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Empresas japonesas nao acreditam na desvalorizaçao


Do Diário do Grande ABC

08/02/1999 | 09:58


Apesar dos antecedentes ocorridos na Asia, as empresas japonesas instaladas no Brasil se viram afetadas pela desvalorizaçao do real, já que a maioria confiou no governo de Fernando Henrique Cardoso e nao se preocupou em preparar uma proteçao de suas posiçoes de câmbio contra um risco de uma desvalorizaçao, afirmou nesta segunda, em Tóquio, o presidente do JETRO (Japan External Trade Organisation), Noboru Hatakeyama.

``Todos acreditavam que o real continuaria ligado ao dólar norte-americano porque foi isso que o governo brasileiro prometeu'' assegurou Hatakeyama, durante um encontro com a imprensa estrangeira.

``Confiavam a tal ponto no governo brasileiro que sequer se protegeram contra o risco de uma desvalorizaçao'', explicou ainda Hatakeyama, ex-vice-ministro do MITI (ministério do Comércio Internacional e da Indústria). A desvalorizaçao do real, que perdeu até 40 % de seu valor frente ao dólar, penaliza as empresas que importam do Japao.

``As elevadas taxas de juros também sao um problema para as empresas japonesas, já que a demanda interna se retraiu muito severamente'', acrescentou o presidente do JETRO.

Em relaçao ao futuro de suas atividades no Brasil, as empresas japonesas optaram por ``esperar para ver'', assegura Hatakeyama.

O Japao contribuiu com US$ 1,25 bilhao para o plano de apoio internacional de US$ 41,5 bilhoes, liderado pelo FMI e concedido ao Brasil no final do ano passado.

No entanto, este plano nao pôde evitar a flutuaçao e rápida desvalorizaçao da moeda brasileira no início de janeiro passado.



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Empresas japonesas nao acreditam na desvalorizaçao

Do Diário do Grande ABC

08/02/1999 | 09:58


Apesar dos antecedentes ocorridos na Asia, as empresas japonesas instaladas no Brasil se viram afetadas pela desvalorizaçao do real, já que a maioria confiou no governo de Fernando Henrique Cardoso e nao se preocupou em preparar uma proteçao de suas posiçoes de câmbio contra um risco de uma desvalorizaçao, afirmou nesta segunda, em Tóquio, o presidente do JETRO (Japan External Trade Organisation), Noboru Hatakeyama.

``Todos acreditavam que o real continuaria ligado ao dólar norte-americano porque foi isso que o governo brasileiro prometeu'' assegurou Hatakeyama, durante um encontro com a imprensa estrangeira.

``Confiavam a tal ponto no governo brasileiro que sequer se protegeram contra o risco de uma desvalorizaçao'', explicou ainda Hatakeyama, ex-vice-ministro do MITI (ministério do Comércio Internacional e da Indústria). A desvalorizaçao do real, que perdeu até 40 % de seu valor frente ao dólar, penaliza as empresas que importam do Japao.

``As elevadas taxas de juros também sao um problema para as empresas japonesas, já que a demanda interna se retraiu muito severamente'', acrescentou o presidente do JETRO.

Em relaçao ao futuro de suas atividades no Brasil, as empresas japonesas optaram por ``esperar para ver'', assegura Hatakeyama.

O Japao contribuiu com US$ 1,25 bilhao para o plano de apoio internacional de US$ 41,5 bilhoes, liderado pelo FMI e concedido ao Brasil no final do ano passado.

No entanto, este plano nao pôde evitar a flutuaçao e rápida desvalorizaçao da moeda brasileira no início de janeiro passado.

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