, foi encontrado morto com o fígado rompido. A mulher dele, a também vendedora Márcia Cézar da Silva, 25, acredita que o marido foi assassinado por seguranças. O clube diz que a morte foi provocada por uma queda. O delegado responsável pela investigação afirma que ambas as hipóteses são possíveis.

O vendedor morreu às 2h45 do dia 10 de abril, madrugada de um domingo. Ele chegou ao clube na manhã de sábado acompanhado da mulher Márcia e do filho de 3 anos. A família ocupou um chalé do clube de campo e ficou o dia inteiro e a noite de sábado passeando pelo local e servindo-se de churrasco, de acordo com a mulher da vítima, que mora no Jardim Promissão, em Diadema.

Na noite de sábado, o clube abrigou um show de pop rock, com entrada permitida somente com ingresso pago previamente. Compareceram ao local aproximadamente 6 mil pessoas, de acordo com informações da Polícia Militar.

“Às 22h, eu e meu filho voltamos para o chalé. Meu marido disse que iria demorar mais um pouco e ficou próximo da churrasqueira, pois ainda estava comendo”, afirma Márcia. Logo em seguida, ela e o filho foram dormir.

Às 2h45, o vendedor foi encontrado por um segurança do clube no meio do mato, caído e agonizando próximo a um pequeno barranco de 1,5 metro de altura e a cerca de 30 metros do chalé onde a mulher dormia. Portanto, estava fora do espaço reservado para o show de rock.

“Acordei e, como ele não estava no chalé, fiquei preocupada e saí para procurá-lo. Quando o encontrei com o segurança, chamamos um médico do show. O médico o examinou e disse que ele deveria ser encaminhado a um hospital. Chamamos a Polícia Militar, que nos levou até o Pronto-Socorro do Riacho Grande. Mas quando chegou, já estava sem vida”, contou a mulher.

Márcia diz que o marido, antes de ela tê-lo deixado na churrasqueira, estava alcoolizado, mas não acredita que ele tenha caído e rompido o fígado com a queda. O laudo do IML (Instituto Médico-Legal), feito horas depois, constatou que o fígado do vendedor tinha se rompido por conta de uma pancada. O caso foi registrado como morte a esclarecer no 4º DP de São Bernardo.

Com base no laudo, a mulher da vítima acredita que o marido tenha sido assassinado dentro do clube. “Uma queda não provocaria o rompimento do fígado do meu marido. Acho que ele tentou entrar no show que estava ocorrendo, foi impedido por seguranças, discutiu com eles e acabou apanhando. O clube está escondendo a verdade”, afirma a mulher.

A vice-presidente do Clube dos Bancários, Milene Costa Moraes, nega a acusação. “O nosso sócio estava bêbado, deve ter tropeçado no barranco, caiu e acabou morrendo. Foi um acidente que lamentamos, não um assassinato. Nenhum segurança do clube ou do evento bateu nele”, diz Milene.

“É um absurdo o que a mulher da vítima está dizendo. Não houve nenhuma briga ou desavença na área do show, nem nossos seguranças bateram nele. Deve ter sido um acidente”, afirma o proprietário da empresa de segurança MVOP, Marcos Pachiega, responsável pela segurança do evento.

“Estamos no começo da investigação e ouvimos algumas pessoas, como trabalhadores do clube e funcionários de lanchonetes instaladas no interior do local. Ninguém mencionou que tenha ocorrido uma briga naquela noite. Ainda não temos evidências conclusivas. A vítima pode ter sido assassinada ou até mesmo morta por um acidente”, conclui o delegado-titular do 4º DP de São Bernardo, Vitor Vasconcelos Lutti.



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