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Prejudicado pela arbitragem, Palmeiras só empata com o Boca


Fernão Silveira
Do Diário OnLine

07/06/2001 | 23:40


Não fosse a arbitragem parcial e maldosa do paraguaio Ubaldo Aquino em La Bombonera na noite desta quinta-feira, o Palmeiras seguramente teria saído de Buenos Aires com uma vitória sobre o Boca Juniors, pelo primeiro jogo da semifinal da Copa Libertadores da América. Mas, com um pênalti inexistente marcado para os donos da casa e outro claro não apontado para os brasileiros, o placar ficou em 2 a 2. Alex e Fábio Júnior marcaram para o Palmeiras; Schelotto e Barihjo fizeram para o Boca.

Mas não foram só aqueles lances que comprometeram a atuação do paraguaio. O Boca abusou nas faltas e contou com a conivência do juiz para bater sem restrição. Marcos foi covardemente agredido por Ibarra nos descontos do primeiro tempo. Tudo com a benção do juiz paraguaio. Para mostrar que não havia esquecido o cartão vermelho no vestiário, Aquino excluiu o técnico argentino e expulsou Fernando e Barihjo, tudo no segundo tempo.

Apesar da arbitragem parcial e da pressão de La Bombonera, o Palmeiras portou-se com hombridade e inteligência em campo. Não foi acuado pelo Boca e fez justamente o que o técnico Carlos Bianchi não queria: atacou, buscou o jogo. Mesmo com a escalação de três volantes (Galeano, Fernando e Magrão) adotada por Celso Roth, Alex, Felipe e Fábio Júnior conseguiram criar oportunidades. O time melhorou no segundo tempo, ficou mais veloz com a saída de Lopes para a entrada de Basílio.

A defesa palmeirense foi extremamente eficiente. Leonardo e Alexandre esbanjaram segurança no miolo de zaga, enquanto Fernando e Magrão desdobraram-se na cabeça-da-área para segurar os habilidosos Schelotto, Barihjo e, especialmente, Riquelme. Marcos voltou a fazer justiça ao apelido de 'santo' e garantiu o empate fazendo pelo menos três defesa incríveis.

Depois de suportar um começo nervoso, com gritos da torcida e toque de bola do Boca, o Palmeiras abriu o placar em sua primeira descida mais incisiva ao ataque. Felipe cruzou pela esquerda, Fábio Júnior dominou parcialmente dentro da área e Alex completou a sobra do companheiro para colocar com precisão no ângulo direito de Córdoba, aos 18. Marcos operou o primeiro 'milagre' aos 31, segurando em dois tempos um chute à queima-roupa de Barihjo, após passe de calcanhar de Ibarra dentro da área.

Mas Ubaldo Aquino desequilibrou aos 42, dando o empate ao Boca. O paraguaio apitou pênalti completamente inexistente de Alexandre em Barihjo após cruzamento na área. Schelotto completou o presente, enchendo o pé no meio do gol de Marcos. Antes do intervalo, Aquino voltou a desfilar irresponsabilidade ao fazer vista grossa à agressão que Burdisso cometeu no goleiro palmeirense: com Marcos caído no chão, o defensor do Boca achou um jeito de pisar covardemente em sua mão.

O Boca voltou do vestiário sem Schelotto (sacado por contusão para a entrada de Gimenez), mas cheio de gás. Em quatro minutos, os argentinos já haviam chegado com perigo em duas oportunidades – com direito a novo milagre de Marcos, aos 4, em chute de Ibarra. Mesmo acuado outra vez pelo adversário, o Palmeiras voltou a marcar, aos 8.

Fábio Júnior foi lançado por Alex na esquerda e superou Ibarra na velocidade, tocando por cima de Córdoba na saída. Burdisso ainda tentou tirar em cima de linha, mas só empurrou para a rede. Não deu nem tempo para o Palmeiras comemorar. No lance seguinte, aos 9, Riquelme deitou e rolou para cima de Felipe na esquerda e serviu Barijho, que completou de carrinho para empatar outra vez.

Depois dos gols, Aquino ainda teve tempo de garfar um pênalti claro do goleiro Córdoba em Fernando – e ainda dar cartão amarelo para o palmeiranse, entendendo que ele se jogou no lance – e expulsar o volante e Barijho, em um lance plácido diante da truculência da partida. Marcos operou mais alguns milagres e a defesa palmeirense segurou bem o resto da partida para garantir o empate.

O jogo da volta será na próxima quarta-feira, no Palestra Itália. Fica com a vaga na decisão o time que vencer o confronto, por qualquer diferença. Empate leva a decisão para os pênaltis e repete fielmente a final do torneio de 2000, vencido pelo Boca no campo do adversário. Esse 2 a 2 repete, inclusive, o placar do primeiro jogo da final de 2000, na mesma Bombonera. Enquanto o clube mais popular da Argentina defende o título da Libertadores, o Palmeiras tenta repetir o feito do São Paulo no começo dos anos 90 (92, 93 e 94) e chegar à terceira final consecutiva no torneio sul-americano.



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