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‘Chupa-cabra’ é usado para roubar dados em Sto.André


Fabrício Calado Moreira
Do Diário do Grande ABC

05/03/2006 | 07:50


Um chupa-cabra, notebook usado para obter ilegalmente dados de clientes de bancos, foi usado sábado por dois criminosos na agência do Itaú da Vila Gilda, em Santo André. A vítima, que não quis ser identificada, foi à agência por volta das 8h30, e lá foi orientada por um dos bandidos, que usava um terno e aparentava ser funcionário do banco, a usar um determinado caixa, onde estava instalado o equipamento de clonagem.

Após digitar no teclado da máquina informações como a senha da conta, data de aniversário e número de CPF, a vítima recebeu na tela a informação de que a operação estava indisponível no momento e de que deveria se dirigir ao caixa ao lado. Pouco depois de ir para outra máquina, a vítima relatou que entrou na agência um homem que retirou o falso caixa, alegando tratar-se de problema com o equipamento.

Foi quando a vítima percebeu que tratava-se de clonagem e seguiu o falso técnico do banco até a rua. Quando o bandido ia entrar no carro, a vítima o segurou pela mão e gritou para denunciar o roubo, o que atraiu a atenção de quem passava na rua e afugentou os criminosos. Na fuga, o notebook utilizado para obter os dados ficou com a vítima. Cada bandido fugiu em um carro. Um dos veículos era uma Blazer azul. O outro não foi identificado.

A vítima, que recebera o pagamento na sexta-feira, voltou para a agência do Itaú, bloqueou o cartão de crédito e acionou a polícia. O caso foi registrado em boletim de ocorrência no 1º DP, e o notebook foi apreendido.

Orientações – Segundo o delegado do 4º DP de Santo André, Roberto Von Haydin, deve-se desconfiar de qualquer caixa eletrônico que solicite muitos dados pessoais ou informações além das senhas específicas da conta.

“O banco só pedirá as senhas de três dígitos, nunca todos os dados do cliente”, explica. Também é prudente desconfiar se surgirem na tela mensagens como “operação indisponível no momento” ou de falta de notas, diz Haydin. O delegado também ensina que o tamanho da tela do notebook em relação ao dos caixas eletrônicos apresenta diferenças de dimensões visíveis. “É só comparar com o caixa ao lado”, diz o delegado.

A orientação da polícia em casos de suspeita de clonagem de informações é, antes de tudo, acionar a segurança da agência bancária. “Não é recomendado ir primeiro à delegacia porque nesse meio tempo alguém pode vir e retirar o equipamento”, diz. Caso não haja seguranças no local, um funcionário do banco deve ser avisado. Só então deve-se ir a uma delegacia registrar a ocorrência.



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