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Flagrante de pedofilia em São Bernardo


Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

24/09/2005 | 07:57


O programador de computadores Jean Daniel Ortega de Souza, 29 anos, foi preso quinta-feira à noite acusado de pedofilia perto do Terminal Ferrazópolis, em São Bernardo, quadrilátero conhecido como boca do lixo, onde há consumo de drogas e prostituição infantil, conforme denúncias feitas pelo Diário em junho. O programador foi flagrado por policiais militares, por volta das 22h30, com duas meninas de 11 anos dentro de seu Palio. A polícia diz que ele praticava atos libidinosos com as garotas. O carro estava estacionado na rua João Lotto, perto do Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC.

A polícia apreendeu no apartamento onde Souza mora com a mulher, na Vila Olga, diversos CD-ROMs e computadores com conteúdo pedófilo, incluindo imagens feitas pelo próprio acusado praticando sexo dentro do carro. Em uma das imagens analisadas, a polícia acredita que o programador estivesse com uma garota de 14 anos, amiga das duas meninas de 11 anos.

O programador foi detido após a polícia receber uma denúncia anônima. Policiais do 6º Batalhão foram informados que havia um carro suspeito estacionado na rua João Lotto.

Na camisa pólo preta que o programador vestia, havia manchas de esperma. O acusado disse aos policiais que estava apenas brincando com as meninas. No entanto, as duas contaram à polícia que estavam no Palio para fazer sexo oral e masturbarem o acusado.

As crianças declararam à polícia que estavam na esquina das ruas Pedro Setti e Marechal Deodoro, local de conhecida prostituição infantil, quando Souza parou o carro e perguntou se queriam ganhar mais dinheiro do que conseguiam ali. De acordo com depoimentos, elas aceitaram o convite, mediante pagamento de R$ 20 para uma delas fazer sexo oral e masturbação, enquanto a outra receberia R$ 15 para masturbar o acusado.

No apartamento do programador, a polícia apreendeu três CD-ROMs contendo imagens com pedofilia, incluindo cenas retiradas da internet. Outros 59 CD-ROMs foram apreendidos para análise do IC (Instituto de Criminalística), bem como dois HDs (hard disks) pertencentes ao acusado.

As meninas moram na favela da Vila Esperança, assim como a amiga de 14 anos. Em depoimento na delegacia, a garota de 14 anos disse que foi contratada por R$ 20, na última segunda-feira, para fazer sexo com o programador no mesmo local do flagrante. Ela disse também que as duas amigas de 11 anos assistiram ao ato de fora do carro.

As mães das duas meninas de 11 anos, bem como uma das crianças, negaram à reportagem a prostituição. "Eu fui com a minha amiga ao local para pedir dinheiro no semáforo. Eu nunca fiz programas. Ele ofereceu dinheiro e nós aceitamos. Foi a única vez", disse uma das crianças de 11 anos. "Não sei o que deu na cabeça dela. Eu pensei que tivesse ido para a igreja", afirmou a mãe, que é dona-de-casa.

"Ela me disse que ia brincar com uma amiga. Nunca pensei que pudesse se envolver nisso", contou a mãe da outra menina de 11 anos, que trabalha como doméstica.

"Vamos prestar toda a ajuda necessária para essas crianças, seja em nível psicológico ou físico", afirmou a conselheira tutelar de São Bernardo, Cleuza Santiago. Após as reportagens do Diário sobre a boca do lixo de São Bernardo, foi formada em julho uma força-tarefa englobando Conselho Tutelar, Ministério Público, polícias, ONGs e Prefeitura. Entretanto, o problema não acabou. "Vamos realizar ações integradas, que não podemos revelar, para tentar acabar com esse quadro", disse a conselheira.



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Flagrante de pedofilia em São Bernardo

Luciano Cavenagui
Do Diário do Grande ABC

24/09/2005 | 07:57


O programador de computadores Jean Daniel Ortega de Souza, 29 anos, foi preso quinta-feira à noite acusado de pedofilia perto do Terminal Ferrazópolis, em São Bernardo, quadrilátero conhecido como boca do lixo, onde há consumo de drogas e prostituição infantil, conforme denúncias feitas pelo Diário em junho. O programador foi flagrado por policiais militares, por volta das 22h30, com duas meninas de 11 anos dentro de seu Palio. A polícia diz que ele praticava atos libidinosos com as garotas. O carro estava estacionado na rua João Lotto, perto do Sindicato dos Metalúrgicos do Grande ABC.

A polícia apreendeu no apartamento onde Souza mora com a mulher, na Vila Olga, diversos CD-ROMs e computadores com conteúdo pedófilo, incluindo imagens feitas pelo próprio acusado praticando sexo dentro do carro. Em uma das imagens analisadas, a polícia acredita que o programador estivesse com uma garota de 14 anos, amiga das duas meninas de 11 anos.

O programador foi detido após a polícia receber uma denúncia anônima. Policiais do 6º Batalhão foram informados que havia um carro suspeito estacionado na rua João Lotto.

Na camisa pólo preta que o programador vestia, havia manchas de esperma. O acusado disse aos policiais que estava apenas brincando com as meninas. No entanto, as duas contaram à polícia que estavam no Palio para fazer sexo oral e masturbarem o acusado.

As crianças declararam à polícia que estavam na esquina das ruas Pedro Setti e Marechal Deodoro, local de conhecida prostituição infantil, quando Souza parou o carro e perguntou se queriam ganhar mais dinheiro do que conseguiam ali. De acordo com depoimentos, elas aceitaram o convite, mediante pagamento de R$ 20 para uma delas fazer sexo oral e masturbação, enquanto a outra receberia R$ 15 para masturbar o acusado.

No apartamento do programador, a polícia apreendeu três CD-ROMs contendo imagens com pedofilia, incluindo cenas retiradas da internet. Outros 59 CD-ROMs foram apreendidos para análise do IC (Instituto de Criminalística), bem como dois HDs (hard disks) pertencentes ao acusado.

As meninas moram na favela da Vila Esperança, assim como a amiga de 14 anos. Em depoimento na delegacia, a garota de 14 anos disse que foi contratada por R$ 20, na última segunda-feira, para fazer sexo com o programador no mesmo local do flagrante. Ela disse também que as duas amigas de 11 anos assistiram ao ato de fora do carro.

As mães das duas meninas de 11 anos, bem como uma das crianças, negaram à reportagem a prostituição. "Eu fui com a minha amiga ao local para pedir dinheiro no semáforo. Eu nunca fiz programas. Ele ofereceu dinheiro e nós aceitamos. Foi a única vez", disse uma das crianças de 11 anos. "Não sei o que deu na cabeça dela. Eu pensei que tivesse ido para a igreja", afirmou a mãe, que é dona-de-casa.

"Ela me disse que ia brincar com uma amiga. Nunca pensei que pudesse se envolver nisso", contou a mãe da outra menina de 11 anos, que trabalha como doméstica.

"Vamos prestar toda a ajuda necessária para essas crianças, seja em nível psicológico ou físico", afirmou a conselheira tutelar de São Bernardo, Cleuza Santiago. Após as reportagens do Diário sobre a boca do lixo de São Bernardo, foi formada em julho uma força-tarefa englobando Conselho Tutelar, Ministério Público, polícias, ONGs e Prefeitura. Entretanto, o problema não acabou. "Vamos realizar ações integradas, que não podemos revelar, para tentar acabar com esse quadro", disse a conselheira.

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