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Produção de algodão agroecológico aumenta no Nordeste


Isabela Fraga
Ciência Hoje/RJ

22/02/2010 | 07:01


Um tipo diferente de cultivo tem ocupado as plantações de mais de 600 famílias residentes no semiárido nordestino: o algodão agroecológico. Essa forma de produção, que se diferencia da forma tradicional por não utilizar agrotóxicos ou fertilizantes químicos, vem sendo incentivada pela Embrapa (Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária), juntamente com outras entidades de agricultores e organizações não governamentais. O objetivo é a revitalização da cotonicultura na região, que teve seu auge no fim da década de 1970, quando havia mais de 3 milhões de hectares voltados para esse cultivo.

O projeto vem sendo implementado junto com agricultores familiares do Estado da Paraíba, mas deve se disseminar para outras regiões. As pesquisas estão voltadas às estratégias de convivência com a praga do bicudo (Anthonomus grandis), inseto que infesta as plantações e que foi uma das razões para a queda de produção. Além disso, envolvem a otimização da produção, bem como a criação de novas variedades de algodão e formas de cultivo intercalado.

Segundo Melchior Naelson Batista, pesquisador da Embrapa Algodão e responsável pelo projeto, o trabalho com biofertilizantes tem dado bons resultados. Já para driblar o bicudo, afirma ele, a estratégia mais eficiente é o plantio das sementes na época adequada, com espaçamento largo entre as fileiras.

MAIS RENDA E DEMANDA - Além de ser ambientalmente sustentável, a produção de algodão agroecológico constitui-se em importante fonte de renda para as famílias nordestinas. E não é para menos: enquanto o quilo de pluma do algodão tradicional foi vendido por R$ 2,70 em 2008, o tipo produzido pelas famílias participantes do projeto teve valor de R$ 5 a R$ 6, no mesmo período.

"A colheita do algodão ocorre no período mais seco do ano", complementa Batista. "Assim, as famílias produtoras conseguem ter renda em um momento crítico para a agricultura."



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