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Cardozo vai pedir prorrogaçao da CPI dos Fiscais


Do Diário do Grande ABC

09/05/1999 | 15:44


O presidente da Comissao Parlamentar de Inquérito (CPI) dos Fiscais, José Eduardo Martins Cardozo (PT) apresentará, esta semana, pedido de prorrogaçao dos trabalhos por mais três meses. "É impossível terminar tudo em 30 dias", justificou Cardozo. A decisao, porém, cabe ao plenário.

O pedido deve abrir uma disputa política na Casa, pois há uma articulaçao para impedir o prosseguimento das investigaçoes. A estratégia é fazer apenas os sacrifícios considerados inevitáveis e garantir uma resposta à sociedade frente às denúncias de corrupçao. Mesmo assim, Cardozo está otimista. "Há um clima favorável entre os membros da Comissao para a prorrogaçao", diz o petista.

A previsao inicial é de que a CPI seja encerrada por volta do dia 11 de junho, o que, segundo Cardozo, impediria a investigaçao de muitas denúncias. "Nao teremos tempo de trabalhar assuntos importantes, como o esquema do Plano de Atendimento à Saúde (PAS) e os funcionários fantasmas do Anhembi", exemplifica Cardozo. Dos membros da CPI, oficialmente apenas ele e Dalton Silvano (PSDB) sao totalmente favoráveis à prorrogaçao.

Consenso - O relator da CPI, Milton Leite (PMDB) afirma que no momento é prematuro falar em continuidade dos trabalhos. "Ainda teremos 30 dias pela frente", diz. Segundo ele, a decisao de continuar ou nao depende de um consenso entre os parlamentares. "É necessária uma grande discussao política entre todos os partidos", diz Leite.

Leite lembra que há vários pedidos paralelos de abertura de CPIs. "Assuntos que estao sendo tratados agora poderiam ser investigados em outras CPIs. "Nao é viável sobrecarregar o trabalho sendo que há outros pedidos de Comissoes na Casa", disse Leite.

O vereador Miguel Colasuonno (PPB) afirmou que a CPI só deve continuar caso nao atrapalhe os demais trabalhos do Legislativo. "A Câmara nao pode viver apenas em funçao da CPI" disse o pepebista. "A prorrogaçao só será viável caso haja uma conciliaçao com os demais trabalhos em plenário", completou. Ele admitiu que possa haver uma articulaçao para encerramento das investigaçoes o mais rápido possível. "É possível deduzir isso", disse Colasuonno.



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