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UFABC faz 10 anos de atuação

Denis Maciel/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

02/10/2016 | 07:07


A UFABC (Universidade Federal do ABC) completa dez anos de atuação na região com vários desafios para os próximos anos. O principal deles é manter a qualidade do ensino com repasses menores do governo federal, correndo risco de paralisação das obras.

A instituição tem números impressionantes. Desde 2012, o volume de estudantes que atualmente é de 13.434 cresceu em 95%, sendo que no primeiro ano letivo, em 2007 eram 932. A estimativa é que 60% seja composto por moradores da região.

Em contrapartida, de acordo com o pró-reitor Vitor Marchetti, o orçamento anual vem diminuindo. O valor do repasse do MEC (Ministério da Educação) para 2017 será de R$ 38 milhões para custeio e de R$ 27 milhões para obras. O ideal, segundo ele seriam valores de R$ 80 milhões e R$ 105 milhões, respectivamente.

“A justificativa é que com a crise econômica é preciso fazer ajustes no orçamento. Mas, isso nos coloca a rever gastos e investimentos para se adequar. Se você deflacionar esse orçamento, estamos próximos a 2009, quando a universidade estava com três anos de existência e era menor”, comentou Marchetti.

O valor do ano que vem é 22,45% menor do que o de 2016, o qual também tinha sido enxugado, ou seja, R$ 49 milhões para custeio. No montante direcionado às obras, a verba prevista também é menor que o deste ano, que ficou em R$ 42 milhões.

“A universidade começa a sofrer cortes e isso impacta na capacidade de fazer políticas de permanência para os alunos. Você começa a ter de discutir a conservação dos prédio e como lidar com esses investimentos pra não sucatear. Hoje, estamos com elevador desligado e uma série de serviços que foram cortados sem condições de manter o funcionamento ideal”, afirmou.

Conforme o pró-reitor, administrar esta situação é o principal desafio para os próximos anos. “Você precisa ter compras de material, bolsas de pesquisa, de graduação, restaurante universitário com preço adequado e todas essas políticas demandam recursos. Quando você não tem, começa um processo de sucateamento ou de não atendimento das necessidades. Nossa preocupação é de manter esses equipamentos novos e funcionando. Além disso, queremos ampliar a participação da população com parcerias e eventos público”, contou.

OBRAS
Com a diminuição do orçamento, a universidade vê com apreensão o término de uma das suas principais obras. Vista como extensão do campus de Santo André, no bairro Bangú, a Unidade Tamanduatehy, que é formada por blocos em terreno localizado do outro lado da Avenida dos Estados, tinha previsão de ser entregue em 2018.

“Já fizemos as estruturas e a fundação. Essa não é uma obra que a gente consegue manter de acordo com o cronograma. Hoje nós não temos condições de dizer como ela vai continuar em 2017. O orçamento é de R$ 170 milhões, e a gente não conseguiu ter disponível nem R$ 30 milhões”, afirmou o pró-reitor.

A meta era que com a construção da unidade, a UFABC chegasse a 24.200 alunos em 2022. “Era esse o plano, mas com essa situação dificilmente a gente consegue.”

Já a entrega de três blocos no mesmo campus, continua prevista para o fim deste ano. As obras sofreram atrasos de seis anos devido a questões relacionadas a licitação e dificuldades orçamentárias.



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UFABC faz 10 anos de atuação

Yara Ferraz
do Diário do Grande ABC

02/10/2016 | 07:07


A UFABC (Universidade Federal do ABC) completa dez anos de atuação na região com vários desafios para os próximos anos. O principal deles é manter a qualidade do ensino com repasses menores do governo federal, correndo risco de paralisação das obras.

A instituição tem números impressionantes. Desde 2012, o volume de estudantes que atualmente é de 13.434 cresceu em 95%, sendo que no primeiro ano letivo, em 2007 eram 932. A estimativa é que 60% seja composto por moradores da região.

Em contrapartida, de acordo com o pró-reitor Vitor Marchetti, o orçamento anual vem diminuindo. O valor do repasse do MEC (Ministério da Educação) para 2017 será de R$ 38 milhões para custeio e de R$ 27 milhões para obras. O ideal, segundo ele seriam valores de R$ 80 milhões e R$ 105 milhões, respectivamente.

“A justificativa é que com a crise econômica é preciso fazer ajustes no orçamento. Mas, isso nos coloca a rever gastos e investimentos para se adequar. Se você deflacionar esse orçamento, estamos próximos a 2009, quando a universidade estava com três anos de existência e era menor”, comentou Marchetti.

O valor do ano que vem é 22,45% menor do que o de 2016, o qual também tinha sido enxugado, ou seja, R$ 49 milhões para custeio. No montante direcionado às obras, a verba prevista também é menor que o deste ano, que ficou em R$ 42 milhões.

“A universidade começa a sofrer cortes e isso impacta na capacidade de fazer políticas de permanência para os alunos. Você começa a ter de discutir a conservação dos prédio e como lidar com esses investimentos pra não sucatear. Hoje, estamos com elevador desligado e uma série de serviços que foram cortados sem condições de manter o funcionamento ideal”, afirmou.

Conforme o pró-reitor, administrar esta situação é o principal desafio para os próximos anos. “Você precisa ter compras de material, bolsas de pesquisa, de graduação, restaurante universitário com preço adequado e todas essas políticas demandam recursos. Quando você não tem, começa um processo de sucateamento ou de não atendimento das necessidades. Nossa preocupação é de manter esses equipamentos novos e funcionando. Além disso, queremos ampliar a participação da população com parcerias e eventos público”, contou.

OBRAS
Com a diminuição do orçamento, a universidade vê com apreensão o término de uma das suas principais obras. Vista como extensão do campus de Santo André, no bairro Bangú, a Unidade Tamanduatehy, que é formada por blocos em terreno localizado do outro lado da Avenida dos Estados, tinha previsão de ser entregue em 2018.

“Já fizemos as estruturas e a fundação. Essa não é uma obra que a gente consegue manter de acordo com o cronograma. Hoje nós não temos condições de dizer como ela vai continuar em 2017. O orçamento é de R$ 170 milhões, e a gente não conseguiu ter disponível nem R$ 30 milhões”, afirmou o pró-reitor.

A meta era que com a construção da unidade, a UFABC chegasse a 24.200 alunos em 2022. “Era esse o plano, mas com essa situação dificilmente a gente consegue.”

Já a entrega de três blocos no mesmo campus, continua prevista para o fim deste ano. As obras sofreram atrasos de seis anos devido a questões relacionadas a licitação e dificuldades orçamentárias.

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