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Família morta a martelada é enterrada



27/09/2007 | 07:06


Cerca de 200 pessoas foram quarta-feira ao enterro de Zelito Jesus de Araújo, 41 anos, Maria do Socorro Barbosa, 43, e dos filhos Lucas, 8, e Gênesis, 9. O aposentado matou a mulher e os dois filhos a golpes de martelo dentro de casa, na Favela Santa Terezinha, Zona Sul de São Paulo.

Em um acesso de fúria, ele destruiu 17 carros e só parou ao ser morto a tiros por um policial. Os quatro foram enterrados lado a lado no Cemitério Campo Grande.

Em choque - A mãe e os filhos foram sepultados às 15h30, logo depois de Araújo. Parentes e amigos bateram palmas e jogaram terra nas covas com as mãos. “Ainda estamos em choque”, disse Marise Barbosa Silva, 47 ano, irmã de Maria.

O aposentado foi velado em local diferente e sepultado antes da mulher e dos filhos, mas isso não evitou o conflito entre as famílias. Durante o velório houve discussão e tumulto.

Lidiane de Jesus, sobrinha do aposentado, reclamou. “Queriam derrubar o caixão, como se a gente também não estivesse sofrendo”, disse.

Depois do enterro, outro bate-boca. Antônio Barbosa, irmão de Maria, tentou acalmar os ânimos. “Isso é uma reunião de família”, disse.

Parentes não se conformavam com o fato de Araújo ter parado o tratamento para epilepsia, depois de um pastor da Igreja Universal ter dito a ele que estava curado. Segundo eles, a falta do medicamento o levou a matar a família. Há quatro anos, ele teve um ataque semelhante, mas foi contido.

Apesar de o crime ter acontecido na madrugada de terça-feira, só ao meio-dia do mesmo dia, o local do enterro foi definido. As famílias não tinham R$ 1.270 para pagar o sepultamento e precisaram pedir dinheiro a amigos e para vizinhos.


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Família morta a martelada é enterrada


27/09/2007 | 07:06


Cerca de 200 pessoas foram quarta-feira ao enterro de Zelito Jesus de Araújo, 41 anos, Maria do Socorro Barbosa, 43, e dos filhos Lucas, 8, e Gênesis, 9. O aposentado matou a mulher e os dois filhos a golpes de martelo dentro de casa, na Favela Santa Terezinha, Zona Sul de São Paulo.

Em um acesso de fúria, ele destruiu 17 carros e só parou ao ser morto a tiros por um policial. Os quatro foram enterrados lado a lado no Cemitério Campo Grande.

Em choque - A mãe e os filhos foram sepultados às 15h30, logo depois de Araújo. Parentes e amigos bateram palmas e jogaram terra nas covas com as mãos. “Ainda estamos em choque”, disse Marise Barbosa Silva, 47 ano, irmã de Maria.

O aposentado foi velado em local diferente e sepultado antes da mulher e dos filhos, mas isso não evitou o conflito entre as famílias. Durante o velório houve discussão e tumulto.

Lidiane de Jesus, sobrinha do aposentado, reclamou. “Queriam derrubar o caixão, como se a gente também não estivesse sofrendo”, disse.

Depois do enterro, outro bate-boca. Antônio Barbosa, irmão de Maria, tentou acalmar os ânimos. “Isso é uma reunião de família”, disse.

Parentes não se conformavam com o fato de Araújo ter parado o tratamento para epilepsia, depois de um pastor da Igreja Universal ter dito a ele que estava curado. Segundo eles, a falta do medicamento o levou a matar a família. Há quatro anos, ele teve um ataque semelhante, mas foi contido.

Apesar de o crime ter acontecido na madrugada de terça-feira, só ao meio-dia do mesmo dia, o local do enterro foi definido. As famílias não tinham R$ 1.270 para pagar o sepultamento e precisaram pedir dinheiro a amigos e para vizinhos.

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