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Chuva e frio espantam público, mas não impedem debate de rua em São Caetano

Candidatos a vereador participaram do ato e, mesmo quase sem espectadores, discutiram propostas


Fabio Martins

26/09/2016 | 07:00


 A chuva fina e o frio de ontem à tarde em São Caetano atrapalharam o formato original do debate de rua marcado para ocorrer a céu aberto na Praça dos Imigrantes (chafariz) da Avenida Presidente Kennedy. Afastou o público, o que não inviabilizou, no entanto, a realização da atividade e discussão de propostas entre candidaturas jovens a vereador na cidade. O tempo ruim forçou os organizadores a mudarem, de última hora, o local do evento, passando para o Parque Cidade das Crianças, próximo ao espaço inicial, mantendo a antiga fórmula grega. O modelo permitiu perguntas dos espectadores.

Colocando-se como reais alternativas de renovação à Câmara a partir de 2017, três postulantes com menos de 30 anos de idade – exigência para participação – comparecem ao ato, que reuniu 20 pessoas, público composto, principalmente, por apoiadores de campanha. Os candidatos presentes eram Pedro Mendonça (Psol), 19 anos, César Oliva (PR), 29, e Gabriella de Aro (PRTB), 18, todos pela primeira vez na disputa. Havia sido confirmada a ida de Caio Funaki (PEN), mas ele não apareceu. Conforme as regras do debate, um representante por coligação partidária foi convidado para expor suas ideias – são oito chapas majoritárias no município.

No arco de Sara Jane Zanetti (Rede), Pedro divergia dos concorrentes, na maioria das respostas, inserindo propostas de esquerda. Logo na primeira fala, ele mencionou golpe institucional no País, posição do Psol, abordando o bordão do ‘Fora, Temer’. Sobre planos de mandato, frisou indicação de dois projetos para o transporte público: passe livre integral para estudantes e a trabalhadores desempregados. “Temos que brigar por aumento de verba no Orçamento para a Assistência Social, pressionando o Executivo, por exemplo, a construir Restaurante Popular a quem mais precisa, assim como abrir albergues, com entrada para animais.”

César e Gabriella fizeram tabelinha em alguns momentos, convergindo propostas. No partido do prefeiturável Fabio Palacio, ele, por sua vez, focou atenção na segurança, defendendo maior estrutura para a GCM (Guarda Civil Municipal), e bateu na tecla de que a cidade “não pode mais vender ideia de melhor IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) e de ser rica”. Para o republicano, os bairros Prosperidade e São José são ‘esquecidos’ pelo poder público. “Visitei alguns cortiços. Temos que urgentemente incentivar reforma nestes locais, promovendo dignidade”, pontuou, citando ainda atualizar as linhas de ônibus. “Estão defasadas.”

Gabriella levantou a questão do clientelismo, que, segundo ela, ajuda a reeleger “sempre os mesmos” nomes para o Legislativo. “Tem vereador que está lá desde antes de eu nascer (em 1997).” Em relação à Saúde e Educação, a candidata, na chapa de Lucia Dal’Mas, citou que São Caetano já possui equipamentos em números suficientes, mas “não eficientes”. “Não é necessário mais construções (de unidades). Precisa de gestão. Propomos, por exemplo, fazer funcionar o Centro Digital, com cursos (extras).”



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