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Caso Battisti não afetará diplomacia


Adriana Mompean
Do Diário do Grande ABC

02/02/2009 | 07:00


As relações entre Brasil e Itália não deverão ser abaladas devido ao desfecho do caso Cesare Battisti, que gerou um mal-estar entre os governos dos dois países. O ex-militante de um grupo de extrema esquerda da Itália, acusado de ter cometido quatro assassinatos e condenado a prisão perpétua, obteve em 13 de janeiro o status de refugiado político em uma decisão polêmica do ministro da Justiça, Tarso Genro.

"As relações entre os governos brasileiro e italiano são muito sólidas e transcendem uma crise como esta. Um estremecimento está totalmente fora de cogitação", analisa o embaixador Adolfo Libert Westphalen, também professor de Relações Internacionais da ESPM.

A opinião é compartilhada por Sidney Ferreira Leite, professor de Relações Internacionais da Trevisan e de pós-graduação de Gestão de Negócios Internacionais da USCS (Universidade Municipal de São Caetano do Sul). "O caso Battisti causou um desgaste diplomático, mas será superado com o tempo. Não acredito que vá tomar maiores dimensões e interferir nas relações políticas e econômicas entre os países."

Entretanto, Leite não descarta que o atual imbróglio diplomático possa respingar nos turistas. "Já existe um ambiente muito desfavorável na Europa para os brasileiros, especialmente na Espanha e Portugal. Isto pode chegar à Itália", avalia.

O presidente Luiz Inácio Lula de Silva declarou na última semana que não voltará atrás na decisão. Ele disse acreditar que o caso não irá abalar a relação de mais de um século entre os países. Porém, o chefe do governo italiano, Silvio Berlusconi, já avisou que utilizará de "todas as vias legais" para que o Brasil conceda a extradição do ex-ativista de extrema-esquerda, gerando mais tensões diplomáticas.

O caso está, agora, nas mãos do STF (Supremo Tribunal Federal), cujo presidente retornará do recesso hoje. "A questão será reexaminada pelo STF e existe a possibilidade de se reverter a decisão do ministro da Justiça, que foi visivelmente política. Há uma hipótese factível", afirma Adolfo Libert Westphalen.



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