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Paraíso alucinado


Ana Carolina Rodrigues
Do Diário do Grande ABC

06/03/2007 | 20:57


Quem resolveu prestigiar o capítulo de estréia de Paraíso Tropical, segunda-feira, na Globo, pode até ter tomado um susto. Depois de longos meses de uma trama arrastada no horário, a novela de Gilberto Braga trouxe para a faixa mais concorrida da emissora uma história composta por cenas ágeis, efeitos especiais e um texto denso que não deixou espaço para perda de tempo com imagens de paisagens e travellings intermináveis sobre o Rio de Janeiro ou pelas belas praias nordestinas.

Tudo bem que começo de novela é sempre meio parecido. É preciso apresentar de maneira rápida os personagens para que os telespectadores conheçam e se interessem pelo destino de cada um deles. Não se pode negar, no entanto, que o que se viu na tela durante a estréia de Paraíso Tropical tem muito a ver com o estilo de Gilberto Braga, que dificilmente deixa a trama se arrastar a ponto de transforma-se numa história morna e lenta.

E como não há tempo a perder, logo de cara o telespectador foi apresentado a Daniel, interpretado por um Fábio Assunção magro que de terno e gravata fez lembrar o vilão Renato Mendes, mesmo sendo o mocinho da vez. O encontro com Paula (Alessandra Negrini), ponto de partida para o romance que movimentará a novela, só não foi perfeito porque as cenas do acidente em que os dois se conhecem abusou da tecnologia digital e as imagens, inevitavelmente, ficaram fake demais – o windsurf de Assunção foi feito num simulador e as cenas gravadas numa piscina de ondas. O resto coube à computação gráfica.

Na pele de Olavo, Wagner Moura mostrou que tem a intenção de ser o vilão que vai tornar a vida de Daniel impossível. Resta saber se o ator terá fôlego para tal. Suas primeiras aparições não deixaram transparecer a energia necessária para o papel. De qualquer modo, o núcleo de Olavo promete bons momentos na tela. É que a mãe do rapaz, a trambiqueira Marion Novaes, é vivida por Vera Holtz, que logo na estréia já mostrou que criar confusões será o seu forte.

Do lado poderoso da trama, Antenor Cavalcanti, de Tony Ramos, passou a estréia toda gritando. Só quando estava ao lado da amante, o empresário parou um pouco, mas logo retomou seu posto. Se continuar assim, lá pelo segundo mês da novela nem o público nem as cordas vocais do ator aguentarão o personagem.

E para quem esperava muitas tomadas de sexo já logo de cara, Gilberto Braga apenas criou o clima anunciando o que vem por aí. Como a cafetina Amélia, Suzana Vieira surgiu na tela com um sotaque baiano que cismava em desaparecer e ressurgir de cinco em cinco minutos. Ainda bem que a atriz fará apenas uma participação na novela. Logo Amélia morrerá e colocará mais lenha na fogueira: dirá para Paula que ela não é sua filha.


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