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Bush não poupa elogios a Donald Rumsfeld em festa de despedida


Da AFP

15/12/2006 | 18:16


O presidente George W. Bush prestou nesta sexta-feira uma homenagem a seu ex-secretário de Defesa, o polêmico Donald Rumsfeld, a quem definiu como "um dos servidores do Estado mais capazes, enérgicos e devotos".

"Durante os seis anos passados, aprendi a apreciar o profissionalismo de Rumsfeld, sua visão estratégica, sua profunda devoção aos homens e mulheres de uniforme, e seu amor pelos Estados Unidos", disse Bush durante a cerimônia militar de despedida no Pentágono.

Em um discurso cheio de superlativos, Bush afirmou que "hoje o país agradece a ele pelos excelentes seis anos no Departamento de Defesa".

Bush também demonstrou sua "admiração e profundo respeito" pelo ex-secretário, que será substituído no cargo por Robert Gates, um ex-diretor da CIA de 63 anos.

Um dos principais defensores dos ataques americanos após os atentados de 11 de setembro de 2001, Rumsfeld passou os últimos dias de seu mandato entrincheirado em defesa de seu legado, criticado por vários setores da sociedade.

"A longa luta na qual nos encontramos é complexa, é pouco conhecida, e ainda é incompreendida, o que leva alguns a pensarem que não é necessário continuar", disse em uma mensagem final às tropas nesta sexta-feira.

"O inimigo espera que vacilemos e falhemos", acrescentou.

"Vocês são os que vivem os êxitos e os que suportam os revezes desta luta, que vêem em suas missões diárias um teste da vontade pessoal. Vocês são os que, sobre todas as coisas, sabem que a causa da liberdade bem vale o preço", destacou.

Rumsfeld renunciou no dia seguinte a uma esmagadora derrota republicana nas eleições legislativas de 7 de novembro, resultado que foi entendido como uma reprovação à gestão da guerra no Iraque.

Ele deixa o cargo em meio à discutida revisão da política dos Estados Unidos e à crescente violência sectária no Iraque, que ameaça desarticular a missão americana. A atuação americana no Iraque já custou a vida a 2.933 de seus militares e deixou mais de 22.000 feridos.

Um dos aspectos mais discutidos no debate sobre a mudança do rumo no Iraque é a resistência de Rumsfeld em utilizar uma força militar mais numerosa.

Em memorando que vazou para a imprensa, Rumsfeld reconheceu a necessidade de mudar o rumo e ofereceu uma lista de "coisas para fazer", entre elas uma transição acelerada para o controle iraquiano.

O funcionário, que assumiu o cargo com a missão de tornar os militares dos Estados Unidos em uma força reduzida, porém mais eficiente, ficou finalmente marcado pela resposta militar ao 11 de Setembro no Afeganistão e a invasão do Iraque.



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