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Montadoras reforçam
aportes no País

Investimento de US$ 22 bilhões previsto para os próximos três
anos é quase a metade do valor investido em de três décadas


Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

03/03/2012 | 07:21


Os investimentos das montadoras de veículos e máquinas agrícolas no Brasil, que chegaram a US$ 47,3 bilhões no período que vai de 1980 a 2011 terão forte impulso nos próximos três anos. De 2012 a 2015, estão previstos mais US$ 22 bilhões, o que corresponde a quase a metade (46%) do aportado nas três décadas anteriores, aponta levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Contabilizando também recursos das empresas de autopeças, que já somaram US$ 28,8 bilhões nos últimos 31 anos, o montante aportado pelo setor até agora ultrapassou US$ 76 bilhões e deve superar US$ 100 bilhões nos próximos anos.

Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, cita que a indústria automobilística exige investimentos continuados em razão de sua dinâmica de mercado e constante inovação tecnológica. No entanto, segundo especialistas, o forte potencial de consumo - no País há sete habitantes por veículo, enquanto nos Estados Unidos essa relação é de 1,3 pessoa por carro -, somado à retração da economia europeia e à lenta reação do mercado norte-americano também ajudam a explicar a forte ascensão dos aportes.

Com novos competidores no País nos últimos anos - como as chinesas Chery e JAC, que anunciaram no ano passado a construção de fábricas, respectivamente, com R$ 400 milhões e R$ 900 milhões - a disputa pelo consumidor brasileiro se acirrou no segmento.

A questão é fácil de entender, explica o consultor automotivo Paulo Roberto Garbossa. "Nos anos 1980, não era necessário muito investimento, porque havia pouca concorrência", cita. Naquela década, as quatro grandes (Ford, General Motors, Fiat e Volkswagen) brigavam entre si por participação de mercado, situação mais cômoda em relação ao que começaram a enfrentar a partir dos anos 1990, quando empresas como a Renault e Honda, por exemplo, montaram fábrica no País, e depois com o acirramento da concorrência com os importados. Em 2005, os carros do Exterior representavam 5% das vendas no País. Hoje chegam a 22%,

Além disso, o País conta hoje com 19 montadoras de veículos e sete de máquinas agrícolas, operando 53 fábricas de motores, componentes e produtos finais em polos industriais localizados em oito Estados brasileiros. São também cerca de 500 empresas fornecedoras de autopeças espalhadas pelo País.

 

Fábricas da região também estão na rota de aplicações

Montadoras tradicionais no País e com fábricas de veículos no Grande ABC, General Motors, Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz e Scania vêm reforçando seus investimentos.

A General Motors, que conclui neste ano ciclo de R$ 5 bilhões (de 2008 a 2012), faz neste ano sete lançamentos de modelos, vários deles desenvolvidos em São Caetano - como o novo S10 e o Cobalt. A Ford já divulgou programa de R$ 4,5 bilhões de 2012 a 2015, o que inclui projeto para montagem de novo modelo Ka em São Benardo. E a Volkswagen tem plano de R$ 8,7 bilhões de 2011 a 2016, mas o montante não inclui a intenção de fazer carro com preço menor que o Gol. Entre as montadoras de caminhões, a Ford aplica R$ 455 milhões na unidade da região, a Mercedes faz investimento de R$ 1,5 bilhão (2010 a 2013) e a Scania deve aportar R$ 40 milhões neste ano no Grande ABC.



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Montadoras reforçam
aportes no País

Investimento de US$ 22 bilhões previsto para os próximos três
anos é quase a metade do valor investido em de três décadas

Leone Farias
Do Diário do Grande ABC

03/03/2012 | 07:21


Os investimentos das montadoras de veículos e máquinas agrícolas no Brasil, que chegaram a US$ 47,3 bilhões no período que vai de 1980 a 2011 terão forte impulso nos próximos três anos. De 2012 a 2015, estão previstos mais US$ 22 bilhões, o que corresponde a quase a metade (46%) do aportado nas três décadas anteriores, aponta levantamento da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores).

Contabilizando também recursos das empresas de autopeças, que já somaram US$ 28,8 bilhões nos últimos 31 anos, o montante aportado pelo setor até agora ultrapassou US$ 76 bilhões e deve superar US$ 100 bilhões nos próximos anos.

Cledorvino Belini, presidente da Anfavea, cita que a indústria automobilística exige investimentos continuados em razão de sua dinâmica de mercado e constante inovação tecnológica. No entanto, segundo especialistas, o forte potencial de consumo - no País há sete habitantes por veículo, enquanto nos Estados Unidos essa relação é de 1,3 pessoa por carro -, somado à retração da economia europeia e à lenta reação do mercado norte-americano também ajudam a explicar a forte ascensão dos aportes.

Com novos competidores no País nos últimos anos - como as chinesas Chery e JAC, que anunciaram no ano passado a construção de fábricas, respectivamente, com R$ 400 milhões e R$ 900 milhões - a disputa pelo consumidor brasileiro se acirrou no segmento.

A questão é fácil de entender, explica o consultor automotivo Paulo Roberto Garbossa. "Nos anos 1980, não era necessário muito investimento, porque havia pouca concorrência", cita. Naquela década, as quatro grandes (Ford, General Motors, Fiat e Volkswagen) brigavam entre si por participação de mercado, situação mais cômoda em relação ao que começaram a enfrentar a partir dos anos 1990, quando empresas como a Renault e Honda, por exemplo, montaram fábrica no País, e depois com o acirramento da concorrência com os importados. Em 2005, os carros do Exterior representavam 5% das vendas no País. Hoje chegam a 22%,

Além disso, o País conta hoje com 19 montadoras de veículos e sete de máquinas agrícolas, operando 53 fábricas de motores, componentes e produtos finais em polos industriais localizados em oito Estados brasileiros. São também cerca de 500 empresas fornecedoras de autopeças espalhadas pelo País.

 

Fábricas da região também estão na rota de aplicações

Montadoras tradicionais no País e com fábricas de veículos no Grande ABC, General Motors, Ford, Volkswagen, Mercedes-Benz e Scania vêm reforçando seus investimentos.

A General Motors, que conclui neste ano ciclo de R$ 5 bilhões (de 2008 a 2012), faz neste ano sete lançamentos de modelos, vários deles desenvolvidos em São Caetano - como o novo S10 e o Cobalt. A Ford já divulgou programa de R$ 4,5 bilhões de 2012 a 2015, o que inclui projeto para montagem de novo modelo Ka em São Benardo. E a Volkswagen tem plano de R$ 8,7 bilhões de 2011 a 2016, mas o montante não inclui a intenção de fazer carro com preço menor que o Gol. Entre as montadoras de caminhões, a Ford aplica R$ 455 milhões na unidade da região, a Mercedes faz investimento de R$ 1,5 bilhão (2010 a 2013) e a Scania deve aportar R$ 40 milhões neste ano no Grande ABC.

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