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Barreira argentina dificulta acordo com Mercosul, diz UE



30/06/2010 | 07:07


A retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre a União Européia e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) está ameaçada por causa das barreiras argentinas contra a entrada de alimentos europeus em seu mercado, segundo afirmou o comissário europeu de Agricultura da UE, Dacian Ciolos. "Se persistem as medidas (de restrição ao comércio), as negociações com o Mercosul vão ser necessariamente afetadas", advertiu Ciolos, durante entrevista coletiva à imprensa, em Luxemburgo, após reunião do Conselho de Agricultura da UE.

Ciolos sugeriu ao governo argentino "ação clara e rápida" para desarmar as restrições comerciais. As declarações dele foram feitas concomitante ao início das primeiras reuniões técnicas entre os dois blocos, em Buenos Aires. A reunião de ontem é a primeira iniciativa concreta para reiniciar as conversações, interrompidas há seis anos, com vistas a alcançar um pacto de liberalização do comércio entre ambos os blocos. Contudo, o conselho de ministros da Agricultura da Europa ofuscou o encontro.

A reunião de Luxemburgo foi solicitada pela Grécia, que acusa a Argentina de reter na alfândega os pêssegos em conserva exportados para o mercado argentino. A Dinamarca foi outro país que também denunciou a Argentina por restringir a entrada de laticínios. Os dois países receberam apoio da França, Itália, Chipre, Romênia, Irlanda, Áustria, Polônia, Alemanha, Lituânia, Bulgária e Bélgica.

O comissário europeu detalhou que as medidas argentinas consistem em demoras para a entrega dos certificados de livre circulação da mercadoria. As ordens que impedem a concessão dos documentos partiram do secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, e já chegaram a afetar o Brasil.

Até pouco tempo atrás, a entrega era automática para as importações. Desde o mês passado, a Argentina é acusada pelos exportadores de outros países e de seus importadores de aplicar restrições informais à entrada de alimentos em seu mercado.



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Barreira argentina dificulta acordo com Mercosul, diz UE


30/06/2010 | 07:07


A retomada das negociações para um acordo de livre comércio entre a União Européia e o Mercosul (Argentina, Brasil, Paraguai e Uruguai) está ameaçada por causa das barreiras argentinas contra a entrada de alimentos europeus em seu mercado, segundo afirmou o comissário europeu de Agricultura da UE, Dacian Ciolos. "Se persistem as medidas (de restrição ao comércio), as negociações com o Mercosul vão ser necessariamente afetadas", advertiu Ciolos, durante entrevista coletiva à imprensa, em Luxemburgo, após reunião do Conselho de Agricultura da UE.

Ciolos sugeriu ao governo argentino "ação clara e rápida" para desarmar as restrições comerciais. As declarações dele foram feitas concomitante ao início das primeiras reuniões técnicas entre os dois blocos, em Buenos Aires. A reunião de ontem é a primeira iniciativa concreta para reiniciar as conversações, interrompidas há seis anos, com vistas a alcançar um pacto de liberalização do comércio entre ambos os blocos. Contudo, o conselho de ministros da Agricultura da Europa ofuscou o encontro.

A reunião de Luxemburgo foi solicitada pela Grécia, que acusa a Argentina de reter na alfândega os pêssegos em conserva exportados para o mercado argentino. A Dinamarca foi outro país que também denunciou a Argentina por restringir a entrada de laticínios. Os dois países receberam apoio da França, Itália, Chipre, Romênia, Irlanda, Áustria, Polônia, Alemanha, Lituânia, Bulgária e Bélgica.

O comissário europeu detalhou que as medidas argentinas consistem em demoras para a entrega dos certificados de livre circulação da mercadoria. As ordens que impedem a concessão dos documentos partiram do secretário de Comércio Interior da Argentina, Guillermo Moreno, e já chegaram a afetar o Brasil.

Até pouco tempo atrás, a entrega era automática para as importações. Desde o mês passado, a Argentina é acusada pelos exportadores de outros países e de seus importadores de aplicar restrições informais à entrada de alimentos em seu mercado.

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