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D.Nelson prega emprego para os jovens

André Henriques/DGABC  Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

02/05/2013 | 07:00


Durante a tradicional missa do 1º de Maio, ontem pela manhã na Igreja Matriz, em São Bernardo, o bispo diocesano de Santo André dom Nelson Westrupp salientou a importância de se aprofundar a política governamental de primeiro emprego para os jovens e a necessidade de trabalho digno e de salários mais justos. "Continua a existir o drama do jovem sem emprego ou com subemprego. A igreja proclama o valor humano do trabalho e a luta pelos direitos fundamentais. Precisamos somar forças e inteligências não só para que o povo viva melhor, mas viva bem".

Além disso, ele lembrou que a data também é de celebração do Dia de São José Operário, o carpinteiro que teve como colaborador Jesus Cristo, e afirmou que existem diversas formas de exploração. "Precisamos chegar a uma nova sociedade, mas para isso é preciso que a classe trabalhadora se una em uma corrente compacta. Que São José interceda pelos que têm salários injustos, pelos aposentados, pelos desempregados, pelos que têm emprego informal e pelos que vivem ao relento", afirmou.

A missa, que teve ontem como tema ‘Bem viver, caminho para a nova sociedade com novas relações de trabalho', ficou lotada com a presença de mais de 1.000 fiéis, entre os quais o prefeito Luiz Marinho, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e a deputada estadual Ana do Carmo. O ato, destinado a celebrar as lutas operárias, é realizado desde 1980 na Matriz.

Para Marinho, a fé religiosa é importante para que as pessoas que estão desencaminhadas se reconstruam e para que a sociedade se reorganize de forma mais justa. "As igrejas têm seu papel nesse processo." Ele lembrou ainda que a Matriz de São Bernardo faz parte da história das lutas do movimento metalúrgico do Grande ABC, de enfrentamento à ditadura militar.

SIMBOLISMO - Logo pela manhã, às 9h, depois que as pessoas se acomodaram nos bancos e em pé perto das colunas, o ato litúrgico teve início com a entrada, pelo portão principal, de grupo portando trajes de profissões (homem com chapéu de cozinheiro, outro com uniforme de atendente da Saúde, de metalúrgico etc) para reforçar a ideia de que ontem era o Dia do Trabalho. Pouco depois, foi levada ao altar uma alegoria de árvore contendo, no seu interior, uma Bíblia. De acordo com a Pastoral Operária, ligada à diocese, o simbolismo visava gerar reflexão sobre a raiz dos problemas de exploração dos trabalhadores e sobre a forma de encarar melhor as dificuldades, com a ajuda do Evangelho. Além disso, durante todo o ato, surgiam palavras relacionadas ao tema, como parte das preces da Comunidade: "Senhor, para que os desempregados, inspirados na coragem e na solidariedade de São José Operário, possam se unir e lutar pelo direito ao trabalho digno, nós vos pedimos".

Crítica à inflação deu tom à festa da Força

A tradicional festa da Força Sindical, que ocorreu na Praça Campo de Bagatelli, na Zona Norte da Capital, foi marcada por críticas à inflação e à presidente Dilma Rousseff. O presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, deu o tom ao discurso. "O governo Dilma é um governo que só atende empresários", criticou. "Os trabalhadores têm passado longe do Palácio do Planalto. Esse governo não nos interessa. Não atende, não conversa."

Paulinho aproveitou para anunciar campanha para que salários sejam reajustados automaticamente toda vez que a inflação alcançar 3%. "A responsabilidade sobre a inflação é do governo e não dos trabalhadores", afirmou. "Sei que tem críticas (à proposta), até porque muitos sindicalistas estão acomodados com o tempo que passamos de estabilidade e, na hora que têm de enfrentar, são poucos os que têm coragem. Chegou a hora de ver quem tem coragem", disse.

Em defesa do governo, sindicalistas e políticos criticaram a proposta de Paulinho. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse ser contra a proposta, mas favorável ao debate. O senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, aproveitou para criticar o governo e a inflação, mas disse ser contra a indexação dos salários.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, declarou-se contrário à proposta de criação de gatilho salarial. "Levamos muito tempo para desindexar a economia e ainda tem espaço para isso", disse Haddad, ao chegar para a festa organizada pela central na Capital. "O aumento de salário continua ganhando da inflação. O trabalhador continua tendo ganho real. É para essa variável que eu olharia", afirmou.

Já o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que Dilma "zela como uma leoa contra a inflação".

Para o secretário-geral da CUT e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, a fala de Paulinho traz de volta a discussão sobre a inflação, "imprópria e fora de hora". "Acho que não cabe essa justificativa, ele foi infeliz na declaração. Hoje temos inflação em torno de 6% ao ano e, nos anos 1980 e 1990, eram 40% a 50% ao mês. A pressão atual é sazonal, e se dá por conta da alta dos preços dos alimentos."

A festa da Força, que sorteou 19 carros e contou com 20 artistas, recebeu 1 milhão de pessoas. (Soraia Abreu Pedrozo)



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D.Nelson prega emprego para os jovens

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

02/05/2013 | 07:00


Durante a tradicional missa do 1º de Maio, ontem pela manhã na Igreja Matriz, em São Bernardo, o bispo diocesano de Santo André dom Nelson Westrupp salientou a importância de se aprofundar a política governamental de primeiro emprego para os jovens e a necessidade de trabalho digno e de salários mais justos. "Continua a existir o drama do jovem sem emprego ou com subemprego. A igreja proclama o valor humano do trabalho e a luta pelos direitos fundamentais. Precisamos somar forças e inteligências não só para que o povo viva melhor, mas viva bem".

Além disso, ele lembrou que a data também é de celebração do Dia de São José Operário, o carpinteiro que teve como colaborador Jesus Cristo, e afirmou que existem diversas formas de exploração. "Precisamos chegar a uma nova sociedade, mas para isso é preciso que a classe trabalhadora se una em uma corrente compacta. Que São José interceda pelos que têm salários injustos, pelos aposentados, pelos desempregados, pelos que têm emprego informal e pelos que vivem ao relento", afirmou.

A missa, que teve ontem como tema ‘Bem viver, caminho para a nova sociedade com novas relações de trabalho', ficou lotada com a presença de mais de 1.000 fiéis, entre os quais o prefeito Luiz Marinho, o deputado federal Vicente Paulo da Silva, o Vicentinho, e a deputada estadual Ana do Carmo. O ato, destinado a celebrar as lutas operárias, é realizado desde 1980 na Matriz.

Para Marinho, a fé religiosa é importante para que as pessoas que estão desencaminhadas se reconstruam e para que a sociedade se reorganize de forma mais justa. "As igrejas têm seu papel nesse processo." Ele lembrou ainda que a Matriz de São Bernardo faz parte da história das lutas do movimento metalúrgico do Grande ABC, de enfrentamento à ditadura militar.

SIMBOLISMO - Logo pela manhã, às 9h, depois que as pessoas se acomodaram nos bancos e em pé perto das colunas, o ato litúrgico teve início com a entrada, pelo portão principal, de grupo portando trajes de profissões (homem com chapéu de cozinheiro, outro com uniforme de atendente da Saúde, de metalúrgico etc) para reforçar a ideia de que ontem era o Dia do Trabalho. Pouco depois, foi levada ao altar uma alegoria de árvore contendo, no seu interior, uma Bíblia. De acordo com a Pastoral Operária, ligada à diocese, o simbolismo visava gerar reflexão sobre a raiz dos problemas de exploração dos trabalhadores e sobre a forma de encarar melhor as dificuldades, com a ajuda do Evangelho. Além disso, durante todo o ato, surgiam palavras relacionadas ao tema, como parte das preces da Comunidade: "Senhor, para que os desempregados, inspirados na coragem e na solidariedade de São José Operário, possam se unir e lutar pelo direito ao trabalho digno, nós vos pedimos".

Crítica à inflação deu tom à festa da Força

A tradicional festa da Força Sindical, que ocorreu na Praça Campo de Bagatelli, na Zona Norte da Capital, foi marcada por críticas à inflação e à presidente Dilma Rousseff. O presidente da central sindical, Paulo Pereira da Silva, o Paulinho da Força, deu o tom ao discurso. "O governo Dilma é um governo que só atende empresários", criticou. "Os trabalhadores têm passado longe do Palácio do Planalto. Esse governo não nos interessa. Não atende, não conversa."

Paulinho aproveitou para anunciar campanha para que salários sejam reajustados automaticamente toda vez que a inflação alcançar 3%. "A responsabilidade sobre a inflação é do governo e não dos trabalhadores", afirmou. "Sei que tem críticas (à proposta), até porque muitos sindicalistas estão acomodados com o tempo que passamos de estabilidade e, na hora que têm de enfrentar, são poucos os que têm coragem. Chegou a hora de ver quem tem coragem", disse.

Em defesa do governo, sindicalistas e políticos criticaram a proposta de Paulinho. O ministro do Trabalho, Manoel Dias, disse ser contra a proposta, mas favorável ao debate. O senador mineiro Aécio Neves, pré-candidato do PSDB à Presidência da República, aproveitou para criticar o governo e a inflação, mas disse ser contra a indexação dos salários.

O prefeito de São Paulo, Fernando Haddad, declarou-se contrário à proposta de criação de gatilho salarial. "Levamos muito tempo para desindexar a economia e ainda tem espaço para isso", disse Haddad, ao chegar para a festa organizada pela central na Capital. "O aumento de salário continua ganhando da inflação. O trabalhador continua tendo ganho real. É para essa variável que eu olharia", afirmou.

Já o ministro-chefe da Secretaria-Geral da Presidência da República, Gilberto Carvalho, afirmou que Dilma "zela como uma leoa contra a inflação".

Para o secretário-geral da CUT e ex-presidente do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, Sérgio Nobre, a fala de Paulinho traz de volta a discussão sobre a inflação, "imprópria e fora de hora". "Acho que não cabe essa justificativa, ele foi infeliz na declaração. Hoje temos inflação em torno de 6% ao ano e, nos anos 1980 e 1990, eram 40% a 50% ao mês. A pressão atual é sazonal, e se dá por conta da alta dos preços dos alimentos."

A festa da Força, que sorteou 19 carros e contou com 20 artistas, recebeu 1 milhão de pessoas. (Soraia Abreu Pedrozo)

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