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Lei Antifumo completa 2 anos e muda hábitos

Tiago Silva/DGABC Diário do Grande ABC - Notícias e informações do Grande ABC: Santo André, São Bernardo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra

Do Diário OnLine

06/08/2011 | 07:29


A lei antifumo completa dois anos em vigor em São Paulo amanhã. As restrições levaram os fumantes a modificar seus hábitos em locais públicos, o que incentivou, inclusive, muita gente a largar o vício.

É o caso de Mayara Pires, 24 anos. Acostumada a fumar em baladas, a produtora de moda viu na lei uma oportunidade para deixar o cigarro. "Antes fumava quatro ou cinco por noite. Com as novas regras, comecei a ficar com preguiça de ter que me deslocar para fumar. Às vezes estava frio, chovendo, não queria perder a música ou estava em conversa legal, por isso acabei parando."

No entanto, o que aconteceu com a jovem não é o mais comum, segundo especialistas consultados pelo Diário. "Para os fumantes, (a norma) serve mesmo para diminuir o número de cigarros consumidos. A restrição de fumar em locais públicos quer proteger principalmente quem não fuma, evitando doenças", explicou Ubiratan de Paula Santos, pneumologista do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Na luta contra o vício, o que realmente funciona é a força de vontade aliada à ajuda médica. "É importante que o paciente seja acompanhado por equipe multidisciplinar, que geralmente envolve cardiologista ou pneumologista, psicólogo, às vezes terapia de grupo, e, se necessário, fazer uso de medicação", explicou o diretor científico da regional ABCDM da Sociedade Paulista de Cardiologia e professor da Faculdade de Medicina do ABC, José Luís Aziz.

Na região, Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires disponibilizam o serviço. Apenas neste ano, foram atendidas 120 pessoas em Santo André e 70 em São Caetano. As demais administrações não informaram.

Os andreenses interessados nos programas antitabagistas devem se dirigir ao NAPS-AD (Núcleo de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), situado na Rua Gertrudes de Lima, 488, no Centro. Há fila de espera de dois meses. Já os moradores de São Caetano podem buscar ajuda no Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), na Avenida Senador Roberto Simonsen, 502, no bairro Santo Antônio.

Em Mauá, os atendimentos são realizados no CAPS-AD localizado na Rua Amirante Barroso, 496, no bairro Vila Bocaina. A espera passa dos três meses. Em Ribeirão, a ajuda também pode ser obtida no CAPS-AD, situado na Rua Aurora, 103, no bairro Vila Suissa. 

BITUQUEIRAS
O Grande ABC ainda não conta com as caixas bituqueiras - recipientes próprios para o descarte das bitucas de cigarro -, mas há planos para a instalação em São Caetano e em São Bernardo.

Para a conselheira da Comissão de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Sueli de Camargo, os fumantes se sentem incomodados ao jogar as bitucas na rua. "Tudo é questão de costume. A partir do momento em que as bituqueiras estiverem por perto, as pessoas irão utilizá-las", analisou.



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Lei Antifumo completa 2 anos e muda hábitos

Do Diário OnLine

06/08/2011 | 07:29


A lei antifumo completa dois anos em vigor em São Paulo amanhã. As restrições levaram os fumantes a modificar seus hábitos em locais públicos, o que incentivou, inclusive, muita gente a largar o vício.

É o caso de Mayara Pires, 24 anos. Acostumada a fumar em baladas, a produtora de moda viu na lei uma oportunidade para deixar o cigarro. "Antes fumava quatro ou cinco por noite. Com as novas regras, comecei a ficar com preguiça de ter que me deslocar para fumar. Às vezes estava frio, chovendo, não queria perder a música ou estava em conversa legal, por isso acabei parando."

No entanto, o que aconteceu com a jovem não é o mais comum, segundo especialistas consultados pelo Diário. "Para os fumantes, (a norma) serve mesmo para diminuir o número de cigarros consumidos. A restrição de fumar em locais públicos quer proteger principalmente quem não fuma, evitando doenças", explicou Ubiratan de Paula Santos, pneumologista do Instituto do Coração, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo.

Na luta contra o vício, o que realmente funciona é a força de vontade aliada à ajuda médica. "É importante que o paciente seja acompanhado por equipe multidisciplinar, que geralmente envolve cardiologista ou pneumologista, psicólogo, às vezes terapia de grupo, e, se necessário, fazer uso de medicação", explicou o diretor científico da regional ABCDM da Sociedade Paulista de Cardiologia e professor da Faculdade de Medicina do ABC, José Luís Aziz.

Na região, Santo André, São Caetano, Mauá e Ribeirão Pires disponibilizam o serviço. Apenas neste ano, foram atendidas 120 pessoas em Santo André e 70 em São Caetano. As demais administrações não informaram.

Os andreenses interessados nos programas antitabagistas devem se dirigir ao NAPS-AD (Núcleo de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), situado na Rua Gertrudes de Lima, 488, no Centro. Há fila de espera de dois meses. Já os moradores de São Caetano podem buscar ajuda no Caps-AD (Centro de Atenção Psicossocial - Álcool e Drogas), na Avenida Senador Roberto Simonsen, 502, no bairro Santo Antônio.

Em Mauá, os atendimentos são realizados no CAPS-AD localizado na Rua Amirante Barroso, 496, no bairro Vila Bocaina. A espera passa dos três meses. Em Ribeirão, a ajuda também pode ser obtida no CAPS-AD, situado na Rua Aurora, 103, no bairro Vila Suissa. 

BITUQUEIRAS
O Grande ABC ainda não conta com as caixas bituqueiras - recipientes próprios para o descarte das bitucas de cigarro -, mas há planos para a instalação em São Caetano e em São Bernardo.

Para a conselheira da Comissão de Sustentabilidade e Meio Ambiente da Ordem dos Advogados do Brasil de São Paulo, Sueli de Camargo, os fumantes se sentem incomodados ao jogar as bitucas na rua. "Tudo é questão de costume. A partir do momento em que as bituqueiras estiverem por perto, as pessoas irão utilizá-las", analisou.

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