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PT pune senadora que decidiu apoiar o PPS


Do Diário do Grande ABC

19/10/2000 | 00:03


Depois de mais de três horas de discussoes e debates acalorados, o diretório municipal do PT de Maceió determinou o afastamento imediato da senadora Heloísa Helena, líder da oposiçao no senado, que nao aceitou a posiçao de neutralidade do PT no segundo turno da eleiçao em Maceió, disputado pela prefeita Kátia Born, do PSB, e o deputado federal Régis Cavalcante, do PPS, que conseguiu levar a senadora para o seu palanque.

Para tentar evitar a proibiçao da sua participaçao na campanha do deputado Régis Cavalcante, a senadora Heloísa Helena pediu a intervençao do diretório nacional do PT na executiva de Maceió, que causou um racha no partido em Alagoas.

Durante o encontro, a tendência Trabalho do partido entregou um documento intitulado Em Defesa da Democracia no PT, que explicita as críticas à senadora Heloísa Helena, que é acusada de querer transformar o partido em um "balcao de negócios", desagregar o partido e ter uma posiçao de estrelismo em relaçao aos dirigentes e militantes do PT de Alagoas. Além disso, a nota lembra do perigo da intervençao no diretório municipal, que poderia enfraquecer o partido, como ocorreu com o diretório estadual do PT do Rio de Janeiro, que nao pôde lançar a candidatura de Wladimir Palmeira ao governo do Rio (em 1988).

"Infelizmente, algumas lideranças rompendo com a decisao democrática da Plenária, querem transformar o nosso partido em um balcao de negócios e resolveram apoiar descaradamente Régis. Nesse sentido, merece destaque a postura reprovável da senadora Heloísa Helena, que num arrobo de estrelismo tenta impor sua vontade, desprezando a decisao democrática dos militantes petistas de Maceió que disseram nao a Régis e a Kátia Born. E pior, blefa ao afirmar que a Executiva Nacional decidiu pelo apoio a Régis, o que seria uma intervençao, cassando o direito democrático da base decidir, o que poderá ocasionar um enfraquecimento do partido, como ocorreu no caso da cassaçao da candidatura Wladimir Palmeira ao governo do Rio de Janeiro", diz a nota.

Os dirigentes do PT de Maceió também decidiram pedir explicaçoes sobre as ameaças de intervençao no diretório municipal, reafirmaram a posiçao de neutralidade no segundo turno da eleiçao em Maceió, proibiram a participaçao de filiados na campanha eleitoral, além de entrar na Justiça Eleitoral com um pedido de suspensao da participaçao da senadora Heloísa Helena no horário político do candidato Régis Cavalcante.

Os dirigentes do PT também avaliaram a possibilidade de levar o caso da senadora Heloísa Helena para a Comissao de Ética do partido, mas, por maioria dos votos, ficou definido tratar esse assunto internamente, pois os líderes do PT avaliaram, no momento, o mais importante seria abafar a crise do partido.



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PT pune senadora que decidiu apoiar o PPS

Do Diário do Grande ABC

19/10/2000 | 00:03


Depois de mais de três horas de discussoes e debates acalorados, o diretório municipal do PT de Maceió determinou o afastamento imediato da senadora Heloísa Helena, líder da oposiçao no senado, que nao aceitou a posiçao de neutralidade do PT no segundo turno da eleiçao em Maceió, disputado pela prefeita Kátia Born, do PSB, e o deputado federal Régis Cavalcante, do PPS, que conseguiu levar a senadora para o seu palanque.

Para tentar evitar a proibiçao da sua participaçao na campanha do deputado Régis Cavalcante, a senadora Heloísa Helena pediu a intervençao do diretório nacional do PT na executiva de Maceió, que causou um racha no partido em Alagoas.

Durante o encontro, a tendência Trabalho do partido entregou um documento intitulado Em Defesa da Democracia no PT, que explicita as críticas à senadora Heloísa Helena, que é acusada de querer transformar o partido em um "balcao de negócios", desagregar o partido e ter uma posiçao de estrelismo em relaçao aos dirigentes e militantes do PT de Alagoas. Além disso, a nota lembra do perigo da intervençao no diretório municipal, que poderia enfraquecer o partido, como ocorreu com o diretório estadual do PT do Rio de Janeiro, que nao pôde lançar a candidatura de Wladimir Palmeira ao governo do Rio (em 1988).

"Infelizmente, algumas lideranças rompendo com a decisao democrática da Plenária, querem transformar o nosso partido em um balcao de negócios e resolveram apoiar descaradamente Régis. Nesse sentido, merece destaque a postura reprovável da senadora Heloísa Helena, que num arrobo de estrelismo tenta impor sua vontade, desprezando a decisao democrática dos militantes petistas de Maceió que disseram nao a Régis e a Kátia Born. E pior, blefa ao afirmar que a Executiva Nacional decidiu pelo apoio a Régis, o que seria uma intervençao, cassando o direito democrático da base decidir, o que poderá ocasionar um enfraquecimento do partido, como ocorreu no caso da cassaçao da candidatura Wladimir Palmeira ao governo do Rio de Janeiro", diz a nota.

Os dirigentes do PT de Maceió também decidiram pedir explicaçoes sobre as ameaças de intervençao no diretório municipal, reafirmaram a posiçao de neutralidade no segundo turno da eleiçao em Maceió, proibiram a participaçao de filiados na campanha eleitoral, além de entrar na Justiça Eleitoral com um pedido de suspensao da participaçao da senadora Heloísa Helena no horário político do candidato Régis Cavalcante.

Os dirigentes do PT também avaliaram a possibilidade de levar o caso da senadora Heloísa Helena para a Comissao de Ética do partido, mas, por maioria dos votos, ficou definido tratar esse assunto internamente, pois os líderes do PT avaliaram, no momento, o mais importante seria abafar a crise do partido.

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