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ABC discute patrimônio histórico


Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

25/10/2003 | 17:45


O Grande ABC precisa de especialistas para definir a importância de seu patrimônio arquitetônico e saber até que ponto é necessária a preservação de cada um dos prédios e locais considerados importantes para a história da região. Atualmente, a região não tem um inventário com informações técnicas de todos os bens significativos e a lista de quais imóveis deveriam ser considerados patrimônio histórico não é divulgada por receio de destruição dos edifícios, assim como aconteceu com a casa do Colégio Pentágono, na avenida Dom Pedro II, em Santo André, demolida para dar lugar a uma lanchonete no ano passado.

Tanto a preservação dos imóveis como a necessidade de mais especialistas na região foram debatidas no 3º Seminário de Patrimônio Cultural do Grande ABC, finalizado anteontem em Santo André. O evento renderá uma carta, em que os especialistas traçarão objetivos para a preservação do patrimônio histórico da região.

Para a vice-presidente do recém-criado Instituto do Patrimônio do ABC, Anna Gedankien, alguns dos locais considerados históricos da região merecem atenção especial para serem preservados, como é o caso do Haras São Bernardo, uma área verde de 350 mil m² em Santo André; a capela de São Sebastião, em Rio Grande da Serra, de 1640, uma ruína preservável que em 1979 o padre local quase pôs abaixo; e a casa da Associação Comercial de Ribeirão Pires, fechada há anos à espera de reforma.

“Temos diferentes situações no que diz respeito ao patrimônio da região, temos locais em ruínas, como é a casa dos Zampol, em Ribeirão Pires, mas temos algumas ações de recuperação que devem ser lembradas, como o que acontece em Paranapiacaba e com o Museu Municipal, também em Santo André”, disse Anna.

Para o gerente de Preservação da Memória do Museu de Santo André, Nilo Mattos de Almeida, o primordial para a região é definir a importância de cada patrimônio por meio de estudos técnicos. “Apesar de o lado emocional apontar quais são os imóveis para a história de cada município, o trabalho de pesquisa é vital para definir as formas de preservação desses patrimônios. Só que a comunidade que estuda esse tema ainda é pequena na região e precisamos de mais gente com preparo para trabalhar com isso.”

A carta vai sugerir às autoridades maior interação entre os setores público e privado na busca por mais recursos para a preservação dos patrimônios. “É um documento para apontar caminhos e sugerir possibilidades. Também gostaríamos de aproximar as instituições de memória com as de ensino para uma melhor educação patrimonial”, disse a representante do Grupo de Patrimônio Cultural do Fórum de Cidadania, Arlete Feriani.

Um ponto polêmico do seminário foi a discussão sobre os patrimônios históricos ao longo da estrada Caminho do Mar, que atualmente ficam em Cubatão, mas perto da divisa com São Bernardo. Segundo alguns historiadores, há indícios de que a estrada pertenceu a São Bernardo, e alguns historiadores acreditam que valeria a pena a região tentar retomar a área.



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