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Gustavo Galassi é um designer que veio para ficar


Everaldo Fioravante
Do Diário do Grande ABC

17/01/2005 | 13:54


O arquiteto, escultor e designer Gustavo Galassi, 25 anos, paulistano que cresceu em São Bernardo e há sete meses mora em Santo André, vê o design como uma forma de popularização da arte. Para ele, uma pintura tradicional é uma peça única, não pode estar em mais de um lugar ao mesmo tempo, conforme atestam as leis da física. Já um objeto de design pode ser uma peça de caráter artístico e com possibilidade de reprodução em série, assim chegando a milhares de olhares ao mesmo tempo. É isso o que Galassi busca com suas criações de design, tornar a arte mais acessível. “A arte não deve estar apenas em museus e galerias”, diz.

Três objetos desenvolvidos por ele são comercializados com exclusividade na Estação SP Design, estabelecimento localizado em área nobre de São Paulo (rua Haddock Lobo) e que conta com restaurante e loja de objetos de design e peças de moda, entre outros produtos.

A Velarina, nome surgido da união de vela e lamparina, é um objeto simples, funcional, seguro e esteticamente bem resolvido. Não é nada mais do que uma base de formato arredondado na qual é fixado uma espécie de canudo, ambos em aço inox. A vela não fica visível, pois vai dentro do canudo, e conforme ela queima e perde peso, uma mola a empurra para cima. A vela derrete, mas não vaza. “O bom design deve agregar estética e lógica”, afirma Galassi.

Tendo como inspiração aquelas conhecidas champanheiras em forma de taça, “utilizadas tanto em vernissages em museus quanto em churrascadas”, Galassi criou a CuboLux. É um objeto que funciona como champanheira e luminária.

A peça consiste em um tripé em aço inox que sustenta uma estrutura quadrada em acrílico, dividida em duas partes sobrepostas. Na parte inferior há uma lâmpada eletrônica compacta, que é econômica e emana pouco calor. A champanheira fica na parte superior. “Uma das preocupações principais quando concebi essa peça, a champanheira para descolados, foi isolar totalmente a parte elétrica da que comporta o gelo. Afinal, ela não foi feita para dar choque”.

Outra peça sua, batizada como Arquitetônica, é uma luminária também em aço inox e acrílico e sustentada por um tripé. Parece uma mesinha, mas não funciona como tal. “O uso do aço inox tem a ver com a minha idéia de produzir peças eternas, que não se desgastem”, afirma Galassi.

A Velarina custa R$ 150, a CuboLux, R$ 850, e a Arquitetônica, R$ 350.

Trajetória – Galassi está em contato com a arte desde criança, graças ao convívio com a tia Francisca Junqueira, escultora e designer. “Eu roubava argila no ateliê dela e ficava modelando. Minha tia me fez gostar do assunto.”

No ano passado, ele formou-se em Arquitetura na Faculdade de Belas Artes de São Paulo. Seu Trabalho Final de Graduação foi um projeto para São Bernardo.

“É uma passarela de acesso ao Paço Municipal. A diferença em relação às convencionais é que ela teria terminais públicos com computadores. É um trabalho bem conceitual, mas executável.”, afirma Galassi, que diz ter apresentado o projeto à Prefeitura de São Bernardo sem obter retorno.

Profissionalmente, Galassi atuou nos escritórios da arquiteta e decoradora Ana Maria Wey e da designer de interiores Sandra Regina Rosa Silva. Também trabalhou com a tia Francisca Junqueira. Para este ano, planeja projetar a casa de um amigo.

Galassi diz não ter preferência pela atuação como arquiteto ou designer. “Essa coisa de rótulos vem dos outros. Tantos arquitetos são também designers, entre eles o próprio Oscar Niemeyer, que desenhou cadeiras, por exemplo. Sei o que não quero: criar prédios que pareçam bolos de casamento”, afirma.

Em 2003, ele projetou os troféus do Plano Incentivo, premiação promovida  pelo Pólo de Decoração do ABC, entidade que conta com cerca de mil arquitetos e decoradores associados de todo o Brasil – a maioria da região – e por volta de 40 lojas especializadas do Grande ABC.



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