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Poupança é melhor opção em curto prazo


Pedro Souza
Do Diário do Grande ABC

16/05/2010 | 07:01


A poupança acumulou no primeiro quadrimestre rentabilidade real negativa de 0,53%, conforme divulgou a consultoria Economatica. Porém, o investimento mais seguro do País, mesmo desvalorizado, apresentou melhor retorno em comparação com a renda variável.

O Ibovespa, índice que mede a valorização das ações mais negociadas na BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo), acumulou baixa nominal de 1,54%.

A rentabilidade real é o retorno financeiro de determinada aplicação com desconto da variação da inflação no mesmo período. No caso da comparação da Economatica, foi utilizado o índice oficial IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), que acumulou nos primeiros quatro meses alta de 2,65%. O IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística) é responsável pelo indicador.

Portanto, se a pessoa investisse R$ 100 na poupança no fim do ano passado, ela teria, pela valorização nominal, R$ 102,1 no começo de maio. Mas se ela tivesse interesse de comprar um produto, cujo preço era o mesmo do investimento no fim de dezembro, considerando a inflação, não seria possível adquiri-lo. Isso acontece porque o valor da compra teria avançado para R$ 102,6, com base o aumento do IPCA.

A diferença pode ser pequena, cerca de R$ 0,65, mas se considerarmos todos os produtos que encarecem, uns com maior incidência de inflação no quadrimestre, e outros não, a distância seria grande se o poupador dependesse da valorização da poupança no curto prazo.

Ações - O economista-chefe da Gradual Investimentos, Pedro Paulo Silveira, diz que, em curto prazo, "para você olhar o retorno da Bolsa e comparar com outro investimento é covardia".

Segundo o especialista, o mercado de ações, que é considerado de risco, é de longo prazo, por isso não garante retorno imediato ao investidor.

O tempo de retorno de investimento na Bolsa demora porque, segundo Silveira, a ideia é comprar ações de determinada companhia, torna-se sócio, e "participar do crescimento desta empresa".

E o desenvolvimento de uma empresa não acontece imediatamente. "Existem empresas boas e empresas ruins. Têm aquelas empresas que aproveitam a economia, têm bons projetos, e automaticamente crescem. E este crescimento não é imediato", completa Silveira.

Ele apresentou o caso das ações da Microsoft para mostrar como uma empresa cresce. "Na década de 1980 ela era pequena, mas se comparar agora, o retorno foi grande."

Para o superintendente executivo de gestão de patrimônio do HSBC Bank Brasil, Gilberto Boso, quem utilizou ou vai tomar como base o resultado do quadrimestre do Ibovespa para decisões de saída da Bolsa está equivocado. "Quem pretende investir em ações, não deve tomar iniciativa pelo resultado do período. Se tem que rever o que fez ou vai fazer, é porque não deveria ter aplicado em ações". Ele avalia que o período mínimo para resgatar os recursos aplicados em Bolsa é de dois anos.

Conta - Considerando o investimento e o produto, ambos no valor de R$ 100 no fim de 2009, com a rentabilidade do Ibovespa no quadrimestre, e descontado o IPCA, o poupador teria que colocar mais R$ 4,60 para realizar sua compra.

Aplicar em ações é investimento para resgate de longo prazo
De acordo com o superintendente executivo de gestão de patrimônio do HSBC Bank Brasil, Gilberto Boso, a Bolsa de Valores é um investimento de longo prazo, que, segundo ele, deve ser de no mínimo dois anos.

O Ibovespa, índice que apresenta a média das valorizações das ações mais negociadas na BM&FBovespa (Bolsa de Valores, Mercadorias e Futuros de São Paulo) registrou alta de 7,3% em dois anos completos no fim de 2009. Neste período, a caderneta de poupança rendeu, sem desconto da inflação, 14,6%.

Porém, se ampliar o recorte para três anos encerrados no fim de 2009, a poupança acumulou rentabilidade de 22,1%. E o Ibovespa cresceu 54,2%.

Boso diz que "quem tiver disponibilidade, tempo, conhecimento e estômago", pode comprar e vender ações todos os dias como as corretoras de valores fazem. Mas a ideia é manter o dinheiro em Bolsa, porque da mesma forma que uma ação valoriza 5% hoje, ela pode cair 10% amanhã.



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