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‘O Filho do Máskara’ é opção para as crianças


Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

15/04/2005 | 11:24


Uma máscara e uma miríade de efeitos especiais que conduzem a realidade para a caricatura. São esses os dois pontos de contato entre O Máskara (1994) e O Filho do Máskara, comédia que estréia nesta sexta-feira em cinco salas da região e é caronista do longa responsável por catapultar as carreiras de Jim Carrey e de Cameron Diaz, a loirinha cujos atributos talvez ainda não possuam    elogios correspondentes no dicionário. O filme-derivado não parece apresentar elenco ou qualidades assim tão promissores, a não ser que se considere a dublagem de Supla, o roqueiro-ex-primeiro-filho-e-ex-protagonista-de-reality-show que empresta a voz ao personagem Loki nas cópias faladas em português.

O Filho do Máskara, dirigido por Lawrence Guterman, está povoado por acertos de contas. O primeiro é da parte de uma família de deuses nórdicos, do chefão Odin (Bob Hoskins) a pegar no pé do filho Loki (Alan Cumming) e dele cobrar o resgate de uma máscara mítica perdida, que dá poderes ilimitados a seu portador – bem sabe quem viu o que fez no filme original Jim Carrey, munido das feições de látex e de um reboque de efeitos visuais.

O segundo acerto de contas é entre o cachorro Otis e um recém-nascido, filho de Tim (Jamie Kennedy), desenhista que está na base da cadeia criativa da agência de publicidade onde trabalha e que até então considerava a paternidade uma necessidade tão prioritária quanto enxugar gelo. O embate entre os dois xodós da casa se dá por ciúme, do canino em crise por ter de partilhar atenções com o bebê – e ambos estão turbinados com os poderes proporcionados pela máscara.

Duelos improváveis e/ou proverbiais, reprocessados como pano de fundo para um desfile sem baliza de estripulias computadorizadas, que dificilmente têm outra função a não ser colorir a tela; ou seja, nenhum compromisso narrativo ou virtude que o valha. Essa parece ser a especialidade do diretor Guterman, autor também do recente Como Cães e Gatos (2001) e o possível diretor de Artemis Fowl, adaptação dos livros juvenis de Eoin Colfer sobre um moleque filiado a clã de mafiosos, que se envolve com fadas e gnomos. Quem sabe o futuro não revele um bom artesão cinematográfico, como ocorreu com Brad Silberling depois de comandar a adaptação de Desventuras em Série.


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‘O Filho do Máskara’ é opção para as crianças

Cássio Gomes Neves
Do Diário do Grande ABC

15/04/2005 | 11:24


Uma máscara e uma miríade de efeitos especiais que conduzem a realidade para a caricatura. São esses os dois pontos de contato entre O Máskara (1994) e O Filho do Máskara, comédia que estréia nesta sexta-feira em cinco salas da região e é caronista do longa responsável por catapultar as carreiras de Jim Carrey e de Cameron Diaz, a loirinha cujos atributos talvez ainda não possuam    elogios correspondentes no dicionário. O filme-derivado não parece apresentar elenco ou qualidades assim tão promissores, a não ser que se considere a dublagem de Supla, o roqueiro-ex-primeiro-filho-e-ex-protagonista-de-reality-show que empresta a voz ao personagem Loki nas cópias faladas em português.

O Filho do Máskara, dirigido por Lawrence Guterman, está povoado por acertos de contas. O primeiro é da parte de uma família de deuses nórdicos, do chefão Odin (Bob Hoskins) a pegar no pé do filho Loki (Alan Cumming) e dele cobrar o resgate de uma máscara mítica perdida, que dá poderes ilimitados a seu portador – bem sabe quem viu o que fez no filme original Jim Carrey, munido das feições de látex e de um reboque de efeitos visuais.

O segundo acerto de contas é entre o cachorro Otis e um recém-nascido, filho de Tim (Jamie Kennedy), desenhista que está na base da cadeia criativa da agência de publicidade onde trabalha e que até então considerava a paternidade uma necessidade tão prioritária quanto enxugar gelo. O embate entre os dois xodós da casa se dá por ciúme, do canino em crise por ter de partilhar atenções com o bebê – e ambos estão turbinados com os poderes proporcionados pela máscara.

Duelos improváveis e/ou proverbiais, reprocessados como pano de fundo para um desfile sem baliza de estripulias computadorizadas, que dificilmente têm outra função a não ser colorir a tela; ou seja, nenhum compromisso narrativo ou virtude que o valha. Essa parece ser a especialidade do diretor Guterman, autor também do recente Como Cães e Gatos (2001) e o possível diretor de Artemis Fowl, adaptação dos livros juvenis de Eoin Colfer sobre um moleque filiado a clã de mafiosos, que se envolve com fadas e gnomos. Quem sabe o futuro não revele um bom artesão cinematográfico, como ocorreu com Brad Silberling depois de comandar a adaptação de Desventuras em Série.

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