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Supla retrata universo à parte em ‘Político e Pirata


Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

17/11/2002 | 17:54


Passada toda a euforia criada por sua participação no primeiro Casa dos Artistas, do SBT, o cantor Supla lança novo disco de inéditas. É Político e Pirata (Abril Music, R$ 12,90 nas bancas) que, apesar do título, não tem a política como foco principal de seu discurso.   

O mundo retratado pelo “punk” é quase um universo à parte, repleto de cores, imagens, mensagens. Supla, retratado de várias formas no encarte (em desenhos) e com um visual caracterizado pelo tapa-olho e o cabelo metade preto, metade loiro, aparece mais como um personagem que um cantor e compositor.   

“Eu sou um personagem, e não há nenhum problema nisso. Minha inspiração, no começo, eram artistas como o Alice Cooper”, diz Supla. Foi ele mesmo quem pediu para fazer o encarte colorido e repleto de desenhos. Também foi dele a idéia de colocar várias vinhetas para inserir o público no “clima” das músicas.   

Assim, Político e Pirata inicia com uma vinheta do “capitão Supla” anunciando a “terra da hipocrisia” à vista. Na música, questiona quem são os políticos e quem os piratas. “Hoje em dia você não sabe quem é político ou pirata. Eu não vou citar nomes, porque eles sabem quem são. A eleição tomou conta deles”, afirma.   

O outro recado sério ele manda para a garotada em Assinei o Contrato, pedindo para os candidatos a músico prestarem muita atenção antes de se prenderem a uma gravadora. Esta faixa conta com a participação da jornalista Lilian Wite Fibe, fazendo perguntas ao cantor. “Quando eu a convidei, ela disse ‘Supla, você está um bom marqueteiro!.”   

Mas a garotada deve se interessar pela história do Amigo Hambúguer, aquele sujeito que pede tudo na lanchonete mas “na carteira não tem nada, só uma desculpa esfarrapada”.   

Supla ainda fala sobre vampiros – ele jura que a música foi feita antes da novela O Beijo do Vampiro –, sobre virgens (As Virgens) e ainda coloca duas versões, Acorrentado e Acorrentada, para o quadro homônimo do Caldeirão do Huck. A música nada mais é que um rearranjo de Encoleirado.   

O CD pode até atrair o público mais jovem, pelo teor engraçado e descontraído. Mas não dá para levar a sério como arte. Supla é personagem, é puro entretenimento.



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Supla retrata universo à parte em ‘Político e Pirata

Gislaine Gutierre
Do Diário do Grande ABC

17/11/2002 | 17:54


Passada toda a euforia criada por sua participação no primeiro Casa dos Artistas, do SBT, o cantor Supla lança novo disco de inéditas. É Político e Pirata (Abril Music, R$ 12,90 nas bancas) que, apesar do título, não tem a política como foco principal de seu discurso.   

O mundo retratado pelo “punk” é quase um universo à parte, repleto de cores, imagens, mensagens. Supla, retratado de várias formas no encarte (em desenhos) e com um visual caracterizado pelo tapa-olho e o cabelo metade preto, metade loiro, aparece mais como um personagem que um cantor e compositor.   

“Eu sou um personagem, e não há nenhum problema nisso. Minha inspiração, no começo, eram artistas como o Alice Cooper”, diz Supla. Foi ele mesmo quem pediu para fazer o encarte colorido e repleto de desenhos. Também foi dele a idéia de colocar várias vinhetas para inserir o público no “clima” das músicas.   

Assim, Político e Pirata inicia com uma vinheta do “capitão Supla” anunciando a “terra da hipocrisia” à vista. Na música, questiona quem são os políticos e quem os piratas. “Hoje em dia você não sabe quem é político ou pirata. Eu não vou citar nomes, porque eles sabem quem são. A eleição tomou conta deles”, afirma.   

O outro recado sério ele manda para a garotada em Assinei o Contrato, pedindo para os candidatos a músico prestarem muita atenção antes de se prenderem a uma gravadora. Esta faixa conta com a participação da jornalista Lilian Wite Fibe, fazendo perguntas ao cantor. “Quando eu a convidei, ela disse ‘Supla, você está um bom marqueteiro!.”   

Mas a garotada deve se interessar pela história do Amigo Hambúguer, aquele sujeito que pede tudo na lanchonete mas “na carteira não tem nada, só uma desculpa esfarrapada”.   

Supla ainda fala sobre vampiros – ele jura que a música foi feita antes da novela O Beijo do Vampiro –, sobre virgens (As Virgens) e ainda coloca duas versões, Acorrentado e Acorrentada, para o quadro homônimo do Caldeirão do Huck. A música nada mais é que um rearranjo de Encoleirado.   

O CD pode até atrair o público mais jovem, pelo teor engraçado e descontraído. Mas não dá para levar a sério como arte. Supla é personagem, é puro entretenimento.

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