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Seci conquista 5º título em Santo André

Tradição de Ouro, campeã em 2011, ficou com o vice-campeonato; Lírios de Ouro é terceira


Natalia Fernandjes
do Diário do Grande ABC

23/02/2012 | 07:00


Não foi só o público que se rendeu aos encantos de O Nordeste Feito à Mão, samba-enredo da Seci deste ano. Os jurados também consagraram a escola de samba do Parque Capuava com o quinto título da história da agremiação no Grupo 1 de Santo André. Em 2013, o desfile da elite do Carnaval andreense terá sete escolas. Isso porque, além da Vila Alice, campeã do grupo B, a Leões de Ouro também alcançou o acesso. Já a Acadêmicos do Centreville, que perdeu 23 pontos por atraso na concentração, caiu para o Grupo 2.

A Tradição de Ouro, vencedora em 2011, ficou com o vice-campeonato. A escola, que falou sobre a inveja, empatou no número de pontos (179) com a Lírios de Ouro, que levou para a avenida todo o encanto do CD Brasileirinho, de Maria Bethânia. O desempate foi a nota do samba (melodia/letra), em que a primeira obteve 10 e 9,75, enquanto a segunda recebeu notas 9,5 e 10.

 A disputa pelo titulo foi acirrada. A cada novo quesito julgado aumentava a tensão das torcidas presentes no Ginásio Pedro Dell'Antonia na tarde de ontem, Seci e Tradição de Ouro tinham as maiores torcidas. A campeã perdeu meio ponto no item mestre-sala e porta- bandeira, enquanto a vice pecou no enredo (0,25 pontos), na fantasia (0,5) e no samba (0,25). A Lírios deixou a desejar, na visão dos jurados, nos adereços e alegorias (0,25), fantasia (0,25) e samba (0,5).

O título da Seci coroa a estreia de Ricardo Pereira, o mestre Ricca à frente da agremiação. Até o ano passado, ele respondia pela bateria nota 10, que obteve notas máximas pelo 11º ano consecutivo ontem. "Este foi o primeiro ano que desfilei como ritmista e não como mestre de bateria, mas a comunidade não deixou a desejar", comemorou, emocionado.

A conquista representa a união da comunidade diante dos obstáculos, segundo o presidente. "Tivemos um ano difícil por causa de mudanças na diretoria e trabalhamos em apenas três meses", comentou.

No desfile, acompanhado pela torcida apaixonada que lotou as arquibancadas e balançava bandeirinhas vermelhas, cerca de 400 integrantes mostraram ao público e jurados as belezas do artesanato no Nordeste. Além de Maria Bonita e Lampião, teve pau-de-arara, parque arqueológico e a representação da força do turismo nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

Pleiteantes

Apesar de a Asa Branca ter sido melhor do que a Império do Parque Novo Oratório entre as pleiteantes, 177,75 pontos contra 153,25, as duas desfilarão entre as escolas do Grupo 2 no próximo ano.

Uesa reconhece problemas com infraestrutura

O presidente da Uesa (União das Escolas de Samba de Santo André), Valter Belber, reconheceu que problemas com a infraestrutura deixaram o Carnaval andreense longe do ideal.

Houve atraso na montagem das arquibancadas e camarotes, do som e da iluminação do local. Tanto que no primeiro dia de Folia, no sábado, os desfiles começaram uma hora depois do previsto. Já no domingo, falha no som paralisou a festa por meia hora, antes da última apresentação.

Para Belber, esses problemas podem ser resolvidos com a antecipação da contratação da empresa responsável pelo serviço de infraestrutura. A liberação da verba, por parte da Prefeitura, ocorreu 18 dias antes do Carnaval. Com isso, a Uesa teve dificuldade de contratar. "Houve aquecimento do mercado e foi difícil conseguir empresa em tempo hábil. Pegamos a sobra do mercado", revela.

A localização do desfile também atrapalhou, segundo o presidente da Uesa. Apesar de ter sido decidido em comum acordo com a Prefeitura, a Avenida Firestone conta com comércios e indústrias, o que inviabiliza montagem antecipada de alguns itens da festa, esclarece Belber. "A finalização da arquibancada, por exemplo, só foi feita uma hora depois do previsto para começar o Carnaval", destaca.

Eleição

A Uesa passará por processo eleitoral neste ano e, se depender do atual presidente, a liga deverá ser renovada. "Não sou candidato. Coloquei meu cargo à disposição. É importante revezar", diz Belber.

No entanto, o presidente lembra que o mesmo aconteceu no último ano, porém ninguém se interessou pelo cargo. "Os presidentes das escolas podem ficar à vontade para indicar pessoas", pede.



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Seci conquista 5º título em Santo André

Tradição de Ouro, campeã em 2011, ficou com o vice-campeonato; Lírios de Ouro é terceira

Natalia Fernandjes
do Diário do Grande ABC

23/02/2012 | 07:00


Não foi só o público que se rendeu aos encantos de O Nordeste Feito à Mão, samba-enredo da Seci deste ano. Os jurados também consagraram a escola de samba do Parque Capuava com o quinto título da história da agremiação no Grupo 1 de Santo André. Em 2013, o desfile da elite do Carnaval andreense terá sete escolas. Isso porque, além da Vila Alice, campeã do grupo B, a Leões de Ouro também alcançou o acesso. Já a Acadêmicos do Centreville, que perdeu 23 pontos por atraso na concentração, caiu para o Grupo 2.

A Tradição de Ouro, vencedora em 2011, ficou com o vice-campeonato. A escola, que falou sobre a inveja, empatou no número de pontos (179) com a Lírios de Ouro, que levou para a avenida todo o encanto do CD Brasileirinho, de Maria Bethânia. O desempate foi a nota do samba (melodia/letra), em que a primeira obteve 10 e 9,75, enquanto a segunda recebeu notas 9,5 e 10.

 A disputa pelo titulo foi acirrada. A cada novo quesito julgado aumentava a tensão das torcidas presentes no Ginásio Pedro Dell'Antonia na tarde de ontem, Seci e Tradição de Ouro tinham as maiores torcidas. A campeã perdeu meio ponto no item mestre-sala e porta- bandeira, enquanto a vice pecou no enredo (0,25 pontos), na fantasia (0,5) e no samba (0,25). A Lírios deixou a desejar, na visão dos jurados, nos adereços e alegorias (0,25), fantasia (0,25) e samba (0,5).

O título da Seci coroa a estreia de Ricardo Pereira, o mestre Ricca à frente da agremiação. Até o ano passado, ele respondia pela bateria nota 10, que obteve notas máximas pelo 11º ano consecutivo ontem. "Este foi o primeiro ano que desfilei como ritmista e não como mestre de bateria, mas a comunidade não deixou a desejar", comemorou, emocionado.

A conquista representa a união da comunidade diante dos obstáculos, segundo o presidente. "Tivemos um ano difícil por causa de mudanças na diretoria e trabalhamos em apenas três meses", comentou.

No desfile, acompanhado pela torcida apaixonada que lotou as arquibancadas e balançava bandeirinhas vermelhas, cerca de 400 integrantes mostraram ao público e jurados as belezas do artesanato no Nordeste. Além de Maria Bonita e Lampião, teve pau-de-arara, parque arqueológico e a representação da força do turismo nos Estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Maranhão, Paraíba, Pernambuco e Piauí.

Pleiteantes

Apesar de a Asa Branca ter sido melhor do que a Império do Parque Novo Oratório entre as pleiteantes, 177,75 pontos contra 153,25, as duas desfilarão entre as escolas do Grupo 2 no próximo ano.

Uesa reconhece problemas com infraestrutura

O presidente da Uesa (União das Escolas de Samba de Santo André), Valter Belber, reconheceu que problemas com a infraestrutura deixaram o Carnaval andreense longe do ideal.

Houve atraso na montagem das arquibancadas e camarotes, do som e da iluminação do local. Tanto que no primeiro dia de Folia, no sábado, os desfiles começaram uma hora depois do previsto. Já no domingo, falha no som paralisou a festa por meia hora, antes da última apresentação.

Para Belber, esses problemas podem ser resolvidos com a antecipação da contratação da empresa responsável pelo serviço de infraestrutura. A liberação da verba, por parte da Prefeitura, ocorreu 18 dias antes do Carnaval. Com isso, a Uesa teve dificuldade de contratar. "Houve aquecimento do mercado e foi difícil conseguir empresa em tempo hábil. Pegamos a sobra do mercado", revela.

A localização do desfile também atrapalhou, segundo o presidente da Uesa. Apesar de ter sido decidido em comum acordo com a Prefeitura, a Avenida Firestone conta com comércios e indústrias, o que inviabiliza montagem antecipada de alguns itens da festa, esclarece Belber. "A finalização da arquibancada, por exemplo, só foi feita uma hora depois do previsto para começar o Carnaval", destaca.

Eleição

A Uesa passará por processo eleitoral neste ano e, se depender do atual presidente, a liga deverá ser renovada. "Não sou candidato. Coloquei meu cargo à disposição. É importante revezar", diz Belber.

No entanto, o presidente lembra que o mesmo aconteceu no último ano, porém ninguém se interessou pelo cargo. "Os presidentes das escolas podem ficar à vontade para indicar pessoas", pede.

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