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Baixas temperaturas são mais propensas para aneurisma

Divulgação Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Amanda Costa
Especial para o Diário OnLine

30/06/2016 | 11:16


O aneurisma cerebral é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro e que não apresenta sintomas anteriores enquanto está crescendo, por isso é difícil diagnosticá-lo.

Quando apresenta sinais, como náuseas, vômitos, perda de consciência e confusão mental, normalmente decorrentes do crescimento ou ruptura, pode ter consequências graves se não tratados com urgência. Em épocas de temperaturas mais baixas os casos aumentam.

Para o neurocirurgião Luiz Daniel Cetl, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), nos dias mais frios, nosso corpo procura regular a sensibilidade térmica e tenta se aquecer. “Por conta disso, há uma diminuição no diâmetro das artérias e veias, criando uma dificuldade para a passagem e circulação do sangue, o que pode contribuir para o rompimento de um aneurisma”, explica o especialista.

Quando o aneurisma provoca sangramento, é sinal de que houve o rompimento das artérias cerebrais, o que pode ocasionar a perda de consciência e uma terrível dor de cabeça. Dependendo da intensidade e da gravidade, ele pode levar à isquemia cerebral ou vasoespasmo, que são contrações involuntárias.

A auxiliar de crédito e cobrança, Zenilde Maria Mineli, 51 anos, teve aneurisma há 13 anos, no mês de julho. “Eu estava na casa de uma vizinha preparando coisas para um churrasco e então senti uma forte dor de cabeça e desmaiei. A princípio acharam que eu estava tendo um AVC (acidente vascular cerebral)”, relata. Ela foi levada ao hospital e fez cirurgia em que foi preciso cortar uma parte do osso para poder estancar o sangue. “A recuperação foi bem difícil, eu digo que renasci. Tive que aprender tudo de novo, a falar, a comer e a escrever com a mão esquerda porque todo lado direito paralisou. Passei muitos meses dopada de remédio e dependia de todos. Foi com força de vontade que passei a fazer as coisas sozinhas e tratamento com fisioterapia. Achava feio o buraco que tinha ficado na minha cabeça e quis fazer plástica. E assim fiz”, lembra a auxiliar, que hoje em dia trabalha normalmente e não vive mais a base de remédios.

As chances de quem já teve um aneurisma cerebral ter um novo são as mesmas de alguém que nunca teve. Os índices em homens e mulheres são bem próximos e a idade é mais prevalente é acima dos 45 anos.

O neurocirurgião da Unifesp explica que não tem como prevenir a doença, mas pessoas que fumam, por exemplo, têm maiores chances de fazer com que a artéria sangre. “Quem tem casos na família está mais propícios a ter um aneurisma cerebral. Por isso, não fumar e fazer acompanhamento com especialista, nestes casos, é recomendado.”

Se detectado antes do rompimento, o tratamento poder ser programado, mas quando diagnosticado após a ruptura, deve-se tratar com urgência. Em ambos os casos, o procedimento padrão é o tratamento microcirúrgico (cirurgia aberta com auxílio de microscópio cirúrgico) e, mais recentemente, vem crescendo a opção do tratamento endovascular (embolização).
 



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Baixas temperaturas são mais propensas para aneurisma

Amanda Costa
Especial para o Diário OnLine

30/06/2016 | 11:16


O aneurisma cerebral é uma dilatação que se forma na parede enfraquecida de uma artéria do cérebro e que não apresenta sintomas anteriores enquanto está crescendo, por isso é difícil diagnosticá-lo.

Quando apresenta sinais, como náuseas, vômitos, perda de consciência e confusão mental, normalmente decorrentes do crescimento ou ruptura, pode ter consequências graves se não tratados com urgência. Em épocas de temperaturas mais baixas os casos aumentam.

Para o neurocirurgião Luiz Daniel Cetl, da Unifesp (Universidade Federal de São Paulo), nos dias mais frios, nosso corpo procura regular a sensibilidade térmica e tenta se aquecer. “Por conta disso, há uma diminuição no diâmetro das artérias e veias, criando uma dificuldade para a passagem e circulação do sangue, o que pode contribuir para o rompimento de um aneurisma”, explica o especialista.

Quando o aneurisma provoca sangramento, é sinal de que houve o rompimento das artérias cerebrais, o que pode ocasionar a perda de consciência e uma terrível dor de cabeça. Dependendo da intensidade e da gravidade, ele pode levar à isquemia cerebral ou vasoespasmo, que são contrações involuntárias.

A auxiliar de crédito e cobrança, Zenilde Maria Mineli, 51 anos, teve aneurisma há 13 anos, no mês de julho. “Eu estava na casa de uma vizinha preparando coisas para um churrasco e então senti uma forte dor de cabeça e desmaiei. A princípio acharam que eu estava tendo um AVC (acidente vascular cerebral)”, relata. Ela foi levada ao hospital e fez cirurgia em que foi preciso cortar uma parte do osso para poder estancar o sangue. “A recuperação foi bem difícil, eu digo que renasci. Tive que aprender tudo de novo, a falar, a comer e a escrever com a mão esquerda porque todo lado direito paralisou. Passei muitos meses dopada de remédio e dependia de todos. Foi com força de vontade que passei a fazer as coisas sozinhas e tratamento com fisioterapia. Achava feio o buraco que tinha ficado na minha cabeça e quis fazer plástica. E assim fiz”, lembra a auxiliar, que hoje em dia trabalha normalmente e não vive mais a base de remédios.

As chances de quem já teve um aneurisma cerebral ter um novo são as mesmas de alguém que nunca teve. Os índices em homens e mulheres são bem próximos e a idade é mais prevalente é acima dos 45 anos.

O neurocirurgião da Unifesp explica que não tem como prevenir a doença, mas pessoas que fumam, por exemplo, têm maiores chances de fazer com que a artéria sangre. “Quem tem casos na família está mais propícios a ter um aneurisma cerebral. Por isso, não fumar e fazer acompanhamento com especialista, nestes casos, é recomendado.”

Se detectado antes do rompimento, o tratamento poder ser programado, mas quando diagnosticado após a ruptura, deve-se tratar com urgência. Em ambos os casos, o procedimento padrão é o tratamento microcirúrgico (cirurgia aberta com auxílio de microscópio cirúrgico) e, mais recentemente, vem crescendo a opção do tratamento endovascular (embolização).
 

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