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Sindicância investiga entrada ilegal de comida em presídio para Cacciola

Do Diário OnLineCom Agência Brasil
26/08/2008 | 15:29
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Da AE
Da AE Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra


A Seap (Secretaria Estadual de Administração Penitenciária) do Rio de Janeiro abriu sindicância para investigar denúncias de que internos do presídio de Bangu 8, na Zona Oeste, estão pedindo comida e bebida em restaurantes da Barra da Tijuca. O ex-banqueiro Salvatore Cacciola, preso desde o dia 17 de julho, teria almoçado lagosta e salmão dentro do presídio.

A Seap informou, por meio da assessoria de imprensa, que a lei de execução penal proíbe o consumo de comidas especiais, a não ser nos dias de visitas (segundas e sextas-feiras), quando os familiares podem levar alimentos aos detentos. Segundo a denúncia, Cacciola teria recebido o prato especial em um dia comum.

Além de Cacciola, Bangu 8 também abriga presos de alto pode aquisitivo, como o ex-deputado Álvaro Lins, o ex-chefe de Polícia Civil Ricardo Hallack, o ex-deputado estadual Natalino Guimarães e seu irmão, o ex-vereador Jerônimo Guimarães Filho, o Jerominho.

A sindicância aberta pela Seap também vai investigar a origem de um montante de R$ 10 mil, apreendido nas celas do presídio, durante uma vistoria na semana passada.

Defesa - O advogado de Cacciola, Carlos Ely Eluf, negou que seu cliente coma lagosta na prisão e frisou que ele é alérgico a frutos do mar. "Se ele comer lagosta, vai parar no [Hospital] Miguel Couto. Isso é uma campanha para denegrir sua imagem na opinião pública", sustentou.

Eluf frisou que Cacciola se alimenta com o mesmo cardápio que os demais presos de sua cela. De acordo com a secretaria, a alimentação de todos os detentos do sistema é composta de arroz, feijão, macarrão e carne.
O ex-banqueiro foi condenado pela prática de crimes financeiros a 13 anos de prisão.

DGABC



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