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Faculdade de Medicina, 30 anos, amplia atendimento à comunidade


Adriana Gomes
Do Diário do Grande ABC

27/11/2005 | 08:04


A Faculdade de Medicina do ABC, mantida pela Fundação do ABC e referência na região para serviços especializados na área de saúde, reserva muitas boas novas para a comunidade já a partir deste final de ano, quando é comemorado os 30 anos de reconhecimento oficial do curso. Entre as novidades, a inauguração do Instituto da Pele – no primeiro semestre do ano que vem – com serviços especiais na área de Dermatologia, e o gerenciamento do Pronto-Socorro Central de São Bernardo, com o objetivo de melhoria da qualidade do atendimento ao público. Também está em andamento a ampliação do atendimento aos pacientes de planos de saúde, com novas empresas credenciadas ou em fase de credenciamento. Nada mal para uma instituição que, há não muito tempo, foi considerada economicamente inviável e que não contava com o reconhecimento da população.

Hoje, o prestígio da Medicina ABC é demonstrado em números: ao final deste ano, é projetado balanço com indicativo de 130 mil atendimentos, entre consultas, exames, partos, cirurgias e outros procedimentos, no campus de Santo André e nos hospitais-escola conveniados, como o Mário Covas, em Santo André, e HMU (Hospital Municipal Universitário), em São Bernardo. No ano passado, foram 100 mil. E o crescimento não se deve à nova modalidade de atendimento, que inclui convênios médicos, visto que essa parcela ainda representa algo em torno de 3% do total de procedimentos, confirmando que a vocação da Medicina ABC, de atendimento irrestrito e gratuito, não deverá se modificar tão cedo. Ou talvez nunca se modifique, se depender dos gestores, que mantêm firme o propósito de atender prioritariamente a população carente de recursos.

“É apenas uma nova fonte de receita para reinvestimentos que gerem mais recursos para a comunidade. Ficamos contentes que a aceitação ao atendimento por convênios seja tão boa. Além daqueles que já atendíamos quando criamos o serviço (em agosto deste ano) – Unimed, Caixa de Pensões de Santo André e outros específicos de empresas e sindicatos – fechamos com a Med Service e a Marítima. Também está em processo de credenciamento a Sulamérica e outras empresas”, adianta o médico Homero Nepomuceno Duarte, presidente da Fundação do ABC até fevereiro de 2006, quando um representante de São Bernardo passará a comandar a instituição, conforme rodízio previsto em regulamento. Duarte, representante de Santo André, está desde o início de 2004 no cargo. A Prefeitura de São Caetano é a outra administração a participar do rodízio, completando a gestão tríplice.

Instituto – A especialidade que deve ganhar destaque em 2006 na Faculdade de Medicina é a dermatologia. O Instituto da Pele vai fazer parte de novo complexo a ser erguido a partir de janeiro, com previsão de término até abril, segundo os cálculos do diretor da faculdade, o PhD Luiz Henrique Camargo Paschoal, titular da disciplina que já foi presidente da Sociedade Brasileira de Dermatologia. “Será mais um setor para atendimento especializado à população, com serviços de ponta. Afinal, nossa área de Dermatologia é considerada uma das melhores do Brasil”, afirma Paschoal.

O diretor da faculdade ainda comemora a abertura dos novos cursos, com primeiras turmas em 2006 – Terapia Ocupacional, Fisioterapia e Nutrição – que formam o primeiro traçado rumo ao projeto da Universidade de Ciências da Saúde. “Queremos organizar já em 2006 o vestibular para novo curso de Gestão em Saúde Ambiental. E até o final da minha gestão, nos próximos quatro anos, quero viabilizar o projeto da universidade. Hoje, por conta das exigências, demoramos quatro anos para conseguir aprovar cursos. Já na condição de universidade, teremos autonomia e as propostas de cursos serão aprovadas muito mais rapidamente”, explica Paschoal.

Mas já houve tempo em que a aprovação e o reconhecimento de um curso era muito mais demorada no Brasil. A primeira turma da Medicina ABC começou a estudar em 1969, e o reconhecimento oficial só veio em 1975. “O processo foi para Brasília, o pessoal se formou, e só seis anos depois veio o reconhecimento”, relembra João Paulo Aché de Freitas, 77 anos, único professor-fundador vivo da já tradicional Faculdade de Medicina do ABC, ainda hoje atuante na instituição.



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