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Torcedor sofre para voltar ao Brasil



24/06/2006 | 00:01


Começou a via-crúcis dos torcedores brasileiros na Copa do Mundo: sexta-feira, centenas de passageiros da Varig enfrentaram o caos no Aeroporto de Frankfurt, tentando voltar para casa. Dezenas de pessoas se amontoavam no balcão de check-in da companhia, tentando descobrir se iam conseguir embarcar, e havia apenas cinco funcionários para atender. Os vôos da Varig de Milão, Paris, Munique e Londres foram cancelados e todos os passageiros foram redirecionados para Frankfurt – o problema é que a empresa só tinha dois vôos saindo para o Brasil, já lotados.

A lista de espera chegou a 100 passageiros, e funcionários estimavam que muitos ficariam em terra. “Normalmente, passaríamos muitos passageiros para outras companhias, mas os vôos das outras empresas também estão lotados”, disse uma funcionária da Varig. O vôo para São Paulo estava atrasado em quase três horas. “A situação está péssima, não adianta ficar nervoso”, dizia uma funcionária da Varig para alguns passageiros, irritados com a confusão.

“Nosso vôo de Munique foi cancelado, tivemos de alugar um carro e vir para Frankfurt, mas estamos na lista de espera, sem muita esperança”, disse o empresário Márcio Manati, que veio assistir aos jogos do Brasil na Copa. “Já comprei uma outra passagem, da TAP, para voar amanhã (neste sábado), e vamos ter que pagar hotel do nosso bolso. Não vou pagar a passagem da Varig que comprei com cartão de crédito – afinal, a empresa rompeu contrato, eu comprei uma passagem e ela não entregou o serviço.”

Os amigos Luís e Marcos, que não quiseram dar seus sobrenomes, tinham um vôo da Varig de Milão para o Brasil. O vôo foi cancelado e eles foram orientados a pegar um avião em Frankfurt. “Mas tivemos que vir de trem, por nossa conta, de Milão até Frankfurt – nove horas de viagem”, disse Luís.

O casal Paulo e Alessandra Merson também tentava se encaixar em algum avião, depois que a Varig cancelou o vôo de Munique. “Meus dois filhos estão com a minha sogra, me esperando no Brasil. Preciso voltar”, dizia Alessandra.

Alguns relaxaram. O grupo Camisa 10 – formado por 52 funcionários de uma empresa de autopeças que ganharam a viagem à Copa em uma campanha de incentivos – aproveitou a espera para fazer um sambinha. “Não temos plano B – se não conseguirmos embarcar, vamos ter que voltar de ônibus até o Brasil”, brincava, tocando tamborim, Armando Sentin, diretor de vendas da distribuidora de autopeças.


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