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Donisete evita Diário em campanha

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Junior Carvalho
Do Diário do Grande ABC

21/09/2016 | 07:00


Com a gestão envolta em escândalos de superfaturamento da merenda escolar, o prefeito de Mauá, Donisete Braga (PT), se negou a falar com a equipe do Diário para dar explicações sobre o sobrepreço da almôndega e do feijão-carioca destinados à alimentação escolar. Durante atividade de campanha, realizada ontem à tarde, no Centro, o petista ignorou questionamentos e deixou o local às pressas.

Em agosto, Donisete e o PT mauaense tentaram, sem sucesso, censurar o Diário a fim de que o jornal parasse de veicular as denúncias, publicadas desde o dia 15 de julho. O petista alegou que as matérias se tratavam de “propaganda eleitoral antecipada negativa, através de pseudorreportagens”.

A juíza Maria Eugênia Pires Zampol, da 364ª Zona Eleitoral de Mauá, rejeitou a tese de Donisete e negou a liminar requerida à época pelo chefe do Executivo.

Em todas as reportagens publicadas sobre o escândalo da merenda na cidade, o Diário procurou insistentemente a Prefeitura e o próprio prefeito para darem explicações sobre os fatos e justificarem os motivos de as compras dos alimentos sofrerem aumento acima dos 100% quando novos contratos foram assinados. Na maioria das vezes o governo ignorou as perguntas.

Não foi a primeira vez que Donisete fugiu dos questionamentos. No dia 15, o petista não compareceu à sabatina promovida pelo Diário com os prefeituráveis do Grande ABC, na qual teria oportunidade de explicar as acusações.

O superfaturamento da merenda escolar em Mauá é alvo de inquérito civil no Ministério Público, que apura se houve irregularidades no acréscimo dos valores dos produtos. No caso das almôndegas, o governo aceitou pagar, em novo contrato, praticamente o dobro da quantia que despendia antes.

Em acordo com a empresa Boscatti Indústria e Comércio Ltda, vigente até novembro de 2014, a administração petista depositava R$ 10,30 pelo quilo do alimento. Em novo convênio, este celebrado em março de 2015, com a BH Foods Comércio e Indústria Ltda, o preço saltou para R$ 20. A administração nega irregularidades e sustenta que houve a troca da compra de almôndega crua pela assada, o que teria elevado o preço do produto.

Já no que se refere ao feijão-carioca tipo 1 comprado pela administração Donisete, o Diário revelou no domingo que houve sobrepreço de 155% na aquisição do quilo do alimento – subiu de R$ 5,18 para R$ 13,20 na substituição de contratos. Neste caso, a firma é a mesma: Tegeda Comercialização de Distribuição Ltda, de São Caetano. A empresa é ré em ação por improbidade administrativa ajuízada pelo MPF (Ministério Público Federal), acusada de participação em cartel em licitação da merenda no município de Vinhedo, no Interior. Mais uma vez o governo não quis se explicar.

MATERIAL APÓCRIFO
Oito pessoas foram levadas ontem à delegacia sob suspeita de distribuição de panfletos apócrifos contra o candidato do PSB ao Paço, Atila Jacomussi, no Jardim Zaíra. Uma das testemunhas afirmou ter sido contratada pela campanha de Donisete. O caso foi registrado no 1º DP (Centro) de Mauá. 



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