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Agora o combate é contra corrupção


Do Diário do Grande ABC

21/06/2016 | 08:52


Artigo

Após o pedido do impedimento da presidente Dilma Rousseff, a maioria dos brasileiros agora quer o fim da corrupção. Em pronunciamento no plenário da Câmara Federal, fiz apelo aos colegas para agilizarem a instalação da comissão especial que analisará o PL (Projeto de Lei) 4850/2016, que estabelece medidas contra a corrupção.

Essa proposta é das 10 Medidas Contra a Corrupção e a Impunidade, documento entregue pelo Ministério Público Federal, baseado em campanha coordenada pela Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República.

O documento chegou à Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção do Congresso Nacional – da qual faço parte, em 29 de março, com mais de 2,8 milhões de assinaturas de cidadãos de todo o País.

O projeto foi distribuído às cinco comissões responsáveis por sua análise e, como passará por mais três comitês de julgamento, foi determinada a criação da comissão especial, que ainda não foi instalada. Essa demora na tramitação é desrespeito à população, cujo apelo não pode ser ignorado, justamente neste momento em que estamos passando o Brasil a limpo.

Enquanto não se avança nessa questão, novas denúncias do mau uso do dinheiro público são reveladas, como a irregularidade do pagamento de R$ 2,5 bilhões pelo Bolsa Família, entre 2013 e 2014, a falecidos e pessoas sem direito ao benefício.

A cada novo escândalo financeiro, conseguimos entender o motivo de Dilma Rousseff não fazer a transição da Presidência para seu vice. O real rombo nas contas públicas, muito maior do que o anunciado por ela, seria desmascarado e a impossibilitaria de dizer que não sabia.

A corrupção, segundo cálculos do Ministério Público, provoca perdas de R$ 200 bilhões para o País, por ano, além de gerar descrédito, desconfiança e imoralidade, tanto dentro como fora do Brasil. Dinheiro que faz falta e prejudica setores básicos, como Saúde, Educação e Habitação, entre outros.

É inacreditável que mesmo jogando o País em buraco por sua incompetência e permissividade, Dilma Rousseff ainda queira retornar ao comando. A dissimulação e enganação do governo petista já nos custaram muito caro.

Vivemos na recessão econômica há pelo menos dois anos e isso é consequência da corrupção. O Brasil precisa recuperar a credibilidade, o crescimento econômico, a produção em todos os setores, os empregos, a autoestima.

Assim, para o bem da Nação o pedido é um só: Dilma, não volte!

Vanderlei Macris é deputado federal pelo PSDB de São Paulo.

Palavra do leitor

Esperança
Apesar de ter sido eleito pelos mesmos que elegeram a ‘presidenta’ afastada, o presidente em exercício está se mostrando mais digno de ocupar o posto. Seus ministros, ao primeiro sinal de malfeitos, ou são afastados ou pedem afastamento. Diferentemente do governo anterior, que fazia das tripas coração para blindá-los, chegando ao cúmulo de defender corruptos condenados e presos.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Vale-transporte
Gostaria de saber por que houve grande fraude no vale-transporte dos guardas municipais de São Bernardo entre 2013 e 2015, em que mais de 100 deles estariam usando documentos falsos de luz, água ou telefone com endereços do Litoral, Interior de São Paulo e até mesmo de cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Com esse golpe o salário do GCM estaria sendo duplicado. Pelo que foi constatado, houve auditoria dos recursos humanos e apuração da corregedoria da GCM (Guarda Civil Municipal). De acordo com a lei federal do vale-transporte, deveria haver demissão com justa causa para todos os participantes da fraude, mas no máximo só tiveram ‘punição branda de 15 dias’ de suspensão. Agora, vários deles estariam envolvidos em outro golpe, o das ‘horas extras falsas’, portanto, seriam reincidentes. Estariam envolvidos até mesmo guardas em cargos comissionados (supervisores, subinspetores e inspetores) e tal fato teria acontecido entre 2013 e 2015. Portanto, mesmo com as punições nenhum centavo teria sido devolvido aos cofres públicos da Prefeitura de São Bernardo. Por que o comando da GCM não divulgou isso para a população? Por que escondeu esse fato grave, que fere a moral da corporação?
Estela Pires Albuquerque
São Bernardo

Melhor época
Tenho 80 anos, vividos como simples trabalhador e sem nunca ter conseguido boquinha de emprego público por algum político. O melhor da minha vida foi o tempo do governo militar, porque tínhamos empregos à vontade, Segurança pública, melhor Saúde, melhor Educação, mais respeito à Pátria, às instituições públicas e privadas, ao próximo e acima de tudo vivemos o período do maior desenvolvimento socioeconômico de toda a história do Brasil. Algum cidadão brasileiro conseguirá provar-me o contrário? Também considero a democracia o melhor regime do mundo que já conhecemos. Mas só funciona bem com povo educado e nós, brasileiros, ainda não temos a suficiente educação para exercê-la, exatamente por interesse dos maus políticos, que preferem povo mal esclarecido e assim facilitar os seus intentos negativos.
Benone Augusto de Paiva
Capital

Chapéu na mão
É revoltante ver o Rio de Janeiro na pindaíba, tendo de recorrer à ajuda do governo federal justamente no momento em que a cidade vai sediar os Jogos Olímpicos. Mais revoltante é ver que os verdadeiros responsáveis pelo rombo estão à solta. O que aconteceu com o ex-governador Sergio Cabral? O povo terá mais essa conta para pagar. O cidadão brasileiro trabalha, paga seus impostos e quando não consegue administrar sua casa passa grandes apuros. Os governadores recorrem ao governo com o chapéu na mão. E os pagantes de impostos recorrem a quem? Não seria a hora de punir os maus gestores? Penso que o presidente interino Temer deveria emprestar esse dinheiro para não pagarmos o mico da Olimpíada. Mas com uma condição: os verdadeiros culpados deverão cobrir a dívida deixada nos Estados e não o contribuinte, sempre o penalizado. A única forma de os governantes aprenderem a não gastar mais do que têm é condená-los a pagar as dívidas que fazem. Simples assim!
Izabel Avallone
Capital

Violência
Diante das últimas informações em relação ao caso da criança assassinada pela Polícia Militar, dia 2 de junho, em São Paulo, cabe informar que a abordagem inicial ocorreu a partir da Polícia Militar que, não localizando os pais ou responsáveis da criança, acionou o Conselho Tutelar. Desta feita, a equipe técnica, em cumprimento da lei, realizou a transferência da criança para a entidade responsável por dar continuidade no atendimento de proteção ao garoto. Cabe salientar, ainda, que o Diário faltou com a verdade quando publicou a manchete ‘Menino morto por PM foi dispensado pelo Conselho Tutelar de São Bernardo’ (dia 13). Como resposta, reiteramos a informação de que o Conselho Tutelar aplicou como medida de proteção o acolhimento institucional à criança. É importante mencionar que, na ocasião, em cumprimento da lei, o serviço de proteção dessa municipalidade recambiou a criança para o serviço de acolhimento no qual já era acompanhada e vinculada por determinação judicial, inclusive com processo naquela Vara da Infância e Juventude.
Conselho Tutelar de São Bernardo
Fundação Criança de São Bernardo

Nota da Redação – o Diário mantém as informações.  



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Agora o combate é contra corrupção

Do Diário do Grande ABC

21/06/2016 | 08:52


Artigo

Após o pedido do impedimento da presidente Dilma Rousseff, a maioria dos brasileiros agora quer o fim da corrupção. Em pronunciamento no plenário da Câmara Federal, fiz apelo aos colegas para agilizarem a instalação da comissão especial que analisará o PL (Projeto de Lei) 4850/2016, que estabelece medidas contra a corrupção.

Essa proposta é das 10 Medidas Contra a Corrupção e a Impunidade, documento entregue pelo Ministério Público Federal, baseado em campanha coordenada pela Câmara de Combate à Corrupção da Procuradoria-Geral da República.

O documento chegou à Frente Parlamentar Mista de Combate à Corrupção do Congresso Nacional – da qual faço parte, em 29 de março, com mais de 2,8 milhões de assinaturas de cidadãos de todo o País.

O projeto foi distribuído às cinco comissões responsáveis por sua análise e, como passará por mais três comitês de julgamento, foi determinada a criação da comissão especial, que ainda não foi instalada. Essa demora na tramitação é desrespeito à população, cujo apelo não pode ser ignorado, justamente neste momento em que estamos passando o Brasil a limpo.

Enquanto não se avança nessa questão, novas denúncias do mau uso do dinheiro público são reveladas, como a irregularidade do pagamento de R$ 2,5 bilhões pelo Bolsa Família, entre 2013 e 2014, a falecidos e pessoas sem direito ao benefício.

A cada novo escândalo financeiro, conseguimos entender o motivo de Dilma Rousseff não fazer a transição da Presidência para seu vice. O real rombo nas contas públicas, muito maior do que o anunciado por ela, seria desmascarado e a impossibilitaria de dizer que não sabia.

A corrupção, segundo cálculos do Ministério Público, provoca perdas de R$ 200 bilhões para o País, por ano, além de gerar descrédito, desconfiança e imoralidade, tanto dentro como fora do Brasil. Dinheiro que faz falta e prejudica setores básicos, como Saúde, Educação e Habitação, entre outros.

É inacreditável que mesmo jogando o País em buraco por sua incompetência e permissividade, Dilma Rousseff ainda queira retornar ao comando. A dissimulação e enganação do governo petista já nos custaram muito caro.

Vivemos na recessão econômica há pelo menos dois anos e isso é consequência da corrupção. O Brasil precisa recuperar a credibilidade, o crescimento econômico, a produção em todos os setores, os empregos, a autoestima.

Assim, para o bem da Nação o pedido é um só: Dilma, não volte!

Vanderlei Macris é deputado federal pelo PSDB de São Paulo.

Palavra do leitor

Esperança
Apesar de ter sido eleito pelos mesmos que elegeram a ‘presidenta’ afastada, o presidente em exercício está se mostrando mais digno de ocupar o posto. Seus ministros, ao primeiro sinal de malfeitos, ou são afastados ou pedem afastamento. Diferentemente do governo anterior, que fazia das tripas coração para blindá-los, chegando ao cúmulo de defender corruptos condenados e presos.
Vanderlei A. Retondo
Santo André

Vale-transporte
Gostaria de saber por que houve grande fraude no vale-transporte dos guardas municipais de São Bernardo entre 2013 e 2015, em que mais de 100 deles estariam usando documentos falsos de luz, água ou telefone com endereços do Litoral, Interior de São Paulo e até mesmo de cidades do Rio de Janeiro e Minas Gerais. Com esse golpe o salário do GCM estaria sendo duplicado. Pelo que foi constatado, houve auditoria dos recursos humanos e apuração da corregedoria da GCM (Guarda Civil Municipal). De acordo com a lei federal do vale-transporte, deveria haver demissão com justa causa para todos os participantes da fraude, mas no máximo só tiveram ‘punição branda de 15 dias’ de suspensão. Agora, vários deles estariam envolvidos em outro golpe, o das ‘horas extras falsas’, portanto, seriam reincidentes. Estariam envolvidos até mesmo guardas em cargos comissionados (supervisores, subinspetores e inspetores) e tal fato teria acontecido entre 2013 e 2015. Portanto, mesmo com as punições nenhum centavo teria sido devolvido aos cofres públicos da Prefeitura de São Bernardo. Por que o comando da GCM não divulgou isso para a população? Por que escondeu esse fato grave, que fere a moral da corporação?
Estela Pires Albuquerque
São Bernardo

Melhor época
Tenho 80 anos, vividos como simples trabalhador e sem nunca ter conseguido boquinha de emprego público por algum político. O melhor da minha vida foi o tempo do governo militar, porque tínhamos empregos à vontade, Segurança pública, melhor Saúde, melhor Educação, mais respeito à Pátria, às instituições públicas e privadas, ao próximo e acima de tudo vivemos o período do maior desenvolvimento socioeconômico de toda a história do Brasil. Algum cidadão brasileiro conseguirá provar-me o contrário? Também considero a democracia o melhor regime do mundo que já conhecemos. Mas só funciona bem com povo educado e nós, brasileiros, ainda não temos a suficiente educação para exercê-la, exatamente por interesse dos maus políticos, que preferem povo mal esclarecido e assim facilitar os seus intentos negativos.
Benone Augusto de Paiva
Capital

Chapéu na mão
É revoltante ver o Rio de Janeiro na pindaíba, tendo de recorrer à ajuda do governo federal justamente no momento em que a cidade vai sediar os Jogos Olímpicos. Mais revoltante é ver que os verdadeiros responsáveis pelo rombo estão à solta. O que aconteceu com o ex-governador Sergio Cabral? O povo terá mais essa conta para pagar. O cidadão brasileiro trabalha, paga seus impostos e quando não consegue administrar sua casa passa grandes apuros. Os governadores recorrem ao governo com o chapéu na mão. E os pagantes de impostos recorrem a quem? Não seria a hora de punir os maus gestores? Penso que o presidente interino Temer deveria emprestar esse dinheiro para não pagarmos o mico da Olimpíada. Mas com uma condição: os verdadeiros culpados deverão cobrir a dívida deixada nos Estados e não o contribuinte, sempre o penalizado. A única forma de os governantes aprenderem a não gastar mais do que têm é condená-los a pagar as dívidas que fazem. Simples assim!
Izabel Avallone
Capital

Violência
Diante das últimas informações em relação ao caso da criança assassinada pela Polícia Militar, dia 2 de junho, em São Paulo, cabe informar que a abordagem inicial ocorreu a partir da Polícia Militar que, não localizando os pais ou responsáveis da criança, acionou o Conselho Tutelar. Desta feita, a equipe técnica, em cumprimento da lei, realizou a transferência da criança para a entidade responsável por dar continuidade no atendimento de proteção ao garoto. Cabe salientar, ainda, que o Diário faltou com a verdade quando publicou a manchete ‘Menino morto por PM foi dispensado pelo Conselho Tutelar de São Bernardo’ (dia 13). Como resposta, reiteramos a informação de que o Conselho Tutelar aplicou como medida de proteção o acolhimento institucional à criança. É importante mencionar que, na ocasião, em cumprimento da lei, o serviço de proteção dessa municipalidade recambiou a criança para o serviço de acolhimento no qual já era acompanhada e vinculada por determinação judicial, inclusive com processo naquela Vara da Infância e Juventude.
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