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Preso líder do PCC acusado de chacina em São Paulo



14/04/2006 | 08:22


Um dos mais ativos e violentos chefes do crime organizado no Estado de São Paulo foi preso quinta-feira enquanto caminhava de chinelos, bermuda e camiseta em uma avenida na zona Norte de São Paulo. Ele foi levado para um Centro de Detenção Provisória. Marcelo Vieira, 34 anos, o Capetinha, era o piloto, espécie de gerente, do PCC (Primeiro Comando da Capital) para toda aquela região da cidade. No entanto, no começo do mês, ele se tornou suspeito de ser o mandante da morte de quatro rivais de outra facção criminosa. Desde então, três departamentos da Polícia Civil e o serviço reservado da Polícia Militar faziam de tudo para capturá-lo. Os homens do reservado chegaram primeiro. Às 11h30, foram avisados de que Capetinha estava na avenida Elísio Teixeira Leite, na Vila Brasilândia.

Os policiais verificaram que o suspeito era parecido com o líder do PCC e chamaram colegas do patrulhamento fardado para que o detivessem. Primeiro chegou um Corsa com dois PMs. Capetinha trazia uma identidade falsa em nome de João Marcos de Oliveira. Pensou tratar-se de mais uma revista de rotina e que logo seria liberado. Só percebeu que ia ser preso quando chegaram mais dois policiais em motos e uma Blazer da Força Tática da PM.

Mais tarde, os policiais souberam que o criminoso estava acompanhado por dois seguranças, que fugiram quando o Tático Móvel chegou. Levado para o 45ªDP, Capetinha foi autuado em flagrante sob a acusação de uso de documento falso. Enquanto isso, a delegacia foi cercada por 50 policiais armados com submetralhadoras, fuzis e espingardas. A rua foi bloqueada e ninguém podia passar. Temia-se um resgate ou um ataque ao prédio.

Crimes – É imensa a lista de crimes de que é acusado Capetinha. “Faz dois anos que ele estava unificando o tráfico de drogas na região”, disse o delegado Darci Sassi, titular da 4ªDelegacia Seccional. Capetinha foi indiciado sob a acusação de participar do maior seqüestro ocorrido no Estado em 2005, o do empresário C.B.J., 23 anos, em Guarulhos. O resgate de R$ 1,8 milhão pago pela família serviu para financiar o tráfico de drogas.

Neste ano, o criminoso foi apontado como o mandante dos ataques contra policiais militares e bases da PM em São Paulo, depois do fracasso do plano de resgate de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o líder máximo do PCC preso em Presidente Bernardes, interior de SP. Nos ataques, dois policiais e uma mulher foram mortos.

Em 3 de abril ocorreu a chacina que chamou mais uma vez a atenção da polícia para Capetinha. Ela teve como vítimas quatro integrantes do CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), facção rival do PCC. O crime ocorreu na Serra da Cantareira, na zona Norte. As vítimas foram seqüestradas em Guarulhos, em 31 de março, e mantidas em cativeiro antes de serem mortas a machadadas. Duas pessoas sobreviveram ao crime.

A PM o aponta como integrante do PCC desde 1999. “Suspeitamos da participação dele no resgate do ET (Alexandre Pires Ferreira) e do Pateta (José Carlos Rabelo)”, disse o coronel José Roberto Marques, comandante do Policiamento da Capital. ET e Pateta são dois dos maiores ladrões do país. Hoje presos, eles foram resgatados em 2001 na avenida Castelo Branco, em uma ação que deixou um PM morto.

Conseqüências – A prisão Capetinha pode abrir uma guerra pelo domínio do tráfico de drogas na zona Norte de São Paulo. Por enquanto, o traficante mais cotado para assumir seu lugar é conhecido como Alec de Taipas ou Alequinho, que domina a venda de drogas em Parada de Taipas e é ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Além dele, a polícia procura o traficante conhecido como Querosene, chefe do tráfico na Favela da Funerária. Além das drogas, há outro espólio em disputa com a prisão de Capetinha. É que ele seria o responsável por cuidar dos interesses do PCC no lucrativo mercado de lotações clandestinas.


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Preso líder do PCC acusado de chacina em São Paulo


14/04/2006 | 08:22


Um dos mais ativos e violentos chefes do crime organizado no Estado de São Paulo foi preso quinta-feira enquanto caminhava de chinelos, bermuda e camiseta em uma avenida na zona Norte de São Paulo. Ele foi levado para um Centro de Detenção Provisória. Marcelo Vieira, 34 anos, o Capetinha, era o piloto, espécie de gerente, do PCC (Primeiro Comando da Capital) para toda aquela região da cidade. No entanto, no começo do mês, ele se tornou suspeito de ser o mandante da morte de quatro rivais de outra facção criminosa. Desde então, três departamentos da Polícia Civil e o serviço reservado da Polícia Militar faziam de tudo para capturá-lo. Os homens do reservado chegaram primeiro. Às 11h30, foram avisados de que Capetinha estava na avenida Elísio Teixeira Leite, na Vila Brasilândia.

Os policiais verificaram que o suspeito era parecido com o líder do PCC e chamaram colegas do patrulhamento fardado para que o detivessem. Primeiro chegou um Corsa com dois PMs. Capetinha trazia uma identidade falsa em nome de João Marcos de Oliveira. Pensou tratar-se de mais uma revista de rotina e que logo seria liberado. Só percebeu que ia ser preso quando chegaram mais dois policiais em motos e uma Blazer da Força Tática da PM.

Mais tarde, os policiais souberam que o criminoso estava acompanhado por dois seguranças, que fugiram quando o Tático Móvel chegou. Levado para o 45ªDP, Capetinha foi autuado em flagrante sob a acusação de uso de documento falso. Enquanto isso, a delegacia foi cercada por 50 policiais armados com submetralhadoras, fuzis e espingardas. A rua foi bloqueada e ninguém podia passar. Temia-se um resgate ou um ataque ao prédio.

Crimes – É imensa a lista de crimes de que é acusado Capetinha. “Faz dois anos que ele estava unificando o tráfico de drogas na região”, disse o delegado Darci Sassi, titular da 4ªDelegacia Seccional. Capetinha foi indiciado sob a acusação de participar do maior seqüestro ocorrido no Estado em 2005, o do empresário C.B.J., 23 anos, em Guarulhos. O resgate de R$ 1,8 milhão pago pela família serviu para financiar o tráfico de drogas.

Neste ano, o criminoso foi apontado como o mandante dos ataques contra policiais militares e bases da PM em São Paulo, depois do fracasso do plano de resgate de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, o líder máximo do PCC preso em Presidente Bernardes, interior de SP. Nos ataques, dois policiais e uma mulher foram mortos.

Em 3 de abril ocorreu a chacina que chamou mais uma vez a atenção da polícia para Capetinha. Ela teve como vítimas quatro integrantes do CRBC (Comando Revolucionário Brasileiro da Criminalidade), facção rival do PCC. O crime ocorreu na Serra da Cantareira, na zona Norte. As vítimas foram seqüestradas em Guarulhos, em 31 de março, e mantidas em cativeiro antes de serem mortas a machadadas. Duas pessoas sobreviveram ao crime.

A PM o aponta como integrante do PCC desde 1999. “Suspeitamos da participação dele no resgate do ET (Alexandre Pires Ferreira) e do Pateta (José Carlos Rabelo)”, disse o coronel José Roberto Marques, comandante do Policiamento da Capital. ET e Pateta são dois dos maiores ladrões do país. Hoje presos, eles foram resgatados em 2001 na avenida Castelo Branco, em uma ação que deixou um PM morto.

Conseqüências – A prisão Capetinha pode abrir uma guerra pelo domínio do tráfico de drogas na zona Norte de São Paulo. Por enquanto, o traficante mais cotado para assumir seu lugar é conhecido como Alec de Taipas ou Alequinho, que domina a venda de drogas em Parada de Taipas e é ligado ao Primeiro Comando da Capital.

Além dele, a polícia procura o traficante conhecido como Querosene, chefe do tráfico na Favela da Funerária. Além das drogas, há outro espólio em disputa com a prisão de Capetinha. É que ele seria o responsável por cuidar dos interesses do PCC no lucrativo mercado de lotações clandestinas.

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