Fechar
Publicidade

Sábado, 15 de Agosto

|

Max º Min º
Clima da Região Trânsito Assine Clube do Assinante Diário Virtual Login

Setecidades

setecidades@dgabc.com.br | 4435-8319

Projeto alternativo vai educar 5 mil crianças


Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

14/09/2001 | 21:48


  A Prefeitura de Santo André iniciou esta semana o Projeto Sementinha, trabalho educacional que deve beneficiar cerca de 5 mil crianças entre 4 e 6 anos excluídas da educação infantil na cidade. O programa começou na segunda-feira, com a formação de moradoras do Jardim Santo André que participarão como educadoras no projeto, desenvolvido inicialmente em Minas Gerais e trazido pela ONG (Organização Não Governamental) CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).

O projeto envolve as secretarias de Educação e de Integração Social, pois, além de incluir as crianças que estão fora da escola, as educadoras serão as moradoras das próprias comunidades, contratadas pelas frentes de trabalho da cidade. Cada educadora receberá um salário mínimo como remuneração pelo trabalho.

O Jardim Santo André é o primeiro bairro a receber o projeto, que depois será levado para o Parque Miami e bairros Cata Preta e Recreio da Borda do Campo. Ao todo, devem ser atendidas 5 mil crianças, com a contratação de 300 educadores. No Jardim Santo André, 24 moradoras são treinadas desde segunda-feira para atender entre 400 a 500 crianças.

“A idéia do programa é dar atendimento alternativo para as crianças entre 4 e 6 anos que não estão em escolas infantis. Como o Projeto Sementinha é reconhecido no Brasil e até em outros países, resolvemos optar por realizá-lo em Santo André, com o diferencial de aproveitar os moradores das próprias comunidades como educadores”, disse a secretária da Educação, Cleuza Repulho.

As 5 mil crianças que devem ser atendidas pelo programa estão na fila de espera por uma vaga em creches da Prefeitura. O investimento da Secretaria da Educação para atender essa demanda será de aproximadamente R$ 2,3 milhões, em um ano.

As aulas serão realizadas em centros comunitários e espaços públicos de Santo André. “A intenção é aproveitar os locais na comunidade, como é a essência do Projeto Sementinha”, afirmou Cleuza.

As moradoras selecionadas para participar do programa como educadoras têm renda familiar inferior a meio salário mínimo e estão na faixa etária entre 20 e 50 anos. “Além de ser um programa educativo, o Projeto Sementinha trabalha a integração social das famílias, pois dá oportunidade a esses moradores de voltar a trabalhar”, disse a secretária de Integração Social, Miriam Belchior.

O antropólogo Tião Rocha, presidente da CPCD, veio de Minas Gerais para aplicar o projeto em Santo André. “Em 1984, levantamos a questão se seria possível fazer educação sem escola. Depois, perguntamos se seria viável fazer uma escola embaixo de um pé de manga e, a partir disso, surgiu o projeto”, lembra Rocha.

O Projeto Sementinha surgiu, então, na cidade de Curvelo, em Minas Gerais, com a utilização de todos os espaços possíveis para trabalhar a educação das crianças de 4 a 6 anos. “Curvelo foi a porta de entrada para o sertão mineiro e, partir daí, desenvolvemos o projeto em várias cidades, até chegar a Moçambique e Guiné Bissau. Em Santo André, o princípio será o mesmo, já que os centros comunitários servirão de ponto de encontro, pois as atividades educacionais serão desenvolvidas em vários locais do bairro.

No projeto, as crianças aprendem a preparar pratos, brincam, além de participar de jogos e atividades que ajudam na educação”, disse Rocha.

As moradoras do Jardim Santo André acreditam no sucesso do programa. “Com certeza o projeto vai dar certo. A comunidade participa não por causa do dinheiro, apesar de ser uma ajuda a quem está desempregado, mas pelo fato de poder ajudar as crianças, o que é muito gratificante”, afirmou a dona de casa Lurdes Heloísa Benedito.



Comentários

Atenção! Os comentários do site são via Facebook. Lembre-se de que o comentário é de inteira responsabilidade do autor e não expressa a opinião do jornal. Comentários que violem a lei, a moral e os bons costumes ou violem direitos de terceiros poderão ser denunciados pelos usuários e sua conta poderá ser banida.

Projeto alternativo vai educar 5 mil crianças

Samir Siviero
Do Diário do Grande ABC

14/09/2001 | 21:48


  A Prefeitura de Santo André iniciou esta semana o Projeto Sementinha, trabalho educacional que deve beneficiar cerca de 5 mil crianças entre 4 e 6 anos excluídas da educação infantil na cidade. O programa começou na segunda-feira, com a formação de moradoras do Jardim Santo André que participarão como educadoras no projeto, desenvolvido inicialmente em Minas Gerais e trazido pela ONG (Organização Não Governamental) CPCD (Centro Popular de Cultura e Desenvolvimento).

O projeto envolve as secretarias de Educação e de Integração Social, pois, além de incluir as crianças que estão fora da escola, as educadoras serão as moradoras das próprias comunidades, contratadas pelas frentes de trabalho da cidade. Cada educadora receberá um salário mínimo como remuneração pelo trabalho.

O Jardim Santo André é o primeiro bairro a receber o projeto, que depois será levado para o Parque Miami e bairros Cata Preta e Recreio da Borda do Campo. Ao todo, devem ser atendidas 5 mil crianças, com a contratação de 300 educadores. No Jardim Santo André, 24 moradoras são treinadas desde segunda-feira para atender entre 400 a 500 crianças.

“A idéia do programa é dar atendimento alternativo para as crianças entre 4 e 6 anos que não estão em escolas infantis. Como o Projeto Sementinha é reconhecido no Brasil e até em outros países, resolvemos optar por realizá-lo em Santo André, com o diferencial de aproveitar os moradores das próprias comunidades como educadores”, disse a secretária da Educação, Cleuza Repulho.

As 5 mil crianças que devem ser atendidas pelo programa estão na fila de espera por uma vaga em creches da Prefeitura. O investimento da Secretaria da Educação para atender essa demanda será de aproximadamente R$ 2,3 milhões, em um ano.

As aulas serão realizadas em centros comunitários e espaços públicos de Santo André. “A intenção é aproveitar os locais na comunidade, como é a essência do Projeto Sementinha”, afirmou Cleuza.

As moradoras selecionadas para participar do programa como educadoras têm renda familiar inferior a meio salário mínimo e estão na faixa etária entre 20 e 50 anos. “Além de ser um programa educativo, o Projeto Sementinha trabalha a integração social das famílias, pois dá oportunidade a esses moradores de voltar a trabalhar”, disse a secretária de Integração Social, Miriam Belchior.

O antropólogo Tião Rocha, presidente da CPCD, veio de Minas Gerais para aplicar o projeto em Santo André. “Em 1984, levantamos a questão se seria possível fazer educação sem escola. Depois, perguntamos se seria viável fazer uma escola embaixo de um pé de manga e, a partir disso, surgiu o projeto”, lembra Rocha.

O Projeto Sementinha surgiu, então, na cidade de Curvelo, em Minas Gerais, com a utilização de todos os espaços possíveis para trabalhar a educação das crianças de 4 a 6 anos. “Curvelo foi a porta de entrada para o sertão mineiro e, partir daí, desenvolvemos o projeto em várias cidades, até chegar a Moçambique e Guiné Bissau. Em Santo André, o princípio será o mesmo, já que os centros comunitários servirão de ponto de encontro, pois as atividades educacionais serão desenvolvidas em vários locais do bairro.

No projeto, as crianças aprendem a preparar pratos, brincam, além de participar de jogos e atividades que ajudam na educação”, disse Rocha.

As moradoras do Jardim Santo André acreditam no sucesso do programa. “Com certeza o projeto vai dar certo. A comunidade participa não por causa do dinheiro, apesar de ser uma ajuda a quem está desempregado, mas pelo fato de poder ajudar as crianças, o que é muito gratificante”, afirmou a dona de casa Lurdes Heloísa Benedito.

Ao acessar você concorda com a nossa Política de Privacidade.


Para continuar, faça o seu login:


  • Aceito receber novidades e ofertas do Diário do Grande ABC e parceiros por
    correio eletrônico, mala direta, SMS ou outros meios de comunicação.


Ou acesse todo o conteúdo de forma ilimitada:

Veja como ter acesso a todo o conteúdo de forma ilimitada:

Copyright © 1995-2017 - Todos direitos reservados

;