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Médicos da Maternidade S. Mônica entram em greve


Do Diário do Grande ABC

30/09/1999 | 21:44


Depois da morte de 13 bebês recém-nascidos por suspeita de infecçao hospitalar, na maternidade Santa Mônica, a única que atende gestantes e bebês de alto risco da rede pública de Alagoas, um novo problema aumenta o caos no setor de saúde do estado. Em um documento enviado nesta quinta-feira à noite ao diretor do Hospital de Pronto Socorro de Maceió, Carlos Eugênio Rocha, um grupo de 41 médicos plantonistas decidiu paralisar o atendimento a partir das zero hora desta quinta-feira.

Os médicos alegam no documento que estao sem as mínimas condiçoes de trabalho, pois os equipamentos na sua maioria estao quebrados, o número de leitos foi reduzido devido a uma reforma que está acontecendo no hospital e, para completar, eles reclamam de quatro meses de atrasos nos salários - os médicos recebem R$ 800 por mês, em média.

O presidente do Sindicato dos médicos de Alagoas, Emanoel Fonseca, alega que desde o dia 15 de setembro a secretária de saúde de Alagoas, Amália Morim, foi informada das péssimas condiçoes no hospital de Pronto Socorro e disse que daria um prazo de 15 dias para regularizar os salários. Como a secretária nao tomou nenhuma providência, os médicos plantonistas decidiram pela paralisaçao.

Com a greve dos médicos, o atendimento de urgência à populaçao vai ser suspensa. "Infelizmente nao foi possível atender às exigências do nosso corpo médico, mas vamos tentar diminuir os efeitos da greve. Eu ainda nao sei o que fazer para resolver essa situaçao emergencial. Vou tentar, junto a hospitais do interior do estado, e médicos do hospital universitário, ver o que será possível. A situaçao é muito difícil e nao tenho como garantir o atendimento à populaçao", disse Carlos Eugênio.

Mortes de bebês-O diretor da maternidade Santa Mônica, José Robson Vieira, confirmou nesta quinta-feira que a morte dos recém-nascidos tenha sido ocasionado pela bactéria kleidisila pneumonia. "Pelos resultados dos primeiros exames que fizemos nas 13 crianças que faleceram no nosso berçário, pelo menos em quatro delas foi confirmado a presença dessa bactéria, mas só depois de exames mais apurados é que podemos ter certeza da causa dessas mortes. O mais triste é que nós temos mais quatro crianças que estao apresentando os mesmos sintomas e que podem morrer a qualquer momento. Elas nao têm mais esperança de vida. Infelizmente, morrerao".



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