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Editora lança obra de Cabral de Melo Neto


Alessandro Soares
Com Agências

14/05/2000 | 17:20


A editora Nova Fronteira está relançando a obra completa do poeta Joao Cabral de Melo Neto, autor de Morte e Vida Severina, morto em outubro do ano passado, aos 79 anos, como o maior poeta brasileiro. A editora dividiu o lançamento em duas partes, Serial e Antes (362 páginas, R$ 28) e A Educaçao pela Pedra e Depois (386 páginas, R$ 28), que saem junto com o CD Joao Cabral por Joao Cabral, com 20 de seus poemas e uma breve autobiografia lidos pelo próprio poeta (as ediçoes mais o CD custam R$ 56).

A editora preparou ainda um novo projeto gráfico para Morte e Vida Severina e Outros Poemas para Vozes (135 páginas, R$ 17), e lançou também Idéias Fixas de Joao Cabral de Melo Neto (152 páginas, R$ 17), compilaçao de suas idéias em forma de verbetes.

Joao Cabral nasceu em 6 de janeiro de 1920 em Recife (PE). Mudou-se para o Rio e, em 1945, foi nomeado diplomata, residindo em Sevilha, na Espanha. Em 1969, foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras.

Joao Cabral publicou seu primeiro livro no início dos anos 40. A importância de sua obra está na franca abertura para questoes sociais, com uma concepçao racionalista de poesia. Rigoroso e participante, se impoe por sua originalidade e personalidade marcantes com uma poética de tensoes constantes.

A crítica costuma apontá-lo de cerebral, sem emoçoes. Mas os versos secos e sem lirismo, que influenciaram a Geraçao de 45, se justificam pela busca de uma nova dimensao do ato de fazer poesia, sem o sentimentalismo típico da era pré-modernista. Por isso, o seu racional esconde os versos que vêm da alma, e a irracionalidade e a explosao de sua poesia.

Após sua morte, Joao Cabral nao deixou sucessor. Vinha sendo indicado há anos pela Academia Brasileira de Letras para o Nobel de Literatura, e era a única chance de o país levar o prêmio neste século. Com os relançamentos da Nova Fronteira, que já vendeu mais de 300 mil títulos de sua obra, Joao Cabral, pelo menos, nao está injustiçado.



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Editora lança obra de Cabral de Melo Neto

Alessandro Soares
Com Agências

14/05/2000 | 17:20


A editora Nova Fronteira está relançando a obra completa do poeta Joao Cabral de Melo Neto, autor de Morte e Vida Severina, morto em outubro do ano passado, aos 79 anos, como o maior poeta brasileiro. A editora dividiu o lançamento em duas partes, Serial e Antes (362 páginas, R$ 28) e A Educaçao pela Pedra e Depois (386 páginas, R$ 28), que saem junto com o CD Joao Cabral por Joao Cabral, com 20 de seus poemas e uma breve autobiografia lidos pelo próprio poeta (as ediçoes mais o CD custam R$ 56).

A editora preparou ainda um novo projeto gráfico para Morte e Vida Severina e Outros Poemas para Vozes (135 páginas, R$ 17), e lançou também Idéias Fixas de Joao Cabral de Melo Neto (152 páginas, R$ 17), compilaçao de suas idéias em forma de verbetes.

Joao Cabral nasceu em 6 de janeiro de 1920 em Recife (PE). Mudou-se para o Rio e, em 1945, foi nomeado diplomata, residindo em Sevilha, na Espanha. Em 1969, foi nomeado para a Academia Brasileira de Letras.

Joao Cabral publicou seu primeiro livro no início dos anos 40. A importância de sua obra está na franca abertura para questoes sociais, com uma concepçao racionalista de poesia. Rigoroso e participante, se impoe por sua originalidade e personalidade marcantes com uma poética de tensoes constantes.

A crítica costuma apontá-lo de cerebral, sem emoçoes. Mas os versos secos e sem lirismo, que influenciaram a Geraçao de 45, se justificam pela busca de uma nova dimensao do ato de fazer poesia, sem o sentimentalismo típico da era pré-modernista. Por isso, o seu racional esconde os versos que vêm da alma, e a irracionalidade e a explosao de sua poesia.

Após sua morte, Joao Cabral nao deixou sucessor. Vinha sendo indicado há anos pela Academia Brasileira de Letras para o Nobel de Literatura, e era a única chance de o país levar o prêmio neste século. Com os relançamentos da Nova Fronteira, que já vendeu mais de 300 mil títulos de sua obra, Joao Cabral, pelo menos, nao está injustiçado.

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