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De martelo e caranguejo na mão


Alessandro Soares
Do Diário do Grande ABC

11/11/2006 | 18:07


Há um momento em que comer com as mãos não é deselegante, mas necessário. Ao romper a casca de um caranguejo para extrair sua tenra e levemente adocicada carne, não há outra maneira de levá-la a boca. Martelo e bandeja de madeira são, portanto, os melhores amigos do comensal, a não ser que as mandíbulas sejam as mesmas de um tubarão.

Casca vencida, o prêmio é apreciar um dos melhores sabores que vêm do mar. E a oferta tem sido menor. A pesca predatória impede o animal de se desenvolver. A captura ocorre antes do tamanho ideal, quando poderiam chegar à mesa medindo um palmo, mão aberta. Até fêmeas são pescadas, atrapalhando o ciclo reprodutivo. Por isso, são raros os maiores, a não ser no Nordeste, onde há maior controle.

Vindos do litoral paulista, caranguejos encontrados nos restaurantes são adquiridos no Ceasa, em São Paulo. Como os do Marzão (al. São Caetano, 130, Jardim, Santo André. Tel.: 4990-3324), especializado em peixes e frutos do mar.

São comprados ainda vivos – frescos, portanto – e limpos no próprio restaurante. Chegam sempre às terças e sextas-feiras, e podem ser consumidos em até dois dias. Quem garante é o proprietário Carlos Miranda, 52 anos, 40 deles no ramo.

O Marzão serve uma porção a R$ 4,90 (um caranguejo, mas, se não for grande, a casa coloca mais um no prato). É cozido em água com sal ou em molho de tomate, com um toque de cerveja. A escolher. A carne da pata dianteira, maior, e a da carapaça são as melhores, As patinhas têm recheio para um tira-gosto, e a cerveja é a companhia ideal. De martelo em punho, abuse da expressão “mãos à obra”.

A porção é bem feita, mas peça complementos como limão, pimenta ou pãozinho, pois os garçons acabam esquecendo. Só falta mesmo a brisa marinha. O Marzão funciona de terça a sábado, das 11h à 0h. Domingos e feriados, das 11h às 17h.



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