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Negócio da China afunda no marasmo

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Gabriela Germano
Da TV Press

06/01/2009 | 07:07


Miguel Falabella criou uma armadilha para si mesmo com Negócio da China. A história que idealizou é bem mais problemática do que os sérios percalços que já enfrentou desde a estreia até aqui. Muito já foi dito sobre a saída do protagonista Fábio Assunção e das mudanças que precisaram ser feitas para suprir essa ausência. O substituto seria Thiago Lacerda, mas isso já mudou e quem entra no folhetim é Dalton Vigh. São várias alterações em pouco tempo, mas nada é tão grave quanto o desgaste da trama central desenvolvida pelo autor. O mistério do pen-drive, que pula da mão de um personagem para outro e guarda o eixo principal da novela, é cansativo e não tem fôlego para segurar mais de uma centena de capítulos. E, sem tramas paralelas fortes, não há onde se agarrar para tornar o produto das seis da Globo mais interessante.

A situação chega a ser tão irônica que nos próprios diálogos das cenas, não são poucos os personagens que chegam a dizer "de novo essa história do ''pen-drive". Um sinal claro do marasmo, apesar de apenas três meses de exibição da novela. Os problemas se refletem nos números de audiência. Negócio da China não sai da casa dos 20 pontos, alcançando os melhores resultados quando marca 25, baixos para os padrões da emissora.

O brilhante núcleo de humor, sozinho, não pode fazer nada. Leona Cavalli, como Maralanis, garante os melhores momentos da novela dando seus shows de desafinação no El Chaparrito. Sua parceria com Edmar, de Ney Latorraca, não precisa de retoque algum. Os dois mostram um entrosamento natural em cena que é comovente. Mas um núcleo periférico não pode levar a novela em suas costas.

Se há um ponto positivo em Negócio da China, aliás, é a boa interpretação de alguns atores, como Bruna Marquezine, que interpreta Flor de Lyz, e até Cláudia Gimenez, que pegou o bonde andando e entrou na história na pele da misteriosa Violante.

Trazer novos personagens para o folhetim, inclusive, parece ser a arma que o autor utiliza nesse momento com a intenção de dar sobrevida à novela. Vide a entrada de Fernanda Rodrigues como a vilã Stelinha. Mas é um artifício frágil, já que a base de tudo é uma boa história. O que Miguel Falabella não soube fazer. Nos tempos atuais, em que a TV não reina mais sozinha e precisa se preocupar com horário de verão, internet e outros inúmeros fatores, o ideal é que o autor saiba criar inúmeras boas histórias para segurar um produto que permanece por tanto tempo no ar.

Por mais que queiram diminuir os holofotes sobre Grazi Massafera, a mocinha Livia, não adianta tentar jogar na moça a culpa pelo fracasso. A atriz novata está bem como a mãe atenciosa e até equilibra a chatice de seu filho metido a adulto Théo, de Eike Duarte.

Os diretores de novela, por sua vez, deveriam ser mais atenciosos ao dirigir crianças em cena para que elas fizessem realmente o papel de crianças, e não de tediosos projetos de jovens sabe-tudo. A corda sempre arrebenta para o lado mais fraco, mas Grazi não merece ser responsabilizada. Negócio da China é toda fraca. Só não vê quem não quer.



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