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Anônimos se misturam na 80ª São Silvestre


Kati Dias
Especial para o Diário

26/12/2004 | 15:48


Finalizar o ano velho em grande estilo é a meta da maior parte dos anônimos do Grande ABC que animarão a 80ª edição da Corrida Internacional de São Silvestre, com largada no último dia de 2004, a partir das 15h, na prova feminina, e às 17h, na masculina. Neste ano, a competição completará 80 anos de existência como uma das provas mais tradicionais do país.

Enquanto os corredores profissionais brasileiros terão de enfrentar mais uma dura batalha com os quenianos – especialistas em provas de longa distância, com o incentivo na conquista de R$ 100 mil em prêmios (a serem distribuídos entre os campeões até a quinta colocação, nas categorias masculina e feminina) –, os atletas da região querem superar os 15 quilômetros de percurso, a temida subida da avenida Brigadeiro Luiz Antonio e cruzar a linha de chegada.

O empresário César Hansen, de 45 anos, que enfrentará o trajeto pela primeira vez, sabe que não será fácil. Mesmo assim, não se arrependeu de trocar a tradicional viagem com a família para o interior para correr a São Silvestre. “Participar da prova é uma confraternização especial e de encerrar este ano em alto astral”, disse Hansen.

Para outros, a competição é uma velha companheira de final de ano. Encaram a São Silvestre como uma forma de superar os próprios limites. O engenheiro Marcos Pessoa, 45 anos, correrá a São Silvestre pela quarta vez, e deseja superar a marca de 1h03 minutos obtida no ano passado. Pessoa sabe, porém, que melhorar o tempo será muito difícil. “Só os profissionais levam a sério o objetivo de diminuir a marca. Bem que gostaria, mas também quero comemorar o final de mais um ano com outros corredores”, disse Pessoa.

O técnico de segurança Pedro Galvão da Silva, 43 anos, completará a 25ª largada na 80ª edição da prova. Diferentemente dos colegas, se sente incomodado com a aglomeração de pessoas que estão muito mais preocupadas em se divertir do que levar a prova a sério. “Correr a São Silvestre já foi melhor. O tumulto acaba atrapalhando o desenvolvimento de quem deseja fazer um bom tempo”, afirmou Silva.

Preparação – Mesmo os atletas amadores levam a preparação para a São Silvestre com seriedade e seguem à risca a orientação de personal trainners e professores de academia. Pessoa e Silva enfrentaram o mau tempo e não abandonaram os treinamentos diários no Parque Celso Daniel. Nem deram pausa para o Natal. “Corro no parque com sol ou chuva”, revelou Pessoa.

Já os médicos Luiz Antônio Schiavon e Edson Vilar, ambos com 51 anos, dão exemplo aos pacientes e reservam três horas diárias para os treinamentos. Para os corredores amadores é um jeito de manter a forma física e a participação em corridas de rua foi conseqüencia do trabalho. “Correr foi o melhor exercício que encontrei para me preparar fisicamente”, disse Vilar. Schiavon vai participar da prova paulista pela segunda vez, já Vilar disputa pela terceira vez.

Os médicos encaram a atividade física como uma prática divertida. “Com o tempo, a corrida deixa de ser uma necessidade e se transforma em obrigação. Eliminei 16 kg (de 86 kg foi para 70 kg) desde que comecei a treinar”, disse Schiavon.



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